Marcelo Portugal Gouvêa, candidato a presidência do São Paulo pela oposição, concedeu uma longa e boa entrevista no canal Tricolaços nesta última quarta-feira.
Entre muitas questões abordadas pelos entrevistadores e pelos internautas ligados na live, Marcelinho falou sobre a dívida, os patrocinadores, Naming Rights, tratamento para as organizadas, sócio torcedor e o futebol em geral.
É preciso ser claro: Marcelinho não foi no programa para fazer campanha política. De uma forma bem franca, o candidato não prometeu títulos em seu eventual mandato. Além disso: ele disse que muito provavelmente seus sucessores poderiam alcançar trunfos no futebol graças ao trabalho de reconstrução proposto.
Para mim, o principal da entrevista de Marcelinho é quando ele admitiu que tomará várias medidas impopulares caso seja eleito. Medidas que passam principalmente pelo elenco Tricolor dos próximos anos. Ele citou por exemplo a negativa de eventuais jogadores queridos pela torcida e até a saída de ídolos que não se adequem a folha salarial.
Sobre a base, o candidato foi enfático: mudará a visão atual do clube que hoje trata os garotos visando a venda. “No meu mandato, jogador da base é para atuar no profissional” – disse ele no programa Tricolaços.
Sobre as torcidas organizadas, Marcelinho disse que elas terão tratamento igual aos torcedores comuns e outros segmentos, com obrigações e deveres para manter o equilíbrio financeiro da instituição.
Sobre o Naming Rights, o candidato disse que isso terá uma atenção especial por se tratar de um futuro recebimento não comprometido do clube. A Mondelez e o São Paulo estão finalizando a parceria neste final de ano e há negociações em andamento com interessados.
Outro assunto interessante foi a maneira como o São Paulo faz seu planejamento orçamentário anual. Marcelinho explicou o modus operandi que, segundo ele, força o clube a vender atletas de base para que se atinja o número “mágico” encontrado.
Por fim, Marcelinho apontou o perfil do possível novo técnico de seu mandato, caso seja eleito: “precisará trabalhar com a base. Esse será o perfil” – comentou no programa.
Veja a entrevista completa aqui.
A participação foi excelente e a entrevista completamente adequada a situação atual. Marcelinho falou o que precisa ser feito, sem promessas de conquistas. Caso seja eleito, essa premissa precisará ser passada de forma clara para a torcida nos primeiros dias de mandato. Como ele mesmo disse, a torcida será parceira da gestão para segurar o rojão durante as reformas necessárias.
A proposta apresentada pela chapa da oposição está dividida em três pilares. O primeiro é a reestruturação financeira, com medidas voltadas à reorganização das dívidas e ao controle das despesas.
O segundo pilar é a reforma administrativa. Marcelinho defende uma estrutura mais profissional, com a contratação de executivos do mercado, definição de metas e acompanhamento dos resultados.
O terceiro pilar é a criação de uma cultura de responsabilidade e transparência dentro do clube, com a avaliação dos impactos financeiros, esportivos e institucionais antes da tomada de decisões.
Algo não comentado e importante será a aprovação das reformas do estatuto. Sem elas, o São Paulo nunca poderá estudar a ideia de SAF, caso seja a vontade de seus conselheiros. Precisa estar no estatuto para ir adiante.
Veja aqui o plano de governo da chapa “São Paulo De Volta”.
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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