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O fim da história do São Paulo F. C. – Por Rodrigo R. Monteiro de Castro 

Não, o São Paulo não vai acabar. Não é disso que trata este texto.

 

O que chega ao fim é a sua história, conforme vinha sendo construída – e contada. Uma nova fase – e uma nova história – já começou e o introito não é soberano.

 

O futebol brasileiro foi majestoso enquanto o processo de profissionalização na Europa não iniciara ou não se concluíra. Além de títulos mundiais, os campeonatos nacionais eram relevantes, os times (relativamente) fortes e os jogadores se formavam e se mantinham por longo período desfilando em campos locais.

 

Não havia ambiente para que um time se distanciasse muito dos demais. Os recursos eram poucos e as técnicas amadoras. A formação de jogadores era pródiga e, mesmo que um grande time passasse anos sem um título, conseguia inverter a sorte, tornar-se campeão e, a partir daí, retomar sua posição no cenário nacional. A política clubística atrapalhava, mas não destruía – porque não se atuava em ambiente profissionalizado e tecnológico.

 

O São Paulo soube, como nenhum clube, sobretudo a partir da década de 1970, operar no ambiente amador do futebol brasileiro. Nesse período – ou nessa fase da história – foi o maior.

 

Ocorre que a economia do futebol mudou. Quem tem recursos deixa quem não tem para trás. Não há mais limite para o distanciamento entre quem se organiza e não se organiza.

 

A realidade de mercado foi desprezada pelo São Paulo. Enquanto admirava sua soberania, incorporando a patologia de Dorian Gray, os adversários se organizaram e, em muitos aspectos, o superaram: estádios, centros de treinamento, títulos internacionais; o que era exclusivo, passou a ser detido por todos – ou quase todos.

 

Para agravar a situação, o São Paulo mergulhou em seus dramas políticos e, paradoxalmente, manteve sua postura de auto-adoração. O ápice foi a renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar.

 

Na esteira desse episódio, seu sucessor e atual presidente, Leco, aprovou uma reforma estatutária que se anunciava como a via modernizadora que colocaria o São Paulo à frente de todos os demais. Ao menos a arquitetura estatutária fora desenhada para esse fim.

 

E o que aconteceu desde então? O São Paulo continua a ser o mesmo de sempre, ensimesmado em suas glórias do passado, abusando de uma ilusória soberania.

 

A culpa tem um nome? Não. A culpa é coletiva.

 

As instituições (ou os órgãos) e os indivíduos falharam, dos associados aos dirigentes, passando pelos torcedores. Uns têm mais culpa do que os outros, evidentemente, mas todos (ou quase todos, com raras exceções) foram coniventes com a manutenção do modelo arcaico de administração de um estatuto contemporâneo.

 

Dois exemplos ilustram essa afirmação.

 

O primeiro diz respeito ao papel do conselho de administração. Sua criação simbolizava o ritual de aprendizagem e de passagem ao modelo realmente empresarial, de que se falará a seguir. Trata-se de órgão que deveria definir a orientação geral, fiscalizar, controlar e estabelecer relações com o mercado, e a exigência estatutária de membros independentes prenunciava o ingresso de pessoas de mercado – como é o caso do conselho do Bayern Munich, que conta com a participação do chairman da Volkswagen, do conselheiro sênior da Allianz, do conselheiro da UniCredit Bank, do CEO da Deutsche Telekom e do CEO da Deutsche Börse -, capazes de ajudar a implementar o processo transformacional que se anunciava.

 

O segundo envolve um processo interno que já deveria ter sido finalizado, de acordo com o art. 170 e seguintes do estatuto social – pelo que se noticia, está parado no conselho de administração desde maio de 2018 -, e culminaria numa pergunta aos associados: querer ou não querer o deslocamento do futebol para uma empresa autônoma, controlada pelo São Paulo e dirigida profissionalmente.

 

A realidade é que a tensão atual, marcada pela insatisfação da totalidade dos torcedores, não tem nada a ver com a promessa de transformação estrutural que o estatuto trouxe, mas com a falta de título. Se o São Paulo estivesse ganhando, mesmo que à conta do comprometimento futuro, talvez ninguém – ou quase ninguém– se insurgisse.

 

A falta de títulos não é, porém, a causa do problema; é a consequência. Aliás, qualquer ataque institucional por esse motivo, por mais doloroso que seja, é ilegítimo.

 

O São Paulo perdeu a oportunidade, logo após o início do segundo mandato de Leco, de pular no trem vitorioso de sua nova história; se ainda correr, e muito, conseguirá pegá-lo na estação seguinte. Se o perder novamente, já não haverá mais meio de alcançá-lo.

 

E aí talvez seja realmente o fim de um grande time, que apenas terá um grande passado.

 

Autor: Rodrigo R. Monteiro de Castro é presidente do MDA. Ex-presidente do IDSA. Professor de Direito Comercial do Mackenzie. Doutor em Direito Comercial pela PUC. Coautor do projeto de lei que institui a Sociedade Anônima Simplificada. Coautor do Livro “Futebol, Mercado e Estado” e autor dos livros “Controle Gerencial” e “Regime Jurídico das Reorganizações”. Sócio do escritório Lehmann, Warde & Monteiro de Castro Advogados.

“Projeto Jardine” por um fio!

O Globoesporte.com informou ainda na noite da última quarta-feira que a diretoria do São Paulo se reunirá nesta quinta para decidir o futuro de André Jardine. Ainda segundo o portal, a tendência é de descontinuidade do cargo porém com chances de permanência no clube em outra função.

 

O objetivo do clube seria de uma saída menos traumática para um profissional bem quisto pelo trabalho de alta excelência nas categorias de base. Porém, os 33,3% de aproveitamento nos quinze jogos que esteve a frente do elenco Tricolor e o pouco futebol apresentado pala equipe neste início de ano pesam muito a favor de sua saída do comando no profissional.

 

Vale entender como André Jardine chegou ao comando do elenco profissional. Extremamente vencedor na base Tricolor, o técnico foi fortemente sondado para fazer carreira no Internacional no início de 2017. Gaúcho de nascença, Jardine balançou com a proposta colorada. O Grêmio, clube muito presente na carreira do treinador, foi outro que se interessou pelo seu regresso. O São Paulo manteve Jardine com a promessa de um plano de carreira que o preparasse para subir ao comando profissional desde a chegada de Rogério Ceni ao comando técnico.

 

O treinador foi alçado a auxiliar de Dorival Junior e Diego Aguirre até agarrar a oportunidade no final do ano passado, antecipada pela saída do uruguaio até os dias de hoje. Seu futuro no Tricolor será definido nas próximas horas e fundamentalmente passará por um dilema profissional. Jardine pode entender que o retorno a base ou ao cargo de auxiliar um ‘downgrade’ de carreira.

 

A volta de Jardine para as categorias de base do clube seria benéfica para o São Paulo e, no meu modo de pensar, também para o treinador. Porém, entendendo como funciona o mercado do futebol, acho a permanência no clube pouco provável. Há também uma chance de convite para dirigir a seleção brasileira sub-20, já que a CBF fará uma reformulação no quadro técnico após o fiasco do último Sul-Americano da categoria.

 

Ainda não há definição por parte da diretoria Tricolor mas o fato é que, muito pressionado pelo fracasso na Libertadores 2019, o clube se movimentará bastante nas próximas horas. A ver.

 

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Veja nova camisa do Sócio Torcedor, usada por Hernanes na Florida Cup

Hernanes é o representante do elenco do São Paulo na Florida Cup. O novo contratado do Tricolor participou de ativações junto com outros representantes na Universal Studios, um dos patrocinadores do evento.

 

Em uma da imagens, tiradas de um stories de instagram, o atleta usa uma camisa preta com o logo do Sócio Torcedor Tricolor, o logo Adidas e as icônicas listras da marca nos ombros. Tudo leva a crer que ela será a nova camisa do projeto para 2019. Inclusive os torcedores que foram a Florida pela Passaporte FC (agência de turismo oficial do clube) ganharam a vestimenta.

 

 

Mais uma vez o Sócio Torcedor passou por uma grande reformulação e em breve será apresentado pelo marketing Tricolor, pasta responsável pelo projeto. A camisa usada por Hernanes em Orlando é sinal de que o anúncio do novo ST pode estar muito próximo.

 

O torcedor aguarda um projeto muito mais eficiente e vantajoso, além da abertura da bilheteria para os primeiros jogos do Campeonato Paulista e a partida de volta da Libertadores, contra o Talleres. Com o elenco montado com boas contratações e boa expectativa no início do ano, a chance de mais uma vez o torcedor ter problemas para comprar seu ingresso será grande.

 

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Lateral que ergueu a taça de campeão dos aspirantes poderá sair do clube sem chances no profissional

O lateral Wellington Cabral Costa, mais conhecido como “Foguete”, poderá estar de saída do São Paulo Futebol Clube. Ele foi o jogador que ergueu a taça de campeão pelo time sub23 (aspirantes) no último domingo. O Tricolor venceu o Internacional e ficou com o título.

 

 

Revelado no Vasco da Gama, Foguete veio ao Tricolor no início de 2013, ainda com 17 anos e treze convocações para as seleções brasileiras sub-15 e sub-17 na época. Passou por Cotia, foi emprestado para o Vila Nova e Santo André, voltou para ser suplente da lateral no elenco de Rogério Ceni, teve seu contrato renovado até fim de 2018 e conquistou o Brasileirão Aspirantes, mas em nenhum momento teve chance real no profissional do São Paulo.

 

Foguete não é um fenômeno, mas está longe de ser um atleta ruim. Se sair do clube em 2019, ele será mais um exemplo de dinheiro jogado fora no Tricolor. O clube investiu pesado em nomes como Bruno e Buffarini e agora tem somente o contestado Bruno Peres atuando na posição.

 

Defendo nomes como Foguete e outros da base (Perri, Antony, Rodrigo, Brenner, Helinho e Caíque) como composição de grupo, desonerando a folha de nomes duvidosos que não fazem diferença qualitativa em um elenco que quer ser campeão. Os garotos para formar o elenco de 2019, com contratações de peso e qualidade, que venham para conduzir o clube de volta as glórias.

 

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“Transferência seria surpreendente”, diz empresário de Vanderlei

O empresário Carlos Eduardo Guimarães, que cuida da carreira de Vanderlei, afirmou ao portal do jornal A Tribuna (Santos) que não há nenhuma negociação em curso entre seu cliente e o São Paulo.

 

Segundo a matéria, o empresário deixou claro que uma transferência seria surpreendente, pois não é algo sequer cogitado pelo atleta e por seu estafe.  “Não estamos sabendo de nada. Posso te afirmar que entre mim e o Vanderlei não há nada sobre isso. Ele está muito feliz com o reconhecimento da torcida do Santos. Sabe que é um símbolo do clube. Não sei de onde surgiu isso” – afirmou.

 

Curiosamente o mesmo jornal A Tribuna, que dá destaque de cobertura ao clube santista, confirma a conversa entre os presidentes dos clubes e afirma que, apesar de Vanderlei estar feliz e ter mais dois anos de contrato com o Santos, não há futuro garantido na Vila Belmiro. De acordo com o portal, a diretoria do Santos pretende negociar o goleiro somente pela quantia de 7 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) para liberar o jogador.

 

Vanderlei está com 34 anos e é um dos destaques da equipe santista.

 

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