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Muricy, o salvador da pátria?

A situação da tabela em um momento crucial do Campeonato Brasileiro já desespera torcedores e conselheiros do São Paulo. Diante da impotência do elenco e a até então incapacidade da comissão técnica de conseguir uma sequência de bons resultados, muitos já recorrem a uma ‘velha’ solução: a volta de Muricy Ramalho ao Tricolor.

 

O ídolo dos anos 70 e ex-treinador do tricampeonato consecutivo brasileiro (2006, 2007 e 2008) já salvou a equipe da degola em 2013 e mais uma vez é lembrado pela Coletividade Tricolor. Feliz nos bastidores do futebol, Muricy te contrato como comentarista de futebol no Sportv até o final da Copa do Mundo mas não descarta a volta ao clube de coração, desta vez em outro cargo que não seja a tensão de comandar o time.

 

Segundo o Estadão, um grupo de conselheiros se reunirá nessa semana e aumentará a pressão para que o Tricolor tenha Muricy Ramalho como coordenador de futebol, ainda mais sabendo que ele não se opõe a trabalhar com Leco, seu suposto desafeto. Ainda segundo o jornal, a proposta tem apoio de alguns membros da diretoria, mas não é unanimidade: membros da comissão técnica de Dorival Junior não estariam de acordo. Segundo eles, o retorno de Muricy poderia causar conflitos em relação às decisões dentro de campo.

 

Sou plenamente favorável a contratação de alguém para intermediar a relação entre os diretores e o elenco. Alguém como Marco Aurélio Cunha, atualmente na CBF. Poderia ser Muricy, Autuori ou nomes como Ronaldão, Belleti ou Edimílson. Essa pessoa não será um “Salvador da Pátria” mas poderá ajudar nas funções do dia a dia e diminuir a pressão em um elenco com boas peças mas coletivamente insuficiente para representar o São Paulo Futebol Clube da maneira como deve ser representado.

 

Alguém deveria assumir a função, independente da situacão que está o clube no Brasileirão, o gosto de Dorival ou a vontade de seu staff. No futebol temos apenas o técnico e Vinícius Pinotti (diretor) entre os jogadores e o presidente. É uma cadeia de comunicação muito frágil e que expõe demais os envolvidos.

 

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Reflexão, cobrança e trabalho. As armas para as próximas duas semanas!

Duas semanas. Esse é o período que o São Paulo terá para praticamente definir sua história no Campeonato Brasileiro de 2017. Com a corda no pescoço e com 16 jogos ainda a disputar, a equipe de Dorival Junior terá tempo para refletir, cobrar e trabalhar.

 

Enumerei os pontos que, para mim, são fundamentais nesse momento. Eis eles:

 

Reflexão

O momento é de reflexão e muitos questionamentos técnicos e táticos. Será que a zaga é a única culpada pelos gols que o Tricolor anda tomando? É fato que juntos, Rodrigo Caio e Arboleda e o goleiro escolhido tomam muitos gols, mas acho que o sistema de jogo também não favorece. Não seria bom fechar a casinha com três zageiros e liberar “alas” como Marcinho e Junior Tavares para o ataque? Dorival definitivamente tem um bom tempo para rever posições ou treinar o sistema atual, que é da sua preferência.

 

Cobrança

É hora de separar o apoio incondicional de dentro do estádio das cobranças necessárias aos jogadores, principalmente aqueles que podem render mais. Na minha visão essa cobrança deve vir da comissão técnica no dia a dia e não dos torcedores em frente ao CT. Eu participei da manifestação na porta do CT da Barra Funda e tenho claro que uma nova manifestação (que virou invasão naquela época) não ajudaria em nada. A torcida está dando um ótimo exemplo mas é claro que os jogadores precisam ser cobrados, sim. Muitos deles tem potencial para fazer mais do que estão fazendo. Apenas um exemplo: em duas semanas certamente Maicosuel estará apto para jogar. Não seria melhor apostar nele, que chegou agora e está com gana, que insistir em Cueva, que vem cumprindo uma função apagada no sistema atual?

 

Trabalho

Não existe mágica. O foco tem que ser 100% em trabalho. Tenho informações seguras que o grupo não está de sacanagem com o torcedor. De um modo geral todos estão se esforçando para encaixar o jogo. É bom ficar claro que os insucessos de 2017 são atribuído aos gestores atuais (os diretores) e, principalmente, o histórico recente do clube por não ter cuidado do financeiro durante os anos de glória e ter parado no tempo em vários quesitos do futebol. Mas agora o momento é de trabalhar para sair dessa situação. Os próximos jogos são fundamentais para medirmos o resultado dessas duas semanas de treinos. Eu acredito nesse grupo, no trabalho da comissão técnica, entendo que futebol não é Playstation para ficar mudando toda hora de treinador, acho que mesmo na lama a torcida está em uma das melhores fases da história do clube e estarei com o São Paulo até o fim.

 

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OPINIÃO Palmeiras 4×2 São Paulo

O torcedor viu mais um jogo eletrizante e, apesar do placar, equilibrado entre São Paulo e Palmeiras. Todos os ingredientes de um bom clássico estiveram em campo: muita luta, estratégias definidas, momentos de tensão como a saída de Pratto, falhas e gols. Muitos gols. Ganhou quem melhor aproveitou as chances. Com a derrota o Tricolor manteve o tabu negativo no Allianz Park e adia a tentativa de sair da zona da degola.

 

Gostei da estratégia adotada por Dorival nesta partida. O time jogou bem mais organizado em campo e as linhas mais recuadas atrapalharam muito o trabalho do adversário. Porém, o time mais uma vez pecou muito individualmente, tanto no ataque como na defesa. Não faltaram chances para que o Tricolor conquistasse a primeira vitória no território inimigo desde a arenização do Parque Antarctica. O travessão de Marcos Guilherme, ainda quando estávamos na frente, os erros de Edimar, Rodrigo Caio (na frente e na defesa) e os avanços em cima de Buffarini… muito erro individual para um jogo só.

 

Outro ponto: as alterações de Cuca deram certo. As de Dorival, não. Não por culpa dele e sim dos jogadores que entraram. Gilberto não justificou e Lucas Fernandes conseguiu jogar menos que o abatido Cueva. Perdemos nos detalhes e com justiça, até porque justiça é uma coisa que não existe no futebol, mas tenho absoluta convicção que o time poderia ter ganho, se não tivesse falhado tanto nos detalhes. Ah, os detalhes.

 

Nessas horas é preciso ser pragmático. Na batalha pela saída da zona do rebaixamento, uma derrota em clássico fora do Morumbi tem que ser contabilizada como previsível. Dói mais no psicológico que na tabela em si.

 

Não tem muito o que fazer no momento do campeonato. Na parte individual não dá para melhorar o que é fraco mas dá para ajustar um pouco mais o coletivo (como vem sendo feito) e a energia dos jogadores, com as demonstrações de apoio da torcida. O que o Tricolor precisa é manter o sangue frio e ganhar de quem de fato precisa ganhar, isso é, quem luta junto conosco na parte debaixo da tabela. Por isso o próximo jogo contra a Ponte é, no mínimo, tão importante quanto esse clássico. Porque é no Morumbi e porque é contra a Ponte. A ideia é somar pontos e este é o Clube da Fé. Vamos até o fim!

 

Nota dos personagens da partida:

Sidão Muitos sustos para o torcedor. Sem culpa nos gols. Nota: 5,0

Buffarini Sofrível. Os quatro gols passaram pelo seu lado do campo. Nota: 3,5

Arboleda Tirando a machadada eem que levou o amarelo, foi ok. Nota: 6,0

Rodrigo Caio Perdeu gol decisivo no ataque e falhou na defesa. Nota: 3,5

Edimar Tirando a falha no primeiro gol palmeirense, atuação ok. Nota: 4,0

Petros Cumpriu sua tarefa no meio-campo. Nota: 6,5

Jucilei Na nova posição, falta um pouco de explosão. Nota: 5,5

Hernanes Tenho convicção: veio para tirar o Tricolor da série B. Nota: DEZ!

Cueva Perdeu a capacidade de mudar e decidir. Decepcionante. Nota: 3,5

Marcos Guilherme Belo gol, mas perdeu boa chance de matar o jogo. Nota: 7,0

Pratto Muito pouco tempo em campo, mas deu bela assistência. Sem nota.

Gilberto Não apareceu com qualidade. Nota: 4,5

Lucas Fernandes Entrou e jogou menos que Cueva. Nota: 3,0

Denílson Pouco tempo para mudar algo. Sem nota.

 

Dorival Junior Gostei do coletivo e da estratégia adotada para este jogo. O placar foi elástico demais, até porque o time teve chances para matar a partida. Os detalhes determinaram a derrota, mas vi um Tricolor aguerrido e organizado dentro da sua proposta. Nota: 8,0

 

Torcida do São Paulo A melhor de todas, até em treino. Nota: DEZ!

 

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Torcida do São Paulo muda de patamar em mais uma prova de amor ao clube!

O torcedor do São Paulo mais uma vez mostrou sua enorme força. Cerca de 20 mil apaixonados compareceram a um treino aberto realizado no Morumbi neste sábado para apoiar o elenco às vésperas de mais um importante jogo do Campeonato Brasileiro: o clássico contra o Palmeiras.

 

Foram 12 toneladas de alimentos doados em troca de um ingresso. Segundo a Cruz Vermelha, é a maior arrecadação de alimentos em um evento realizado por eles no Brasil em toda história.

 

Além da oportunidade de ver os jogadores em um outro momento além do jogo, o torcedor pôde conhecer (ou relembrar) os bandeirões, bobinas e fumaça colorida, típicos dos estádios paulistas até a proibição da PM e ministério público, devido às constantes brigas entre as organizadas, principalmente na década de 90. Um espetáculo que poderá ser visto em breve pois há uma negociação em andamento para permitir os artefatos de festa das torcidas.

 

Os jogadores sentiram mais uma vez o carinho incondicional do torcedor. Hernanes resumiu o sentimento do elenco ainda no gramado: “Amanhã é um jogo que a torcida não pode comparecer, então eles compareceram hoje, nós sentimos mais uma vez a energia da arquibancada. O torcedor está fechado com a gente, está vendo que estamos trabalhando. Agradecemos o apoio do torcedor, é importantíssima essa vibração da arquibancada.” – disse ele ao Globoesporte.com

 

O evento também marca a reaproximação das organizadas junto com o clube. Segundo Henrique Gomes (Baby), presidente da Torcida Independente, o treino aberto no Morumbi partiu da ideia da organizada. “Nós pedimos a festa. Tivemos até uma reunião com a polícia para organizar.” – disse ele para o UOL.

 

O São Paulo precisa realizar mais treinos no Morumbi como esse, e melhor organizá-los também. É marketing puro, genuíno e viralizante. Pode virar marca registrada da torcida. A demonstração de força da torcida não é apenas um combustível a mais para os jogadores na dura missão de vencer no Allianz Park. Ela mostra a mudança gradual mas definitiva do perfil da torcida são-paulina, antes visto como elitizada, para um patamar mais amplo e popular. O estádio do Morumbi contribui muito com essa positiva mudança. O treino aberto foi mais uma demonstração do que escrevi neste post no início de agosto: São Paulo é o atual clube do povo no estado.

 

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Qual o tabu que mais incomoda no clássico: quatro jogos ou 15 anos?

Véspera de clássico, dois clubes com problemas na temporada e muita, muita rivalidade no ar. Os ingredientes para o Choque-Rei envolvendo São Paulo e Palmeiras sempre foram apimentados, mas ultimamente um novo elemento coloca ainda muito mais tensão na discussão entre os torcedores dos dois clubes: o retrospecto na casa do adversário.

 

O São Paulo nunca venceu o Palmeiras em sua nova arena. Em quatro jogos, foram quatro retumbantes derrotas, fator constantemente explorado pelos jornalistas nas coletivas dos dois clubes, assim como o imenso tabu alvi-verde no Cícero Pompeu de Toledo.

 

Jucilei, entrevistado nessa última quinta-feira, criticou a violência das torcidas brasileiras, a torcida única (‘o legal é a zoeira’) e minimizou a seca Tricolor, comparando-a com o “Saara Verde” no Morumbi. “Sabemos que jogar lá é difícil, mas também tem 15 anos que o Palmeiras não ganha no Morumbi. Temos de ganhar lá, sabemos que vai acontecer, que seja no domingo. Tabu existe para ser quebrado” – disse o volante no CT da Barra Funda.

 

Bela resposta. Tabu incomoda? Sim, mas qual é a escassez que mais anda perturbando o torcedor; a seca de quatro jogos ou a seca de quinze anos sem vencer no território inimigo? Eu não tenho dúvidas qual é o pior. De qualquer forma a ‘virgindade’ no Allianz Park também incomoda e precisa ser quebrada com intensidade, garra e principalmente bom futebol.

 

Que venha a porcada!

 

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