Nada é por acaso: 77% dos conselheiros do São Paulo preferem manter tudo como está

Nada é por acaso: 77% dos conselheiros do São Paulo preferem manter tudo como está

“Nada é por acaso, hoje não foi por acaso.” A frase dita pelo experiente Luiz Gustavo ainda no gramado após a impiedosa goleada sofrida para o Fluminense, é mais um retrato fiel da situação vivida pelo São Paulo por pelo menos dez anos.
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Parado no tempo como bem disse o ídolo Rogério Ceni em 2013 e com poucas mudanças em seu regimento, a impressão é que o clube seguirá o mesmo roteiro de outros gigantes e, mais ano, menos ano, descerá de forma inédita para a série B. Tudo isso que vivemos nos últimos anos é apenas um ensaio do roteiro vivido por outros clubes.

 

Há um acúmulo de indícios para tal. O maior deles é que o São Paulo não abre mão de se manter no mesmo establishment de décadas de atraso e a torcida, incluindo influenciadores e jornalistas, tem voz praticamente nula de mudança. Podem falar o que quiser: quem deveria ouvir, não escuta.

 

Vou exemplificar, para ficar mais claro. Na Morumbilândia, os sócios são limitados a votar nos conselheiros que definirão os presidentes. O sócio torcedor? Nem esse direito tem. E as desejáveis mudanças no estatuto do clube são rejeitadas pelos próprios conselheiros. Em 2023, 0 Conselho Deliberativo do Tricolor rejeitou uma proposta para tornar a eleição direta. Vitória esmagadora da mesmice: 77% dos conselheiros do clube preferem manter o cenário atual.

 

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Em resumo: as cadeiras mudam. Os postulantes, não.

 

A goleada no Maracanã é um prenúncio de que 2026 poderá ser ainda aflitivo. Em ano político, onde os grupos compõem novas alianças e definem novas lideranças para disputar o poder, o futebol sem dúvida fica em segundo plano.

 

Há anos venho apontando o Conselho Deliberativo como o maior culpado da falência institucional, financeira e esportiva do São Paulo, incluindo o próprio presidente e o diretor de futebol que também são conselheiros. Todos eles fazem parte desse nefasto establishment de continuísmo. E não se iludam: o máximo que o torcedor, influenciador ou jornalista pode fazer é apontar as feridas. O resto é desgaste e na vida há coisas melhores para se importar, como viajar, ficar com a família e viver os amigos.

 

Os maiores culpados estão muito bem protegidos nos muros do portão sete.

 

Uma coisa é certa: 2026 será ainda mais difícil com um estadual ameaçador, um Brasileiro longo e ninguém, além dos próprios conselheiros do São Paulo, poderá carregar a culpa de um fracasso ainda maior.

 

“Crespo não é fraco mas…”

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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