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Três grandes preocupações para o São Paulo após a derrota no clássico

O São Paulo deu uma ducha de água fria no seu torcedor neste último domingo. A derrota diante do Santos no primeiro clássico da temporada evidenciou preocupações que o clube deverá administrar nos próximos dias, principalmente com uma Pré-Libertadores à vista.

 

Separei três delas abaixo:

 

1) Falta de dinâmica no meio-campo 

Um dos problemas mais evidentes do São Paulo no jogo de domingo. A partida evidenciou a pouca mobilidade da dupla Jucilei/Hudson em desarmar, sair para o jogo e ajudar o ataque. Faltou dinamismo, algo essencial para o sucesso do Tricolor no ano. Hernanes é preparado para entrar nesse meio-campo e Luan/Liziero são boas alternativas para o time titular. Será preciso testá-los.

 

2) Sucumbência de Helinho

Foi evidente: o jovem camisa onze sentiu o clássico. O ambiente do jogo e dura tarefa de marcar e criar pelo lado direito inibiu Helinho, preocupando a comissão técnica para os jogos decisivos que a equipe terá neste início de ano, principalmente diante do Talleres, na Argentina. Não é um problema fácil de se resolver, depende muito da experiência adquirida ao longo do tempo. Mais experiente, Biro-Biro ainda não estreou e pode ser testado. Outra saída interessante seria a presença de Diego Souza no ataque, trocando de posição com Pablo.

 

3) Fragilidade de Jardine

Já comentamos isso em um post no dia 18 de janeiro. Pelo histórico do São Paulo sem títulos, o jovem técnico será cobrado pela torcida por resultados imediatos e não por implementar um sistema de jogo. A derrota diante de um Santos em formação por Sampaoli piorou a impressão do torcedor em relação ao técnico. Jardine sabe que precisa dar uma resposta rápida após a derrota.

 

Enfim, essas são os três principais pontos do pós-clássico. O ano não está perdido como alguns decretaram após o apito final. Porém, há urgência na preparação pois vimos uma equipe acuada taticamente as vésperas de um jogo decisivo de Libertadores.

 

A preocupação existe.

 

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OPINIÃO Santos 2×0 São Paulo

O Tricolor conheceu a sua primeira derrota no Campeonato Paulista neste domingo, no Pacaembú. Inferior, o time de André Jardine não foi páreo ao Santos de Sampaoli e marca sua primeira queda em clássicos no ano.

 

Mais que o resultado, era importante ver a filosofia ofensiva de Jardine em campo diante de um adversário também qualificado para o título. E o São Paulo não correspondeu em nada aos anseios do seu treinador e da torcida. O Tricolor foi inferior ao Santos fisicamente, tecnicamente, taticamente e também na vontade. Na questão física, eram dois ou três santistas na disputa de bola com cada Tricolor. Na parte tática, o meio-campo alvinegro venceu com certa facilidade o meio são-paulino e na parte da vontade, bastava ver o próprio técnico argentino na beira do gramado. Ganha jogo? Não, mas ajuda a contagiar o time em campo.

 

 

A maior preocupação deste São Paulo foi o meio-campo de saída lenta e perniciosa. Só no primeiro tempo foram quase 70% de posse de bola santista diante de um time que teve chances de contra-ataque mas não aproveitou os espaços dados pela linha avançada do adversário. Já o segundo tempo foi controle total do jogo por parte dos santistas. Para uma equipe que pretende se impor em campo, foi uma surra daquelas para a criança aprender a nunca mais fazer mal-criação. Além do meio-campo perdido, as poucas chances criadas pelo Tricolor não foram aproveitadas por excesso de erros dos jogadores. Em pouco mais de noventa minutos, uma ou duas bolas no máximo e em “nível easy” para Wanderley. Muito pouco.

 

Apesar de ter sido em início de temporada, a cacetada foi forte e obriga técnico e elenco a trabalhar rápido na recuperação. Nada está perdido mas, jogando o que jogou, o time provou que falta muito ainda para chegar no ponto ideal que seu torcedor exige.

 

Nota dos personagens da partida:

 

Tiago Volpi – Boas defesas e saídas claudicantes nos gols. Nota: 5,5
Bruno Peres – Fraco mas trabalhou bem defensivamente. Nota: 5,0
Bruno Alves – Zagueiro teve muito trabalho com os santistas. Nota: 5,5
Arboleda – Outro que teve muita dificuldade na zaga. Nota: 5,0
Reinaldo – Muito nervosismo e pouca eficiência. Nota: 4,5
Jucilei – Lento, não pode ser o último homem em bola parada. Nota: 4,5
Hudson – Entre força e trombada, não se impôs em campo. Nota: 4,0
Nene – Caçado no primeiro tempo, até tentou mas nada deu certo. Nota: 4,5
Helinho – Sentiu o clássico. Nada fez no jogo e foi substituído. Nota: 3,0
Pablo – Também lutou inverteu posição mas não foi eficiente. Nota: 4,5
Everton – Se dedicou, mudou de lado e criou chances. Nota: 6,0

Diego Souza – Time melhorou com sua presença, mas não criou perigo. Nota: 5,5
Liziero – Com a missão de melhorar o meio, entrou tardiamente. Nota: 5,0
Brenner – Não tocou na bola. Sem nota.

André Jardine – Seu São Paulo foi presa fácil do experiente e bom Sampaoli. É preocupante o jogo do meio-campo que começou a partida, apesar de Hernanes ser presença certa na formação titular. A missão de colocar seu jogo em campo no clássico fracassou. Nota: 4,0

 

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Já dormiu, Antony?

Uma assistência de ouro para o gol de Gabriel Novaes, um gol feito a “brasileira” e a atuação magistral enquanto esteve em campo. O título da Copa São Paulo, conquistado na última sexta-feira, coroou o melhor momento na carreira de Antony, o bola de Ouro da quinquagésima edição da competição.

 

“Foi, sem dúvidas, a atuação da minha vida” – disse o meia-atacante, que também confessou não conseguir dormir direito até então, de tanto relembrar na memória os noventa minutos e a decisão por pênaltis diante de um aguerrido e valioso adversário.

 

 

Promovido ao profissional no ano passado, Antony mostrou seu definitivo cartão de visitas ao torcedor do São Paulo nesta Copinha. Principal garçom do Tricolor na competição, ele deu seis assistências para gol, todas para Gabriel Novaes, contribuindo com a fama de artilheiro do companheiro. Além disso, Antony terminou a competição com quatro gols marcados.

 

Antony, “descoberto pelo blog” neste post em setembro de 2017, volta para o elenco de cima amparado pelo torcedor. Seu estilo despojado e ousado em campo é uma das esperanças para novos dias de conquistas para o Tricolor.

 

Dorme bem aí, Antony. O São Paulo precisa de você inteiro! 😉

 

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OPINIÃO: São Paulo é tetra da Copinha!

A cidade está em festa: o São Paulo é campeão da Copinha 2019. Em sua quinquagésima edição, o torneio viu o clube que leva o nome da cidade e do estado vencer o Vasco da Gama nos pênaltis e fazer a festa da apaixonada torcida no paulistano Pacaembú.

 

Confesso que tinha muita incerteza sobre o sucesso do Tricolor no torneio deste ano. Apesar de contar com bons nomes como Rodrigo Nestor e Morato, o elenco estava muito desfalcado dos vice-campeões do ano passado. Luan, Toró, Walce e Igor estão na seleção sub20 e Helinho, grande destaque da Copinha do ano passado, tenta a vaga de titular no profissional. A coisa piorou com a contusão de Gabriel Sara, considerado a estrela da equipe, logo na fase de grupos. O camisa dez teve que voltar de Araraquara para a capital para se recuperar de uma lesão.

 

No meio de tantas dúvidas, uma grande sacada dos diretores: a ‘descida’ de Antony do profissional para jogar a Copinha a poucos dias antes do início da competição. Ótima estratégia para as duas partes: Antony foi eleito o craque da competição e ganhou confiança e apoio do torcedor que ainda não o conhecia. Assim como Tuta, outro que disputou a Copinha já no profissional, voltará com moral junto ao exigente torcedor.

 

O São Paulo foi crescendo na Copinha. De um início claudicante nos primeiros jogos até apresentações sólidas com base na proposta de jogo com posse de bola e agressividade ofensiva. Aqui vai uma menção especial ao camisa nove Gabriel Novaes. Fez um baita campeonato, mostrando oportunismo e raça. Não é um centroavante refinado mas, como diz a gíria boleira, está “fedendo gol”. Outro atleta que correspondeu a expectativa foi Morato. O zagueiro, que havia sido eleito o craque da Copa RS no fim do ano passado em sua estreia como titular no time Sub-20 Tricolor, mais uma vez mostrou segurança e elegância na função.

 

Podemos escrever por horas aqui sobre a grande visão de jogo de Rodrigo Nestor, da aplicação tática de Diego e da estrela de Thiago Couto na disputa de pênaltis, porém prefiro ressaltar o grande conjunto e filosofia de jogo da base Tricolor. Sim, pecamos no segundo tempo da final ao substituir todo o ataque e recuar muito a equipe, proporcionando o empate vascaíno, porém ao longo de toda a competição o time se mostrou seguro e com uma proposta: ter a bola e atacar.

 

A conquista da Copinha foi fundamental para as novas gerações do Tricolor, tanto de jogadores como de torcedores. Muitos jovens que estavam no estádio ainda não tinham soltado o tão costumeiro (de anos atrás) grito de campeão e hoje puderam ter esse gosto de volta, ainda que com os garotos da base. Quem sabe ainda nesse ano esse doce gosto se repita no profissional?

 

Enquanto esse dia não vem, vamos comemorar esse bonito título. Afinal, nada é mais paulistano que ver o clube que leva o nome da sua cidade ser campeão na data de seus aniversários. Parabéns, São Paulo Futebol Clube. O clube da fé, o mais querido, o clube da minha cidade!

 

“Atualizando que os moleque é foda!”

 

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OPINIÃO Novorizontino 0x3 São Paulo

Mais uma boa vitória no Campeonato Paulista, desta vez fora de casa. Com três gols do trio de ataque da noite, o São Paulo bateu o Novorizontino, rodou seus atletas e mantém a tranquilidade neste início de trabalho.

 

O resultado foi mais bonito que a apresentação. O gol relâmpago de Everton aos oito minutos ajudou bastante o Tricolor. Mesmo com pouca intensidade, a equipe mostrava uma interessante movimentação no ataque. Pablo e Diego Souza não tinham posição fixa e se alternavam entre o meio e o ataque. Foi numa dessas bolas do meio que Pablo, com imensa colaboração da zaga adversária, achou Diego na grande área. O atacante não perdoou e fez seu primeiro gol da temporada, reafirmando sua importância no elenco.

 

A terceira etapa estava morna e controlada até o frango do goleiro do Novorizontino em um chute de fora da área de Pablo. Foi o segundo gol do camisa 12 em dois jogos oficiais. E assim a partida foi até o seu final, com o Tricolor controlando as ações e sem forçar muito.

 

Valeu pela boa movimentação dos atacantes, valeu pelo passe mágico de Nene, valeu por mais um “qual é a música” de Pablo e valeu pela eficiência. A equipe retorna nessa sexta e se preparara para o primeiro clássico do ano, diante do Santos no Pacaembú. O Peixe também vem embalado com duas vitórias e jogará com sua torcida. Mesmo assim dá para confiar em uma boa apresentação e trazer mais três pontos para casa. O importante é realmente o grupo absorver a filosofia de jogo e se preparar ao máximo para as partidas da Libertadores.

 

Nota dos personagens da partida:

 

Tiago Volpi – Partida absolutamente tranquila. Amarelo desnecessário. Nota: 6,0
Bruno Peres – Não avançou mas fez uma boa partida defensiva. Nota: 7,0
Bruno Alves – Só falhou em um lance. Estreia segura. Nota: 7,5
Anderson Martins – Também falhou somente e um lance. Seguro. Nota: 7,5
Reinaldo – Tambeem não avançou mas trabalhou bem o setor defensivo. Nota: 6,5
Hudson – Boa movimentação no meio-campo. Nota: 6,5
Liziero – Também se movimentou bem. Poderia ter chegado mais na área. Nota: 6,5
Nene – Passe magistral que mudou o jogo. Muito bem no primeiro tempo. Nota: 8,0
Diego Souza – Gostei das inversões de posição com o Pablo. Gol. Nota: 7,5
Pablo – Ótima movimentação e mais um gol para a conta. Nota: 8,0
Everton – Excelente partida, sempre oferecendo perigo. Gol importante. Nota: 8,0

Jucilei – Entrou bem. Nota: 7,0
Helinho – Também entrou bem, faltou mais objetividade. Nota: 6,5
Araruna – Também entrou bem. Nota: 6,0

André Jardine – Vimos uma equipe mais dinâmica em campo ora com um 4-2-4, ora com um 4-3-3. Rodou bem o time, promoveu movimentação entre Diego Souza e Pablo e colheu um bom resultado Nota: 7,5.

 

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