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Onde você estava no dia 18/12/2005?

Não tinha como dormir na noite anterior. Tóquio já estava muito bem explorada e era hora de avançar novos horizontes. O Liverpool estava a onze jogos sem tomar gol e vinha de uma vitória fácil diante do Saprissa, da Costa Rica. A tensão nos corredores do hotel na manhã do dia 18 era flagrante.

 

Pegamos os ônibus em direção a Yokohama logo após o café reforçado, não sem antes comprar muito saquê em embalagem longa vida, combustível essencial no gélido dia. A animação era enorme, mesmo com o “favoritismo”do poderoso time inglês evidenciado pela mídia internacional, inclusive a imprensa brasileira.

 

Tivemos oportunidade de assistir o Saprissa conquistar o terceiro lugar na disputa de pênaltis contra o Al Itthad, o mesmo que nos deu uma suadeira no primeiro jogo. Conseguimos entrar com os saquês, que aliviaram muito o frio dentro do estádio e, principalmente, a tensão pré-apito inicial. Tomei um litro de saquê inteiro e, assim como o milimétrico bandeira canadense, não vi nenhum gol inglês em Rogério Ceni.

 

Em festa, saímos do estádio em direção ao Four Seasons, o hotel que ficou a delegação Tricolor. Invadimos os quartos dos jogadores, bebemos todos os mini drinks dos frigobares que tivemos acesso, reviramos todas as camas e festejamos com cada campeão mundial aquele que foi o dia mais feliz de nossas vidas.

 

Completamente entorpecido de álcool e alegria, voltei com mais dois amigos de taxi de Yokohama para Tóquio. Não me lembro do trajeto e nem que horas chegamos no nosso destino final. Só vi o prejuízo financeiro da viagem de taxi quando a conta chegou no cartão de crédito no valor de quase a viagem de avião Brasil/Japão. Não teve jeito: dividi em 12 vezes e pagava os boletos com um sorriso no rosto. Foi a dívida mais gostosa da minha vida.

 

Em 2010 lancei o livro “TRI Mundial” contando a aventura no Japão. O livro, licenciado pelo São Paulo, esgotou nas lojas e sites. Foram três mil edições vendidas. Estou procurando uma nova editora para uma nova tiragem. Aguardem.

 

E você? Onde esteve no dia 18/12/2005?

 

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Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Raí: experiência e são-paulinidade de sobra para tocar o futebol Tricolor!

O eterno camisa dez Raí aceitou o desafio. Ele será o responsável pelo comando do futebol do São Paulo após a demissão do ex-diretor Vinícius Pinotti. O novo dirigente foi confirmado nessa tarde pelo clube e já começa a trabalhar na sexta-feira.

 

O início da missão do novo diretor é muito maior que dar continuidade as negociações de manutenção e reforço de atletas iniciada pelo seu antecessor. Raí será responsável por montar um elenco capaz de conquistar os títulos que o clube tanto precisa para amenizar a batalha das vaidades dentro dos grupos políticos do clube.

 

Não será fácil. Raí terá muitos obstáculos e o primeiro deles é se alinhar com o presidente Leco, que costuma interferir nas decisões do futebol, às vezes até tomando as rédeas de contratações sem o conhecimento de seus subordinados. Foi assim com Luiz Cunha, foi assim com Vinícius Pinotti e fatalmente será assim com ele. Mas Raí não nasceu ontem e não caiu de pára-quedas no clube para ser ‘usado’ como muitos já adiantam. Mais experiente que nunca e membro ‘hors concour’ do Conselho de Administração, ele tem a são-paulinidade exata para reerguer o São Paulo ao seu patamar de direito.

 

A chegada de Raí é também, como disse no post anterior, um ultimato para a gestão do atual presidente. Será praticamente o último suspiro de credibilidade da gestão Leco. O apoio do blog será total ao ídolo e de uma coisa ninguém agora poderá levantar suspeita: quem tem mais conhecimento notório de futebol e de São Paulo que o grande Raí Souza Vieira de Oliveira?

 

Raí, Raí: o terror do Morumbi.

 

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Mais de um milhão de agradecimentos!

Uma incrível marca foi alcançada no ano em que o São Paulo mais se aproximou da série B do Brasileirão no formato pontos corridos: foram exatos 1.009.059 pagantes em casa durante toda a temporada 2018.

 

Os números ultrapassaram os 1.001.982 pagantes da vitoriosa temporada de 2006 (pós Libertadores e Mundial 2005 e com a conquista do Brasileirão daquele ano), o que comprova que a torcida do São Paulo realmente subiu de patamar no ano em que o clube mais precisou de eu apoio.

 

Os agradecimentos vão além de todos aqueles que compareceram e apoiaram o clube no Morumbi ou no Pacaembu. Ações como a Escolta Tricolor e a incrível ativação no último jogo, feita pelo São Paulo em parceria com o Banco Inter e a MRV Engenharia, patrocinadores do clube, permitiram que essa significante cifra de sete dígitos fosse atingida. Aliás, em tempos difíceis de patrocínios, eis dois que atingiram em cheio o torcedor Tricolor. A lembrança será forte.

 

Ah, isso não é uma comemoração e sim um agradecimento. Obrigado nação Tricolor!

 

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Cerezo e Hernanes: representantes do puro DNA do meio-campo Tricolor!

Estive presente no Bola de Prata 2017, da ESPN Brasil, realizado no Teatro Opus (Shopping Villa Lobos) nesta segunda-feira. Além de entregar a premiação para os destaques do Brasileirão deste ano, o evento homenageou os 35 anos da inesquecível seleção de 1982, comandada pelo mestre Telê Santana.

 

Cada jogador daquela seleção teve a oportunidade de entregar a Bola de Prata para cada destaque deste ano. Hernanes, o melhor segundo volante do campeonato, teve a honra de ter o prêmio entregue pelas mãos de outro fenômeno da posição: Toninho Cerezo. O segundo volante das conquistas mundiais de 1992 e 1993 fez questão de entrar no palco vestindo o manto sagrado Tricolor. O único que fez esse tipo de homenagem entre os oitentistas. Uma surpresa enorme para a nação tricolor em um evento dominado por gremistas, cruzeirenses e corinthianos, os grandes vencedores do ano.

 

Cerezo e Hernanes são grandes representantes da volância Tricolor na gloriosa história do clube. Grandes não, enormes. Quem não era nascido na época que Cerezo jogou pelo São Paulo e pela seleção não tem noção do tamanho da bola deste cara. Líder nato e de uma técnica fora do comum. Hernanes é mais fácil para muitos: bicampeão brasileiro pelo Tricolor em 2007 e 2008, o profeta chegou para ajudar o clube com sua liderança e talento dentro de campo.

 

Além da posição, talento e liderança, ambos tem a são-paulinidade aflorada. Pude assistir o primeiro jogo do Mundial 2005 (contra o Al Itiihad) ao lado de Cerezo e senti o quanto é apaixonado pelo clube. Hernanes também, representa muito e deu uma aula de profecia na entrega do seu prêmio. Com direito a selfie e tudo!

 

Vida longa a esses sobrenaturais do meio-campo. DNA Tricolor de grandeza pura!

 

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A Dios, Diego Lugano!

“Jogador do presidente”. Foi assim que Marcelo Portugal Gouvea resumiu mais uma contratação duvidosa em outro período difícil da história do São Paulo. O jovem uruguaio vinha como aposta de Juan Figger para o mercado brasileiro e, naquela época, MPG (como era conhecido nosso presidente) sofria ataques em sua gestão, vencedora por uma pequena margem de votos.

 

As ofensas dos torcedores ao mandatário não eram tão intensas como nos dias de hoje, com as redes sociais funcionando muitas vezes como muro de lamentações ou descarga de raiva acumulada com outras frustrações próprias do ser humano. Mas Marcelo, mesmo entregando totalmente o futebol para seus diretores, no fundo sabia que aquele uruguaio poderia repetir a história de muito sucesso de outros compatriotas.

 

O presidente estava certo. Aliás, ele e Figger estavam. Lugano desenhou uma carreira linda em sua primeira passagem pelo Tricolor e conquistou em campo dois dos maiores títulos do clube: a Libertadores e o Mundial de 2005. O zagueiro ganhou o mundo jogando na França, Turquia, Suécia e foi capitão de seu selecionado nos maiores eventos do planeta. Esclarecido e com a essência uruguaia, Lugano jamais deixou de lado sua paixão pelo Tricolor. Voltou para o clube após apelos durante a despedida de um de seus melhores amigos do futebol (Rogério Ceni) e mesmo não atuando foi peça fundamental no posicionamento dos treinamentos e no dia a dia do elenco. Algo muitas vezes imperceptível para o torcedor mas de valor intangível para o clube.

 

Ídolo formado pela história no São Paulo, Lugano se despede do gramado do Morumbi sem entender tamanha idolatria por parte do torcedor. Eu entendo: craques são negociáveis, ídolos não. É algo muito maior que um punhado de categoria dentro de campo. É uma verdadeira empatia, uma troca sem troco, um acordo de paixão entre jogador e torcedor. Algo inegociável.

 

Lugano disse em um programa de TV que o amor um dia pode acabar mas a gratidão não acaba nunca. Ele está certo. Também sempre seremos gratos a aquele carrinho no Gerrard, aquela encarada no Tevez, o sangue que escorreu no manto sagrado, os dias de luta e os dias de glória. Convidado para fazer parte do clube após sua aposentadoria, ele ainda pensa se vai pendurar as chuteiras ou se gastará um pouco mais de lenha. Tenho certeza que este não deverá ser um “adiós” e sim uma transição.

 

Adiós e gracias, Lugano: um ídolo inegociável.

 

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