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OPINIÃO Ituano 2×1 São Paulo

Derrota mais que merecida em Itu. Com uma atuação coletiva abaixo da crítica e um pênalti perdido no apagar das luzes, o São Paulo conheceu sua quarta derrota em oito jogos do Campeonato Paulista 2018.

 

Diferente do clássico do último domingo, desta vez o mau resultado veio com uma péssima atuação da equipe, principalmente no primeiro tempo. Diego Souza tentou se movimentar mais pelos lados do campo, Nene jogou no lado esquerdo, Cueva comandou o meio e Hudson tratou de chegar mais na área e mesmo assim o esquema não funcionou. Domínio quase pleno do Ituano no primeiro tempo, com gol fruto de falha feia na saída de bola do meio-campo. Desastroso!

 

Dorival tentou alterar o panorama, tirando os inoperantes Nene e Diego Souza, mas nem mesmo a maior movimentação de Valdívia e Tréllez (posteriormente Shaylon) e o gol no início da segunda etapa organizou o time para construir o bom resultado. A equipe voltou a ser presa fácil do Ituano em boa parte do segundo tempo, tomou mais um gol bobo e não teve capacidade para empatar, nem com o pênalti no final. O placar foi justo pelo pouco apresentado.

 

Pelo que eu conheço do clube e de seus atuais gestores, a batata de Dorival Júnior já está esturricando na grelha da Barra Funda. O time não encaixa, não engrena, não embala e não dá a liga que deveria dar no momento que deveria, isso é, a primeira fase do Paulistão e das fases “mamão com açúcar” da Copa do Brasil. É bom frisar que Dorival Júnior tem boa parte da responsabilidade pelo pouco apresentado até aqui, mas não é o único culpado pela estagnação da equipe. O momento do time em campo é reflexo da fase atual do clube e de como foi montado o elenco para esta temporada.

 

Repito o que disse dias atrás no post sobre padrão e execução: será preciso muita coragem para o atual técnico quebrar algumas convicções e montar um time eficiente com o elenco que tem à disposição. Na minha opinião, pelo perfil do elenco, alguns medalhões deveriam ir para o banco e trabalhar para merecer a vaga. Será que Dorival terá essa iniciativa? Cenas dos próximos capítulos…

 

Nota dos personagens da partida:

Sidão – não falhou nos gols mas também não foi diferencial no jogo. Nota: 5,0
Militão – Apresentação discreta, com poucos lampejos no ataque. Nota: 5,5
Bruno Alves – Partida ruim, quebrando uma sequência segura. Nota: 4,5
Rodrigo Caio – Defesa foi fraca no jogo de hoje. Não segurou. Nota: 4,5
Reinaldo – Se esforça mas não consegue fazer mais do que é capaz. Nota: 5,0
Jucilei – Fraca partida. Substituído com lesão na coxa. Nota: 4,5
Hudson – Também não foi bem no trabalho do meio-campo. Nota: 4,5
Nene – O pior do Tricolor. Substituído no intervalo. Nota: 3,0
Marcos Guilherme – Muito passe errado ao longo da partida. Nota: 4,0
Cueva – Sem dúvida o “nome do jogo” em Itu, seja para o bem, seja para o mal. Fez gol, perdeu gol, perdeu pênalti, perdeu bola para o primeiro gol do Ituano e estava marcando o zagueiro no segundo gol dos mandantes. Nota: 4,5
Diego Souza – Mais movimentação, mas foi mal novamente. Substituído. Nota: 3,5

Valdívia – Entrou com mais movimentação e foi melhor que Nenê. Nota: 5,5
Tréllez
– No comando de ataque, foi mais presente que Diego Souza. Nota: 5,5

Dorival Junior – Partida medonha do São Paulo. Nota: 3,0

 

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Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Marlos: maturidade, carinho e interesse em retornar ao São Paulo

Muito interessante a matéria do Portal UOL com o meia Marlos. Mais maduro e com um papel fundamental na seleção ucraniana, o jogador falou sobre sua passagem pela Europa, momento na carreira e até planos futuros, incluindo o São Paulo, clube que defendeu entre 2009 e 2011.

 

Sobre o Tricolor, Marlos confessou que teve uma apagada passagem pelo clube. A pouca experiência e as circunstâncias de sua saída do Coritiba pesaram contra seu sucesso na Capital Paulista. Porém, o jogador foi taxativo em relação ao Tricolor: “O São Paulo é um clube que eu teria um interesse muito grande se fosse voltar para o Brasil. Se o clube tivesse o interesse, eu assimilaria muito bem. Eu tenho muita admiração. Se houvesse o interesse de ambas as partes, seria um passo muito grande para um acerto” – disse na entrevista do UOL.

 

Hoje Marlos é outro jogador que, segundo ele mesmo, está preparado até para ser protagonista de clubes brasileiros. “Hoje eu acredito que seria (sic) diferente, já estou preparado para assumir um cargo importante em qualquer equipe que eu vá. Tenho a cabeça muito boa e experiência em competições internacionais”, – disse na entrevista.

 

Apesar do carinho e “oferecimento”, por enquanto a volta de Marlos para o Brasil (e ao São Paulo) é muito improvável. Marlos está totalmente adaptado ao Shakhtar e a Ucrânia, além de ser motivado pelos desafios dos grandes campeonatos europeus.

 

Guardada as devidas proporções, Marlos seguiu a linha cronológica de Müller dentro de campo: começou como ponta veloz e agora está pensando o jogo no meio-campo. Sinceramente, gostaria muito de contar com ele no futuro pois lembro que, apesar dos tropeços da idade na época, era um atleta muito talentoso e com uma grande habilidade. Que tenha boa sorte na continuação da carreira.

 

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São Paulo no 4-4-2? Dorival experimentou a formação nesta terça-feira! Veja como foi:

Dorival Junior deu sinais de variação tática no treino desta terça no CT Tricolor.

 

Pela primeira vez aos olhos da imprensa, o treinador do São Paulo posicionou a equipe num 4-4-2 sem a bola, com Cueva e Diego Souza centralizados no ataque, Nene e Marcos Guilherme pressionando os laterais e os volantes Hudson (que entra na vaga do suspenso Petros) e Jucilei atuando na mesma linha do campo. A informação é do jornalista Marcelo Hazan, do Globoesporte.com

 

A mudança visa maior pressão na saída de bola do adversário, algo pouco visto nas últimas partidas. Com a bola recuperada ainda no setor de ataque, o time terá mais espaços para criar e concluir as jogadas ofensivas, pegando o adversário desprevenido e aumentando as chances de gol.

 

A maior crítica ao trabalho do técnico nesta temporada é em relação a pouca variação tática durante os jogos. O time está engessado em um único modelo de jogo que o torna previsível para os adversários bem postados na defesa. A falta de repertório ficou evidente no San-São do último domingo. A equipe precisa aumentar a eficiência ofensiva e a tentativa de variar a formação é mais que válida: é absolutamente necessária.

 

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Jucilei, Petros e Hudson: na disputa dos volantes, ganha o São Paulo!

A presença de bons jogadores para um mesmo setor do meio campo de um clube de futebol naturalmente promoverá boas discussões entre os torcedores. No São Paulo não é diferente. Jucilei, Petros e Hudson são atletas que tranquilamente poderão ser titulares na temporada e sempre lutarão por uma vaga enquanto estiverem aptos para o jogo.

 

Jucilei foi uma das grandes contratações do ano passado. Conquistou logo a posição no meio e, salvo um curto período em que esteve aprimorando sua forma física, jogou quase o ano todo como titular. Versátil, atua tanto na saída de bola como de segundo volante, posição que o consagrou no arqui-rival Corinthians. Sua permanência foi obra sobretudo de sua vontade de permanecer no Tricolor, abrindo mão do grande salário que teria direito na China.

 

Petros, o “pai de família”, chegou ao clube com status de grande marcador. Segundo o site oficial do São Paulo, o volante esteve entre os maiores ladrões de bolas do Campeonato Espanhol nas duas temporadas que participou. No Tricolor, ganhou a torcida no jogo contra o Vitória, em Salvador. O time precisava da vitória e ganhou do adversário direto na luta contra a degola e no final da partida, o jogador desabafou nos microfones das emissoras de TV. Atualmente, sua característica é menos ofensiva e mais retentora da bola.

 

Por outro lado, Hudson fez um dos seus melhores anos em 2017. Foi destaque do Cruzeiro campeão da Copa do Brasil e atuou bem pela raposa até se contundir gravemente no final da temporada. Sua característica é de chegar mais ao ataque, ajudando os meias e até chutando a gol. É peça valiosa no elenco, considerado o décimo segundo jogador e até mesmo titular por boa parte dos torcedores.

 

Uma coisa é fato: para aguentar a temporada brasileira, quanto melhor o elenco, maior as chances de êxito. Portanto, independente de quem esteja em campo, sempre ganhará o São Paulo. Quanto tempo que o são-paulino não via tanta qualidade no setor que considero o coração de um time de futebol na atualidade? Aos poucos, o Tricolor forma uma cara combativa no meio-campo que me agrada. Não é aquele tipo de perfil frouxo e sem alma que nos costumamos a ver anos atrás.

 

Acredito que a defesa e o meio-campo aos poucos podem se transformar em uma sólida realidade, com boas opções na zaga e volância. Faltam variações táticas e criativas para furar os sistemas defensivos dos adversários e esse acredito que seja o grande desafio do semestre, quiçá, do ano.

 

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Dorival, padrão e execução

O clássico do último domingo, com predominância Tricolor e o veneno pontual santista, evidenciou a seca de gols que o São Paulo vive nesta temporada. Foram apenas seis tentos em sete partidas realizadas no Paulista e três gols nas duas fases “mamão com açúcar” da Copa do Brasil.

 

Segundo o Footsats, o São Paulo precisa de 14,2 finalizações para fazer um gol, com apenas 34,1% de aproveitamento nas finalizações no Paulista. Falta de padrão de jogo? Não. Diferente do que muitos falam, o time tem um padrão definido: posse de bola, troca de passes até o rival se abrir e infiltração com os pontas. O grande problema está na execução.

 

Pela qualidade de seus jogadores, o time consegue facilmente o comando das ações, mas a posse de bola não é produtiva. Os movimentos para abrir campo para os pontas são previsíveis e as jogadas são facilmente anuladas com um sistema defensivo razoavelmente bom. O Santos conseguiu a vitória no clássico com um chute em direção do gol e uma eficiente marcação. Já o São Paulo rondou a área santista durante toda a partida mas nenhum de seus jogadores teve capacidade de tomar a iniciativa de um drible ou uma enfiada de bola mais aguda para chegar de fato ao gol.

 

A responsabilidade deste falso domínio é da comissão técnica. A ideia de jogo está clara mas a execução tem deixado muito a desejar. Vamos a um exemplo prático: Diego Souza sempre foi um bom jogador mas não é um centroavante de ofício que coloca a bola debaixo do braço e decide o jogo nas oportunidades que tem. Está evidente a cada partida que a posição não ajuda nem ele nem o Tricolor. Por outro lado, Brenner teve destaque na pré-temporada atuando  como centroavante, sua posição de origem. Hoje ele foi jogado literalmente para o escanteio e só entra para jogar nos lados do campo, com evidente pouco brilho.

 

Injusto ou não, Dorival Junior é responsável pela má execução do plano de jogo e está na berlinda. Mais que treinos e repetições, ele precisará de coragem e atitude para mudar a máquina ou as engrenagens antes do motor pifar de vez. Insistir no modelo ou nos jogadores é passaporte certo para o fracasso pois, do jeito que está, o time continuará ciscando a área sem envenenar as redes.

 

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