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Brilhante, torcida do São Paulo deu mais um salto em grandeza em 2017!

A torcida do São Paulo bateu mais uma vez o seu próprio recorde de público no Campeonato Brasileiro. Na manhã deste último domingo, os torcedores cravaram 56.052 mil presentes diante do Cruzeiro, no Morumbi, número ainda maior que do jogo contra o Coritiba, até então recorde da competição.

 

Com a contabilização do público recorde, o Tricolor chegou a média de 31.353 torcedores por jogo no torneio, a maior do clube desde 2003, início da era dos pontos corridos, superando sua maior marca de dez anos atrás. Em 2007, no auge da equipe tricampeão brasileira consecutiva (que despertava ira dos adversários e até instigava a volta do mata-mata no Brasileirão), o São Paulo possuía média de 28.789 pessoas por jogo no Morumbi.

 

Os novos números são prova de mais um salto de patamar da torcida do clube mais vencedor do país. O primeiro foi visto no início dos anos 90, com a máquina Tricolor da era Telê Santana. Na final de 1992 a torcida protagonizou a maior invasão de campo de um clube até hoje no Brasil. Já o segundo salto de patamar coincidiu com a conquista do terceiro Mundial: no retorno do Japão, a delegação teve a maior recepção popular da história na cidade, com torcedores alucinados perseguindo o ônibus Tricolor desde o Aeroporto de Cumbica até o Cícero Pompeu de Toledo. Tudo registrado em filme e vídeo.

 

Mesmo passando por mais um ciclo de vacas magras, desta vez consequência de más gestões após a avalanche de títulos da década passada, a torcida do São Paulo amadureceu. No lugar de revolta e abandono pela situação da tabela, nota-se presença e muito apoio dentro do estádio. Um fator que contribui para esta mudança de status é o perfil de torcedor visto no Morumbi: enquanto assistimos uma audiência “Nutella” nas novas arenas paulistas, o Cícero Pompeu de Toledo apresenta condições adequadas para a frequência das classes C e até D, a alma do futebol brasileiro. O Morumbi é atualmente o estádio mais democrático do país.

 

Apesar dos ótimos números vindos de sua torcida, os atuais diretores do São Paulo não tem o que se vangloriar. O clube explora pouquíssimo essa notável transformação, com um marketing aquém de sua grandeza e uma comunicação deficitária, talvez não por culpa de seus funcionários, mas pela indefinição de conceitos e posições de comunicação ao longo dos últimos anos. Falta ao São Paulo uma direção definitivamente profissional no seu marketing/comunicação e a definição de um DNA muito mais forte que o inócuo rótulo de  “soberano”, criado para os filmes das últimas conquistas.

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Obrigado, Waldir!

O fim de semana acabou de forma triste para o futebol mundial. Faleceu na tarde deste domingo aos 66 anos de idade Waldir Peres, ídolo do São Paulo e da Seleção Brasileira. Com 617 partidas pelo Tricolor, o goleiro foi titular da melhor seleção brasileira que vi jogar. A de 1982.

 

Waldir marcou duas passagens na minha vida. A primeira delas foi o meu primeiro jogo no Morumbi, nos ombros de meu pai, no início doas anos 80. Com pouco menos de 10 anos de idade, fiquei fascinado pelo único ‘careca de cinza’ em campo num time mágico formado por Oscar, Dario Pereyra, Renato, Serginho e Zé Sergio. Mesmo com tanto craque em campo, naquele dia escolhi meu primeiro ídolo ao ver Waldir debaixo das traves. Minha primeira referência no São Paulo.

 

A outra passagem é recente. No dia 28 de abril deste ano tive a honra de mediar um evento esportivo onde o tema era justamente a magia dos goleiros no futebol. Waldir era o personagem principal do evento e solicitamente respondeu todas as perguntas dos presentes no Shopping Plaza Sul (SP), na maioria torcedores do Tricolor do Morumbi. Me lembro dos bastidores deste evento, quando Waldir me contou que sua ex-mulher tinha jogado fora seus troféus Bola de Prata numa briga conjugal. Rimos da situação e brindamos com café antes do início do evento.

 

Curiosamente a primeira camisa de goleiro deste ano é de uma tonalidade muito parecida a eternizada por Waldir ao longo de sua carreira no São Paulo e na seleção. Seria muito bonito ver Renan usando-a nesta segunda-feira com o nome do ídolo Tricolor nas costas. Num São Paulo cercado por lendas do gol como Poy, Zetti e Rogério Ceni, ter Waldir como ídolo é motivo de muito orgulho para mim e para todos que como eu compareciam no frio cimento das arquibancadas para vê-lo em ação.

 

Obrigado, Waldir!

 

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Mea culpa: eu acreditei em Wellington Nem no São Paulo Futebol Clube!

Mea culpa (em português, mea-culpa) no Wikipédia significa uma frase latina que, em português, pode ser traduzida como “minha culpa”, ou “minha falha”. Consiste num pedido de perdão ou num reconhecimento da própria culpa.

 

Tenho que fazer uma mea culpa no caso de Wellington Nem, jogador que pedi, acreditei e banquei no São Paulo Futebol Clube através de textos no blog e também conversas com profissionais do mercado e do Tricolor.

 

O Wellington Nem que queria ver no Tricolor era aquele garoto que nasceu nas categorias de base do Fluminense, foi cogitado para a seleção olímpica de 2012, estourou no Figueirense de Jorginho e foi muiticampeão em 2012 no time de Fred, Conca e Muricy Ramalho. O Wellington Nem que eu queria era o campeão da Taça Guanabara, Campeonato Carioca e Campeonato Brasileiro de 2012, com assistências que “fizeram a fama” de Fred no Tricolor Carioca. Queria o Wellington Nem campeão pelo Shakhtar Donetsk em 2013/2014.

 

Infelizmente não deu certo. O atacante, com contratação aprovada por 99% da torcida, animou na pré-temporada, chegando a ser chamado por Rogério Ceni de ponto de desequilíbrio no time. As lesões musculares o atrapalharam muito; a gente vê um atleta sem o arranque de outrora, além da falta de confiança que também assola o elenco neste momento.

 

Peço desculpas. O Wellington Nem que eu imaginava que seria o maior assistente dos centroavantes do clube, tal qual foi no Figueirense, Fluminense e no seu primeiro ano no Shakhtar não existe mais. A experiência necessária para um Tricolor com falta de títulos deu lugar a falta de explosão, antiga marca registrada do atacante. Hoje não vemos nem sobra do garoto que prometia muito não só para os clubes como também para a seleção brasileira.

 

Seu lugar deve ser passado para Marcinho, Lucas Fernandes ou até Léo Natel ou Brenner. Infelizmente não consigo mais ver Wellington nem em campo, a não ser que ocorra um verdadeiro milagre do futebol.

 

Mil desculpas, amigos. Errei!

 

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Muito respeito com o ídolo Pintado!

A notícia do desligamento de Pintado da comissão técnica do elenco do São Paulo pegou muita gente de surpresa, principalmente o torcedor do Maior do Mundo. Carismático e vencedor, o auxiliar técnico recebeu convite para participar do processo de transição dos jogadores da base em Cotia.

 

A saída de Pintado é uma decisão natural dentro da grande mudança promovida no setor nos últimos dias. Com a chegada de Dorival e seu staff, faz parte do futebol a tentativa de chacoalhar o grupo com nova direção técnica, completamente diferente da comissão do primeiro semestre. O que não pode acontecer é a boataria de traição ou comentários infundados sobre mau-caratismo em relação ao profissional.

 

Sim, Pintado é um dos maiores ídolos ha história do São Paulo. Para quem não estava vivo na época de ouro de Telê Santana, pode parecer pouco, mas quem estava carregando o piano no meio-campo pelas estrelas Raí, Cerezo e Muller era ele. Pintado foi símbolo de um São Paulo aguerrido e merece ser tratado com muito respeito.

 

“Trairagem” não é palavra que pertence ao repertório de Pintado e ponto final.

 

Em entrevista ao blog do Jorge Nicola, Pintado disse que está absorvendo os acontecimentos e ainda está indeciso sobre aceitar ou não a nova (e indefinida) função. Acho que Cotia poderá fazer muito bem a ele e ao clube. Nada como um exemplo Tricolor para cuidar das promessas que podem vir a ser craques no futuro. Espero que ele aceite permanecer no clube e que a pessoa que iniciou a boataria venha a público provar tudo aquilo que espalhou.

 

Já não basta queimar milhares de jogadores e ex-profissionais que passaram com brilho pelo clube como Luiz Rosan, Turíbio Leite e Carlinhos Neves, agora também queimaremos nossos grandes ídolos?

 

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Rogério: o são-paulino não tem que te desculpar. Tem que te venerar. Obrigado!

“Desculpem me se falhei, mas o que me moveu nesse projeto, foram os riscos para conquistar a glória. Obrigado torcedor são-paulino, pelo carinho, respeito e apoio. Jamais esquecerei.” – Foi assim que Rogério Ceni se manifestou ao comentar sua saída do cargo de técnico do clube em seu Facebook Oficial.

 

O ídolo da terceira maior torcida do Brasil mostrou coragem nas palavras e se disse preparado para o cargo, comentando trechos de sua história marcados por dúvidas e opções: a vinda para São Paulo, o período no banco de reservas e o treino de faltas no clube. Todas essas etapas movidas por muito trabalho e perseverança.

 

E foi exatamente esse o legado que Ceni deixou ao torcedor são-paulino. Um indivíduo obstinado, trabalhador e vencedor. Seu sucesso como jogador foi um tapa na cara dos ‘haters’ rivais ou os próprios torcedores odiosos do seu clube. O técnico saiu mas o Mito permanece intocável na cabeça de quem é São Paulo.

 

Se não foi agora, não quer dizer que não será nunca mais. A própria história de Rogério Ceni indica isso. Rogério não começou famoso nem estourou para o futebol como Neymar ou Gabriel Jesus, só para citar exemplos recentes. Ficou famoso não pela sua beleza ou caráter, mas sim pelo trabalho, talento e perseverança.

 

Rogério. O são-paulino não tem que te desculpar. Tem que te venerar.

 

Sempre.

 

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