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Altos salários praticamente inviabilizam retorno de Maicon ao São Paulo

Mesmo com o desejo manifestado em voltar a vestir a camisa do São Paulo, o zagueiro Maicon não deverá  retornar ao clube nesta temporada. Esta é a posição do Tricolor diante da possibilidade de contratação após o zagueiro estar livre no mercado.

 

O problema não é o jogador e sim os altos salários para a realidade brasileira e do próprio clube. Com 32 anos, Maicon está livre desde que finalizou seu contrato com o Al Nasr e o São Paulo não precisaria comprar seus direitos, mas o zagueiro não pretende ter seus vencimentos reduzidos neste momento da carreira. Desta forma, a equação da possível volta se torna inviável.

 

A passagem de Maicon pelo São Paulo foi curta e de altos e baixos. Contratado no início de 2016, ele se destacou com boa técnica e teve seu melhor momento atuando parte de uma partida da Libertadores como goleiro, após expulsão de Denis. Apesar da boa identificação com a torcida, o zagueiro foi considerado um dos vilões da eliminação da Libertadores daquele mesmo ano ao agredir Borja na semifinal diante do Atlético de Medellin. O clube colombiano acabou campeão daquela edição.

 

O São Paulo teve praticamente todo o investimento da compra de Maicon de volta com a negociação para o Galatasaray, da Turquia. O zagueiro jogou com Petros no Al Nasr e frequentemente mostrava sua torcida pelo Tricolor, mesmo praticamente do outro lado do mundo.

 

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OPINIÃO São Paulo 2×2 Cuiabá

Mais uma atuação abaixo da média e mais um péssimo resultado no Morumbi. São Paulo e Cuiabá empatam em jogo cheio de gols e o Tricolor continua a sina de não ganhar no Campeonato Brasileiro.

 

Não tem desculpa. Era vencer ou vencer diante de um adversário que veio para pontuar e conseguiu seu objetivo com competência, jogando o jogo. Para mim, não houve falta de garra nem falta de vontade e sim mais um jogo mal jogado dos comandados de Crespo. As melhores chances do time (inclusive os dois gols) foram fruto de roubadas de bola, então o jogo era marcar forte o adversário em seu campo, coisa que não aconteceu com a frequência necessária no Morumbi.

 

Para mim, Crespo falhou ao não mudar o esquema no segundo tempo, mesmo com o Cuiabá claramente retrancado nos últimos 20 minutos de partida. Poderia ter tirado um dos zagueiros e inflado o jogo na área adversária mas preferiu manter o desconfigurado trio defensivo.

 

Começa a ficar preocupante. O Tricolor ocupa a décima oitava posição com seis jogos e apenas três pontos. O clube precisa urgentemente recuperar seus atletas para entrar no Campeonato antes que seja muito tarde. As boas notícias? A dupla argentina Benítez e Rigoni. O resto tem que melhorar, e muito.

 

 

Nota dos personagens em campo:

 

Tiago Volpi – Sem culpa nos gols. Nota: 6,0

Orejuela – Péssimo primeiro tempo. Saiu no intervalo. Nota: 3,0

Diego Costa – Esforçado mas muito fraco. Péssimos lançamentos. Nota: 4,0

Bruno Alves – Lento, mas não teve culpa nos gols. Nota: 5,0

Léo – Discreto mas não comprometeu na defesa. Buscou o jogo. Nota: 6,0

Wellington – Participação negativa nos dois gols do Cuiabá. Nota: 3,5

Liziero – Outra partida “cisca campo”. Nota: 4,0

Gabriel Sara – Autor de um dos gols, teve participação discreta. Nota: 6,0

Benítez – Talentosíssimo, mas não foi o bastante. Nota: 8,0

Rigoni – Ótima partida com duas assistências a gol. Nota: 8,5

Éder – Tá certo que a bola não chegou, mas esteve abaixo do que o torcedor espera que renda. Nota: 4,0

 

Dani Alves, Vitor Bueno, Pablo, Talles e Rojas – Dani Alves não foi tão bem mas está vindo de lesão e melhorou o lado inabitado por Orejuela. Vitor Bueno quase virou o placar, Pablo não teve chances e Rojas entrou mal.

Crespo – Para mim errou ao não mudar o sistema na segunda etapa. Nota: 4,0

 

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Perrone: “Pode cravar que hoje é jogo de vida ou morte para o São Paulo!”

O que deveria ser uma rodada normal no Campeonato Brasileiro se transformou em uma decisão para o São Paulo. Com um desempenho pífio nos cinco primeiros jogos (dois empates e três derrotas), o clube precisa desesperadamente de uma vitória diante do Cuiabá nesta quarta, em sua casa.

 

É jogo de vida ou morte se o Tricolor pretende algo no Campeonato Brasileiro. O “algo” que me refiro é uma campanha de, no mínimo, G4 na competição de regularidade. Se não conquistar os óbvios três pontos diante da equipe de Mato Grosso, estreante na série A, a posição na tabela começará a desenterrar fantasmas extintos desde 2017, quando o clube passou sufoco no Brasileirão daquele ano.

 

Ganhar a partida desta quarta é dever moral e cívico para os comandados de Crespo, não importando quem for a campo. Além dos lesionados Miranda, Luciano, Hernanes, William, Dani Alves, Luan e do selecionado Arboleda, o treinador Tricolor não poderá contar com Reinaldo e Igor Vinicius, suspensos pelo terceiro cartão amarelo na rodada passada.

 

A boa notícia é a volta integral de Benítez. Com boa atuação, o argentino foi o único alento da derrota no clássico na Vila Belmiro. Léo também deve voltar a zaga. A dúvida é na lateral direita: Orejuela e Rigoni são opções para o setor. Caso o colombiano atue, o argentino deve ser adiantado para o meio. Liziero também briga por posição com Rodrigo Nestor e no ataque, Pablo e Éder precisam dar uma resposta imediata em gols para a equipe.

 

O São Paulo deverá entrar em campo com Tiago Volpi, Diego Costa, Bruno Alves e Léo. Rigoni (Orejuela), Liziero (Nestor), Sara, Benítez e Wellington. Pablo e Eder. Repito: para evitar o efeito “areia movediça” na tabela do campeonato, é obrigação do São Paulo vencer com qualquer escalação possível diante do Cuiabá, no Morumbi.

 

Nem peço desempenho. Hoje eu peço os três pontos.

 

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Esqueçam Fernando Diniz: domingo o assunto é o San-São na Vila Belmiro!

São Paulo e Santos farão o primeiro clássico do Brasileirão de 2021. No lado do Peixe, o técnico Fernando Diniz procura reconstruir o time que desmantelou nesta temporada. Pelas bandas do Tricolor, Crespo tentará a primeira vitória no torneio para tirar o clube das incômodas últimas posições na tabela.

 

Obviamente o assunto explorado pela mídia esportiva é o reencontro do Tricolor com o seu ex-técnico. Se compararmos com os últimos técnicos que passaram pelo Tricolor, Fernando Diniz teve vida longa e neste período levou a equipe para duas Libertadores. Apesar do feito, o técnico esteve a frente de eliminações vexatórias como a diante do Mirassol pelo Paulistão de 2020 e o vertiginoso declínio no Brasileiro do ano passado.

 

Mesmo fora do São Paulo, o técnico ainda coleciona simpatizantes e haters. Por este motivo sua imagem é tão explorada nos canais e programas esportivos. Eu não era a favor da continuidade de Diniz no clube nesta temporada mas não credito somente ao técnico as eliminações vexatórias ou o quarto lugar no Brasileirão, após rodadas e rodadas na liderança. Crespo, com equipe mais competente e uma história bem mais sólida no futebol, herdou a boa estrutura tática do “Dinizismo” e levantou a tão sonhada taça do fim da fila. Melhorou o trabalho anterior.

 

Hoje não há motivos para o torcedor lembrar de Diniz com rancor mas também não vejo necessidade de alguns em defender a sua passagem. Para mim, apesar dos dez anos como técnico, Diniz ainda é um profissional que precisa melhorar aspectos do seu trabalho dentro do campo.

 

É hora de pensar no San-São e não em Fernando Diniz. A provável escalação do São Paulo para o jogo conta com Reinaldo na linha de três zagueiros e Wellington na esquerda. Eder mais uma vez aparece no ataque, ao lado de Luciano: Tiago Volpi; Diego Costa, Bruno Alves e Reinaldo; Igor Vinicius, Liziero, Gabriel Sara, Emiliano Rigoni e Welington; Luciano e Eder.

 

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Dani Alves: o sonho olímpico versus a justa revolta do torcedor Tricolor!

A notícia do aceite de Dani Alves pelo sonho olímpico de Tóquio caiu como uma bomba atômica no coração de cada torcedor do São Paulo. Em tese, o São Paulo poderia vetar a convocação mas o desejo pessoal e principalmente a grande dívida do Tricolor para com o jogador são os maiores motivos da iminente liberação.

 

A relação entre o atleta e a torcida, que já não é das melhores desde o ano passado, definitivamente se estremeceu após a confirmação do aceite. Com os olímpicos, Dani Alves desfalcará o Tricolor em até nove partidas, incluindo alguns mata-mata da Libertadores e da Copa do Brasil.

 

O assunto é bem complexo. Dani Alves tem a receber uma quantia considerável do São Paulo, e sempre se mostrou solícito diante a situação do clube. É um ponto forte a se analisar de forma favorável ao atleta. Por outro lado, a torcida tem toda a razão em protestar pois todos sabem que o capitão do time é peça fundamental para a qualidade técnica do time. Sem o lateral, o setor criativo e a experiência em jogos de Copa cairão bastante.

 

Como torcedor, me revolto diante da iminente ida do jogador ao Japão diante dos sérios compromissos do Tricolor mas se eu fosse diretor do clube que amo, reconheço que estaria de mãos e pés completamente atados diante do delicado caso. Como poderia exigir permanência de um funcionário que eu não pago há tantos meses e que me ajuda nessa situação?

 

O fato é que o estrago foi feito: Dani Alves acabará jogando as Olimpíadas e, ganhando ou perdendo, terá que conviver com as duras críticas de boa parte da torcida são-paulina até o último dia da sua permanência no clube. Já a instituição, passará panos quentes até onde aguentar pois não honrou o compromisso firmado.

 

E você, torcedor? Qual sua opinião sobre o caso?

 

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