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Roupa suja se lava em casa!

Hoje foi dia de reunião e muita conversa no CT da Barra Funda. Motivados pela comissão técnica e alguns diretores, os atletas se reuniram por cerca de uma hora para aparar eventuais arestas de relacionamento. Rodrigo Caio e Cueva, protagonistas do troca-troca de insinuações via imprensa, conversaram sozinhos por cerca de trinta minutos.

 

Paralelamente, diretores do Tricolor compareceram ao CT para manifestar apoio a Leco, que também esteve presente no local de treinos e concentração do clube. Aparentemente, a presença dos diretores e a conversa entre os atletas é uma resposta a onda de boatos envolvendo diretores, jogadores e até o técnico, amplificada como um furacão após o empate com a Ponte Preta no Morumbi.

 

Correto: roupa suja se lava em casa! O São Paulo historicamente sempre foi sinônimo de blindagem eficiente e nos últimos anos tem sofrido com a ‘central da boataria’ vinda até da sua própria coletividade: torcedores e conselheiros.

 

O que o torcedor espera de verdade é menos intriga pública, menos propagação de boato e mais foco e eficiência dentro de campo. Deste modo, quanto menos pano para a manga os jogadores derem, mais se preservarão e preservarão a instituição. Por isso, minha sugestão é que o elenco se feche de vez até ao menos o final do ano e mantenha o bico calado em questões que só competem ao desempenho e convivência dos atletas.

 

Quanto a Leco e Vinícius, respectivamente presidente e diretor de futebol, a situação é diferente. Estes deveriam vir mais aos microfones e absorver melhor a crise que ronda o Tricolor e seu futebol. São cargos que exigem compromisso com a imensa coletividade que eles representam desde as eleições de abril. A ausência de declarações e entrevistas neste momento é naturalmente vista como omissão pelo torcedor, principalmente neste momento.

 

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OPINIÃO São Paulo 2×2 Ponte Preta

A batata do São Paulo está assando mais que nunca no Campeonato Brasileiro. A equipe empatou com a Ponte Preta em um Morumbi com quarenta e três mil pessoas e mais uma vez adiou a chance de reação no torneio. Os gols do Tricolor foram marcados por Henanes e pelo estreante Bruno Alves.

 

O jogo foi dividido em duas fases bem distintas: antes e depois do pênalti e expulsão de Jucilei. Até a expulsão, apesar do jogo equilibrado, o São Paulo conseguia conduzir a partida e se postava bem defensivamente, tanto é que a Ponte não chegava no gol de Sidão. Não era uma exuberância, mas o time mantinha a organização e proposta. Conseguiu dois gols com o talento de Hernanes e o oportunismo de Bruno Alves, em uma uma bola praticamente perdida.

 

O jogo estava plenamente controlado até o pênalti de Jucilei.

 

O pênalti existiu mas, na minha visão, o cartão vermelho para Jucilei foi exagerado. Com dez em campo, o emocional novamente na casa do chapéu e a defesa mais vazada do campeonato, o time não conseguiu conter os campineiros e, não fosse a trave, poderia até ter saído derrotado em pleno Morumbi. O combalido Tricolor teve sim suas chances na fase derradeira, com Pratto e Marcos Guilherme, mas dos dezessete minutos do segundo tempo em diante, a organizada e determinada Ponte ficou mais perto da vitória.

 

Pouca gente quis falar após o apito final. Houve até uma declaração polêmica de Cueva, pedindo para os repórteres colherem explicações de Rodrigo Caio, em clara ironia as críticas que recebera em uma coletiva no meio da semana. Entendo a cabeça quente de muitos profissionais após o inesperado empate mas na minha opinião é também nessas horas que um clube tão grande como o Tricolor não pode se omitir. Quem deveria ir aos microfones era o presidente Leco ou o diretor Vinicius Pinotti para, ao menos, questionar a decisão arbitral de expulsar um jogador, que claramente mudou o rumo da partida.

 

A ausência de declarações é ainda pior para os líderes de uma gestão tão contestada como a atual. Quanto tempo não temos uma coletiva pós-jogo do presidente ou do diretor? Eles precisam dar a cara a bater pois são cargos que exigem este tipo de comportamento. Tem que falar na baixa também!

 

O empate amplia a delicada situação da equipe na tabela do Campeonato. Novamente o time teve o resultado nas mãos e não conseguiu traduzir em vitória. Agora a equipe irá pressionada ao Barradão, precisando de uma vitória para descontar os dois pontos perdidos neste sábado no Morumbi. É mais um jogo de seis pontos que o clube não pode vacilar!

 

Nota dos personagens da partida:

Sidão Não teve culpa nos gols mas mostra muita insegurança. Nota: 5,5

Militão Dedicado na marcação do lado direito. Saiu com muita cãimbra. Nota: 6,0

Bruno Alves Estréia segura e com gol. Foi bem. Nota: 7,5

Rodrigo Caio Atuação fraca e bastante insegura do selecionável. Nota: 4,5

Edimar Esforçado e limitado, jogou para fechar o lado esquerdo. Nota: 5,0

Petros Bom papel na frente da zaga. Nota: 6,0

Jucilei Atuação apagadíssima, mas não merecia ter sido expulso. Nota: 4,0

Hernanes Um oásis de talento no meio de tanta limitação. Golaço! Nota: DEZ!

Lucas Fernandes Dedicado, mostrou ser hoje melhor opção que Cueva. Nota: 6,5

Marcos Guilherme Foi dedicado na função mas faltou agressividade. Nota: 5,5

Pratto Também foi dedicado, mas tá muito longe de todo mundo. Nota: 5,5

Buffarini Entrou para fechar o lado direito, sem sucesso. Nota: 4,5

Marcinho Opção pós expulsão, para atacar e recompor. Nota: 5,0

Cueva A declaração pós jogo foi mais notada que a presença em campo. Sem nota.

 

Dorival Junior Apesar de não gostar do sistema de jogo adotado, vejo a equipe dedicada e obediente a sua proposta de jogo. Mas não consegue ainda traduzir isso em vitória e isso tem deixado o emocional de todos a flor da pele. Para mim, trocar novamente será pior. Tem que manter o trabalho e torcer para que uma hora as bolas no nosso gol não entrem. Nota: 6,0

 

Torcida do São Paulo Mais de 43 mil num feriado. Para aplaudir! Nota: DEZ!

 

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Confronto direto coloca São Paulo e Ponte Preta em estado de alerta!

Tudo pronto para mais um jogo decisivo do São Paulo no Campeonato Brasileiro 2017. Em situação delicada, o Tricolor pegará a Ponte Preta neste sábado às 19h no Morumbi. Uma boa vitória diante de sua torcida é fundamental para a única pretensão do clube no semestre: a fuga do rebaixamento.

 

O estado de alerta vale para os dois lados: com 27 pontos, derrota em casa na última partida e apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, a Macaca sabe que uma derrota no Morumbi aproximará o Tricolor e também outros candidatos da zona da degola. Por esse motivo, ela tentará conquistar pontos explorando o nervosismo do mandante e sua torcida. “Segurando o ímpeto deles nos primeiros minutos a gente tem grandes chances de fazer um gol, o que muda o jogo e favorece a gente” – disse o atacante Emerson ao Globoesporte.com

 

Os campineiros tem uma grande dúvida para a partida. Com um entorse no tornozelo direito, o atacante Lucca fará o técnico Gilson Kleina esperar até os minutos finais para definir a equipe. O desfalque é sensível pois Lucca é um dos atletas que fazem a diferença no grupo pontepretano. Pelo lado do São Paulo, Dorival fechou os treinos nesta semana e também não definiu a equipe. Lugano, Bruno Alves e Aderllan brigam pela vaga do suspenso Arboleda e o jovem Lucas Fernandes tem grandes chances de iniciar o jogo na vaga de Cueva.

 

Quem conhece torneio de pontos corridos sabe que o confronto direto com aqueles que estão na parte debaixo da tabela é o nosso campeonato neste ano. Não há a menor sombra de dúvida que o jogo será tenso do início ao fim, mesmo assim acredito em uma vitória suada, com o apoio da torcida, tal qual foi contra os cruzeirenses. Porém, é importante analisar o outro lado da moeda: o Morumbi virará uma enorme panela de pressão em caso de derrota ou até mesmo empate. Se não ganhar, o clube será bastante pressionado pela sua coletividade no dia a dia.

 

Nessas horas vale tudo para ganhar: o Tricolor mantém o tabu de 14 anos sem perder da Ponte no Morumbi em Campeonatos Brasileiros. Até o presente momento mais de 28 mil ingressos foram adquiridos para o jogo, o que dá uma estimativa em torno de quarenta mil presentes. Mais uma vez um ótimo público, mostrando que a torcida é de fato o diferencial do ano. Além das arquibancadas Amarela e Vermelha, vendidas pela Total Acesso, há alguns camarotes como o Pub Sports Bar (antigo Pub&Poker) e o Restaurante Amani que oferecem pacotes com comida e conforto. Os contatos estão nos links.

 

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Tricolor sangra em campo para reduzir dívidas de pelo menos 10 anos!

O Globoesporte.com publicou uma matéria detalhada e bastante abrangente sobre a atual situação financeira do São Paulo. Ela conta, além de outros assuntos, que o clube amortizou as suas dívidas pela metade desde que Leco assumiu a presidência, ainda precisa de ao menos R$ 27 milhões para quitar terceiros neste ano (um aperto grande até o fim da temporada) e, segundo seu diretor financeiro, o clube será capaz de zerar por completo a dívida até o final de 2018.

 

Vale ler a matéria criada pelo jornalista Marcelo Prado que conta, além desses tópicos principais, a folha salarial do elenco atual (cerca de dez milhões por mês) e quais são os credores e respectivos valores que o clube deve pagar neste ano. Outro ponto importante é que, com o plano de antecipação de pagamentos para a constante redução da dívida, o São Paulo não precisou mais recorrer a empréstimos bancários e antecipações de cotas de TV, algo comum nas administrações passadas e que considero um dos enormes buracos de pelo menos dez anos de má gestões.

 

Está claro que o sacrifício financeiro resultou no grande sangramento do time em campo. Para cumprir os passos e tirar o clube da lama, os atuais gestores decidiram vender mais atletas que o habitual, comprometendo radicalmente o planejamento do futebol e colocando o clube em posição extremamente arriscada na tabela. Se a falta de uma participação de Libertadores tira do clube uma receita considerável de participação e bilheteria, a já considerada hipótese da participação na série B em 2018 traria ainda menos receitas para o Tricolor.

 

São decisões difíceis na administração de algo muito mais complexo que uma marca ou um produto de prateleira. O plano Sócio Torcedor, que tinha como previsão a receita de R$ 14,5 milhões neste ano, com a má campanha em campo precisou ser reajustado para R$ 11,6 milhões, de acordo com a matéria publicada. Ano que vem essa receita poderá cair muito mais, além de, por exemplo, vendas de camarotes e royalties de produtos, entre outros.

 

Mesmo com as claras informações da matéria do Globoesporte.com aos olhos do torcedor, ainda considero muito difícil criticar ou defender as medidas atuais tomadas por Leco e seus diretores. Entendo que não havia como segurar atletas valiosos com o tamanho do buraco que o clube estava e ainda está. Porém, há um fato a se considerar: o presidente, seus diretores e praticamente todos os conselheiros (com exceções) estavam presentes nos anos e anos de má gestão e degradação financeira que o Tricolor está, incluindo épocas gloriosas como o Tricampeonato Mundial e o Tricampeonato Brasileiro. Todos foram, no mínimo, coniventes com os descasos que resultam nesta atual situação de aperto.

 

Portanto, não há o que se vangloriar. Recuperar o clube deve ser uma obrigação de todos que estão por lá e frequentam o camarote presidencial, as cadeiras dos conselhos deliberativo, consultivo e fiscal. O torcedor, que comparece ao Morumbi, assiste pela TV e chora por esse distintivo de cinco pontas é a única parte isenta de toda a incompetência apresentada nestes últimos anos ou até mesmo décadas.

 

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O que mudou e o que não se alterou nessa semana de treinos no São Paulo

O São Paulo iniciou a sua segunda semana de treinos essenciais para suas pretensões no Campeonato Brasileiro. Em penúltimo lugar e ao mesmo tempo a seis pontos do décimo colocado (Atlético MG), a equipe sabe que tem que reagir urgentemente na tabela para não se complicar de vez na zona da degola.

 

Dorival Junior não alterará o esquema 4-1-4-1 mas promoveu muitas mudanças no time titular, no sentido de melhorar a compactação e criação de jogadas para o ataque. Militão apareceu na lateral direita, no lugar do criticado Buffarini: a intenção do treinador é fechar a primeira linha e tornar o lado direito menos vulnerável já que todas as jogadas de gol do clássico no Allianz Park passaram pelo lado do argentino.

 

Na zaga, Aderllan e Lugano são os mais cotados na briga pela posição do suspenso Arboleda, com vantagem para o primeiro. No meio, Dorival testou Jonatan Gómez como segundo volante: a intenção é ter uma melhor distribuição de bolas e chegada na grande área. Por fim, Lucas Fernandes treinou no lugar de outro grande criticado: Cueva, que está com a seleção peruana. O prata da casa busca seu lugar no elenco e tenta reconquistar o espaço perdido com as contusões que frearam sua ascensão no time titular desde o ano passado.

 

Além de testar jogadores, Dorival cobrou mudança de postura, mais produtividade e eficiência coletiva. Esse tipo de cobrança, vindo da Comissão técnica, é o tipo de atitude positiva neste momento da competição, sem interferência de diretores, conselheiros ou torcedores. As mudanças acirram a competição por vagas no time, algo que está faltando em alguns jogadores.

 

Apesar de não gostar do sistema 4-1-4-1, entendo e apoio o treinador na busca pelo equilíbrio da equipe. Neste caso, Dorival altera os jogadores dentro do sistema que pensa ser o melhor para o time nesse momento. A mudança de sistema e atletas neste momento pode confundir ainda mais o elenco. A resposta do elenco só será positiva com muito treino, disciplina tática e repetição.

 

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