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OPINIÃO São Paulo 0x0 Ferroviária

E o Tricolor continua seguindo a sua trágica sina na temporada. Sem conseguir ultrapassar a fortaleza do Ferroviária, a equipe ficou no zero a zero no Morumbi e complica suas chances de se classificar para as fases finais da competição.

 

O primeiro tempo foi horroroso, com a equipe girando, girando e não criando o suficiente para abrir o placar. Poucas infiltrações, apenas uma jogada “um contra um” (Marcos Guilherme) e muito passe errado marcaram o primeiro tempo. Enquanto a Ferroviária fazia o seu feijão com arroz, o Tricolor tentava um strogonoff sem carne nem creme de leite.

 

Dorival mais uma vez mexeu em todo o ataque, tirando Diego Souza, Valdívia e Marcos Guilherme para as entradas de Tréllez, Nene e Paulinho. O time criou mais, chutou mais a gol mas mesmo assim não furou a barreira da equipe de Araraquara. Tadeu, o goleiro da Ferrinha, foi o grande destaque da partida.

 

No final, um justo empate com mais um “show” de posse de bola do time que não consegue encontrar a vitória, nem mesmo dentro de sua própria casa. O que mais me incomoda em tudo isso é a equipe não ter outra variação de jogo. O treinador muda as peças mas o sistema com os pontas incapazes de furar a defesa adversária continua sempre o mesmo.

 

Dorival Junior é defendido por gente da imprensa que conta com a minha admiração e respeito, mas chega uma hora que um treinador não pode ser refém de apenas um sistema. Ou ele adapta um novo sistema para as peças que tem e cria opções durante a partida ou sua permanência no cargo ficará ‘eternamente ameaçada’ enquanto estiver no comando de um clube tão grande como o São Paulo.

 

Nota dos personagens da partida:

Sidão – Tirando uma defesa, apenas um expectador no jogo. Nota: 6,0
Militão – Boa participação na linha de quatro da defesa. Nota: 6,0
Arboleda – Para mim, titular da defesa Tricolor. Nota: 6,5
Rodrigo Caio – Não teve muito trabalho no setor defensivo. Nota: 6,0
Edimar – Fez Reinaldo parecer o Marcelo do Real Madrid. Nota: 4,0
Petros – Partida regular na saída de bola. Nota: 5,5
Hudson – Trabalhou no auxílio da criação. Nota: 5,5
Cueva – O melhorzinho do Tricolor no jogo. Nota: 6,5
Marcos Guilherme – Mais uma partida fraca no ataque. Nota: 4,5
Valdívia – Primeiro tempo fraco, apesar da movimentação. Nota: 5,0
Diego Souza – Mais uma vez o pior do time. Deslocado. Nota: 4,0

Tréllez
– Mesmo com pouca chance de gol, merece oportunidade. Nota: 5,5
Nene – Boa bola parada e alguns bons chuveirinhos. Pouco. Nota: 5,5
Paulinho – Melhorou a movimentação no lado direito. Nota: 6,0

Dorival Junior – Muda os jogadores porém mais uma vez não propôs uma nova formação, algo diferente para tentar furar a retranca do adversário. O time martela, martela e não consegue ganhar em casa! Parece ainda estar prestigiado pela diretoria. Nota: 3,5

 

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Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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25/02/1987: aniversário da maior final de campeonato da minha vida!

Vinte e cinco de fevereiro: essa data nunca passará batida para mim. Foi o dia e o mês da maior final que eu presenciei na minha história no futebol. Foi no dia 25/02/1987 que o São paulo conquistou, de forma absolutamente emocionante, o seu segundo Campeonato Brasileiro. O campeonato de 1986!

 

A final no Brinco de Ouro da Princesa praticamente redimiu, no talento dos pouco mais de vinte e dois jogadores em campo, o desastre de organização que foi o torneio, que começou em 1986 e terminou no ano seguinte e contou com oitenta clubes, 680 jogos e a consagração de Antônio de Oliveira Filho, o Careca.

 

A final, que terminou 3×3 na prorrogação e foi definida nos pênaltis, está divulgada a torto e a direito na internet. Queria compartilhar algo absolutamente particular: foi a minha primeira final presente num estádio que não fosse o Morumbi. Com 14 anos na época, viajei com meu pai para Campinas na expectativa de ser campeão. Depois de um primeiro tempo eletrizante, a prorrogação reservou momentos de alta tensão, com o Guarani em vantagem (2×1) até o último minuto do segundo tempo. Desesperançoso e ouvindo o hino do Bugre ecoando nos auto-falantes, meu pai me deixou perto do túnel de saída das arquibancadas visitantes e foi ao banheiro para, logo em seguida, voltarmos para São Paulo antes do apito final.

 

O gol antológico de Careca aos 14 minutos do segundo tempo o fez sair do banheiro desesperado e de calças arriadas comemorar comigo e os tricolores das arquibancadas aquilo que seria, após outra disputa dramática nos pênaltis, o segundo título brasileiro de sua história.

 

De todos os títulos que estive presente, e não foram poucos, esse para mim foi e sempre será o mais especial. Foi lá em Campinas, e diante de uma equipe fortíssima como a do Guarani daquele ano, que percebi o que ser são-paulino é mais que torcer para um clube de futebol. É levar a fé no coração até o último segundo. Sempre!

 

Agradeço a Deus e meu falecido pai por estar em Campinas naquele momento.

 

Obrigado por me fazerem são-paulino!

 

São Paulo 3×3 Guarani (final de 1986) no Blog Imortais do Futebol.

 

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Tabelinha entre TRI Mundiais!

Respaldo do futebol – Raí deu entrevista no final da tarde desta última quinta-feira. O diretor garantiu a permanência do técnico Dorival Junior mas expôs a insatisfação da diretoria com o trabalho apresentado, sobretudo os resultados: “não há ninguém no CT da Barra Funda ou no Morumbi que ache que está tudo bem, e estamos tomando as decisões que achamos melhores para o São Paulo” – disse ele ao Globoesporte.com O momento é péssimo mas a presença do diretor de futebol nos microfones é um alento para o torcedor.

 

Ídolos no controle – Raí e Ricardo Rocha fazem parte do corpo profissional do futebol e mesmo se as decisões vão contra o pensamento de muitos torcedores, é preciso respeitar e se possível aceitar o que foi decidido. Tenho certeza que nos tempos de Juvenal, Aidar, Pimenta, Bastos Neto, Paulo Amaral, etc, quando o técnico era demitido pelo presidente, Leco já teria mandado embora Dorival. No novo sistema de gestão o poder diminui para o presidente e é compartilhado. Raí e Ricardo Rocha estão no controle do futebol e deram respaldo total para Dorival no elenco. Se durante tanto tempo pedimos profissionalismo no futebol tricolor há de se respeitar as decisões profissionais dos que lá estão e, sim cobrar resultados sem deixar de criticar quando se deve.

 

Mudanças já – Com o respaldo de Raí, para mim fica claro que Dorival tem liberdade para mexer no time da forma como quiser, sem se ver pressionado a escalar X ou Y. O sistema de pontas só funciona com jogadores de característica de infiltração e jogadas 1 contra 1. Marcos Guilherme, Valdívia e Caíque tem essas características. Nene não possui mais esse perfil velocista e rompedor. Brenner, que tem como principal força a infiltração na área e arremate, pode ser escalado no comando de ataque e no lado do campo, mas apenas quando o time estiver com espaço para jogar, como ocorreu no gol de contra-ataque contra o Corinthians. Ou o treinador muda o sistema pelas características da escalação que anda montando ou muda as peças. Para mim essas são as únicas saídas.

 

Perda no meio – Jucilei ficará entre duas e três semanas fora de ação por conta de uma contratura que o tirou do jogo contra o Ituano. Aí está a importância de termos um bom reserva na posição, seja quem ele for. Hudson e Petros tem condições de dar conta do recado sem perde de qualidade. Outro que volta é Edimar, porém este substituirá Reinaldo, suspenso.

 

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Seria a hora e a vez do São Paulo pensar em Vanderley Luxemburgo?

Certo ou errado, bem ou mal, possível ou não, o fato é que existe um desejo de parte da torcida do São Paulo em contar com os serviços de Vanderley Luxemburgo no clube.

 

Não falo somente da organizada, que foi de Itu até a Barra Funda protestar e pedir o ‘veterano técnico’ nos portões do CT. Muitos torcedores das arquibancadas, redes sociais, grupos de whatsapp e até um ídolo do clube, o ex-atacante França, cogitam a vinda do treinador com a esperança que ele reviva seus momentos de glórias de vinte anos atrás.

 

Luxemburgo foi um dos maiores técnicos do futebol brasileiro dos últimos anos e, para mim, entra no hall de grandes como Felipão, Muricy, Parreira e agora Tite. Apareceu para o Brasil com a conquista do campeonato paulista de 1990 pelo Bragantino, teve momentos espetaculares com o Palmeiras/Parmalat entre 1993 e 1995, quando tirou o alvi-verde de um longo jejum e chegou a treinar o galático Real Madrid de 2005. Mas caiu vertiginosamente na carreira, com poucos títulos e glórias nos últimos dez anos. Sua passagem pelo Sport em 2017 foi desastrosa: pegou um clube em quinto lugar e foi demitido com o Leão na beira do rebaixamento. Além do mais, para ‘alegria’ do são-paulino, indicou Wesley ao clube pernambucano.

 

Entendo que apostar em Luxemburgo é neste momento apostar em um grande risco para o São Paulo, mesmo com um contrato de produtividade ou baixo custo. Apesar do extenso currículo e das boas entrevistas (a última do Bola da Vez da ESPN foi bem interessante) a margem de erro é imensa e precisa ser considerada em qualquer possível decisão. Luxemburgo é aquela memória afetiva que temos de vinte anos atrás, como a volta de velhos ídolos com a esperança que eles reeditem o sucesso que fizeram no passado e o são-paulino, por memória, gratidão e carência, é o mais típico saudosista do futebol brasileiro.

 

O ídolo França definiu a situação em seu Twitter. “São Paulo e Luxemburgo: um precisa do outro.” Será mesmo que uma instituição tão grande como o Tricolor precisa recorrer tantas vezes a um glorioso passado que atualmente não se encaixa no futebol atual? Fica a pergunta aos leitores.

 

O debate está aberto.

 

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OPINIÃO Ituano 2×1 São Paulo

Derrota mais que merecida em Itu. Com uma atuação coletiva abaixo da crítica e um pênalti perdido no apagar das luzes, o São Paulo conheceu sua quarta derrota em oito jogos do Campeonato Paulista 2018.

 

Diferente do clássico do último domingo, desta vez o mau resultado veio com uma péssima atuação da equipe, principalmente no primeiro tempo. Diego Souza tentou se movimentar mais pelos lados do campo, Nene jogou no lado esquerdo, Cueva comandou o meio e Hudson tratou de chegar mais na área e mesmo assim o esquema não funcionou. Domínio quase pleno do Ituano no primeiro tempo, com gol fruto de falha feia na saída de bola do meio-campo. Desastroso!

 

Dorival tentou alterar o panorama, tirando os inoperantes Nene e Diego Souza, mas nem mesmo a maior movimentação de Valdívia e Tréllez (posteriormente Shaylon) e o gol no início da segunda etapa organizou o time para construir o bom resultado. A equipe voltou a ser presa fácil do Ituano em boa parte do segundo tempo, tomou mais um gol bobo e não teve capacidade para empatar, nem com o pênalti no final. O placar foi justo pelo pouco apresentado.

 

Pelo que eu conheço do clube e de seus atuais gestores, a batata de Dorival Júnior já está esturricando na grelha da Barra Funda. O time não encaixa, não engrena, não embala e não dá a liga que deveria dar no momento que deveria, isso é, a primeira fase do Paulistão e das fases “mamão com açúcar” da Copa do Brasil. É bom frisar que Dorival Júnior tem boa parte da responsabilidade pelo pouco apresentado até aqui, mas não é o único culpado pela estagnação da equipe. O momento do time em campo é reflexo da fase atual do clube e de como foi montado o elenco para esta temporada.

 

Repito o que disse dias atrás no post sobre padrão e execução: será preciso muita coragem para o atual técnico quebrar algumas convicções e montar um time eficiente com o elenco que tem à disposição. Na minha opinião, pelo perfil do elenco, alguns medalhões deveriam ir para o banco e trabalhar para merecer a vaga. Será que Dorival terá essa iniciativa? Cenas dos próximos capítulos…

 

Nota dos personagens da partida:

Sidão – não falhou nos gols mas também não foi diferencial no jogo. Nota: 5,0
Militão – Apresentação discreta, com poucos lampejos no ataque. Nota: 5,5
Bruno Alves – Partida ruim, quebrando uma sequência segura. Nota: 4,5
Rodrigo Caio – Defesa foi fraca no jogo de hoje. Não segurou. Nota: 4,5
Reinaldo – Se esforça mas não consegue fazer mais do que é capaz. Nota: 5,0
Jucilei – Fraca partida. Substituído com lesão na coxa. Nota: 4,5
Hudson – Também não foi bem no trabalho do meio-campo. Nota: 4,5
Nene – O pior do Tricolor. Substituído no intervalo. Nota: 3,0
Marcos Guilherme – Muito passe errado ao longo da partida. Nota: 4,0
Cueva – Sem dúvida o “nome do jogo” em Itu, seja para o bem, seja para o mal. Fez gol, perdeu gol, perdeu pênalti, perdeu bola para o primeiro gol do Ituano e estava marcando o zagueiro no segundo gol dos mandantes. Nota: 4,5
Diego Souza – Mais movimentação, mas foi mal novamente. Substituído. Nota: 3,5

Valdívia – Entrou com mais movimentação e foi melhor que Nenê. Nota: 5,5
Tréllez
– No comando de ataque, foi mais presente que Diego Souza. Nota: 5,5

Dorival Junior – Partida medonha do São Paulo. Nota: 3,0

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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