Em um jogo de nível técnico superior ao de 90% das partidas do Campeonato Brasileiro, São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2 e deixaram o campo com um ponto cada. Melhor para o visitante, claro, que buscou o empate nos acréscimos após uma falha infantil de Rafael.
Imaginando que poderia sofrer fisicamente ao longo da partida, Roger Machado escalou um time equilibrado, com jogadores poupados na Sul-Americana, pronto para medir forças com o descansado Bahia, já eliminado das competições internacionais.
O primeiro tempo foi do Tricolor Paulista; a segunda etapa, do Tricolor Baiano — com chances para ambos os lados. Rogério Ceni mexeu bem no intervalo e conseguiu encurralar o São Paulo, que respondeu com alterações ora forçadas — como a entrada de Cédric no lugar do lesionado Lucas Ramon —, ora táticas, na tentativa de ganhar força ofensiva e mais energia na marcação.
Quando a partida caminhava para o fim, com o São Paulo administrando o resultado para garantir três pontos importantíssimos, surgiu o empate do Bahia, fruto de uma falha capital de Rafael. O goleiro tentou segurar a bola, quando o mais indicado seria espalmá-la para fora, e acabou permitindo a cabeçada de Erick. Um lance pueril, especialmente para um jogador do nível dele.
Eu já imaginava uma partida equilibrada, com elencos de nível semelhante e “campo neutro”, apesar da forte presença da torcida são-paulina. Como dito no início, o empate acabou sendo melhor para o adversário — e o torcedor tem todo o direito de sair frustrado.
Não conseguimos sustentar um resultado importante, apesar da grande entrega dos jogadores. Considerando ainda as péssimas condições físicas de Alan Franco, terminamos a partida praticamente com oito jogadores de linha. A falha de Rafael determinou o resultado.
Sinceramente, eu não acreditava no São Paulo na quarta colocação do Campeonato Brasileiro com quatorze jogos já disputados. A realidade é que o nosso Campeonato Brasileiro, neste momento, é sobre somar pontos e evitar perrengues em um ano de eleição, com muita política nos bastidores, troca de técnico e limitações financeiras.
Seguimos na luta com o que temos e o que podemos.

Rubens Chiri | São Paulo FC
Rafael: responsável pelo empate. Nota: 3,0
Lucas Ramon: partida mediana até se machucar. Nota: 5,5
Alan Franco: boa partida e sacrifício no fim. Nota: 6,5
Sabino: um dos melhores em campo. Nota: 7,5
Wendell: jogada do gol. Falta constância no jogo. Nota: 6,5
Bobadilla: uma boa partida no meio-campo. Nota: 6,5
Danielzinho: partida “ok” até ser substituído. Nota: 6,0
Cauly: no lado esquerdo, fez uma partida aceitável. Nota: 6,5
Luciano: teve importância tática mas acabou discreto em campo. Nota: 6,0
Calleri, assistente e muito combativo. No fim, catimbeiro. Nota: 7,0
Artur: lindo gol, jogadas incisivas e vigor físico. Nota: 7,5
Cédric, Luan, Enzo Díaz, Lucas e Ferreirinha – Luan e Ferreirinha foram bem, o segundo inclusive, fez gol. Lucas teve mais uma lesão e Cédric, apesar de fraco, salvou um gol do Bahia.
Roger Machado: São Paulo foi muito bem coletivamente no primeiro tempo, sofreu com as mudanças de Ceni na segunda etapa, melhorou com as mexidas e no final, sofreu o empate numa falha individual. O Tricolor deixou escapar a vitória mas hoje Roger trabalho corretamente e o empate acabou sendo justo pelo que os dois times produziram. Nota: 7,0
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Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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É dia de Brasileirão! O São Paulo enfrentará o Bahia no domingo, às 16h, em Bragança Paulista, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O mando é do Tricolor Paulista, mas, por conta de shows no MorumBIS, o torcedor mais uma vez terá que viajar para ver seu time de coração.
Preste atenção: o jogo entre São Paulo e Bahia terá transmissão da Globo para algumas praças do Brasil (consulte a grade) e do Premiere (pay-per-view).
O são-paulino que quiser ir a Bragança assistir à partida pode comprar seu ingresso no site oficial de tickets do São Paulo. Porém, fica uma recomendação valiosa: como será volta de feriado, será preciso ter bastante paciência no retorno para a capital.
Trata-se de um confronto direto por uma vaga na Libertadores do ano que vem. O São Paulo busca se manter na parte de cima da tabela. Atualmente, o Tricolor Paulista ocupa a quarta posição, com 23 pontos. Já o Bahia tenta entrar no G4: a equipe de Rogério Ceni está na sexta colocação, com 21 pontos — apenas dois a menos que o São Paulo.
O São Paulo terá dificuldades na partida. Com quatro vitórias fora de casa, o Bahia é o melhor visitante do campeonato no momento e só não marcou em um dos seis jogos como visitante. Além disso, o time de Rogério Ceni não sofreu gols em dois desses jogos, tendo o terceiro melhor desempenho defensivo longe de casa.
O Bahia não tem competições internacionais no calendário e, portanto, “apenas” treinou e recuperou atletas durante a semana. Por isso, foi importante Roger Machado ter poupado sete titulares no empate com o Millonarios. A tendência é que as duas equipes estejam em condições físicas semelhantes para a partida.
O Tricolor Paulista tem uma ótima notícia: recuperado de uma fratura em duas costelas, o atacante Lucas está relacionado e deve começar no banco de reservas. Em compensação, Rafael Tolói segue no Reffis Plus para se recuperar de dores na panturrilha.
Roger Machado deve ir a campo com Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Sabino e Wendell; Bobadilla, Danielzinho e Cauly; Artur, Calleri e Luciano.
O Bahia deve vir com o que tem de melhor. Ceni deve colocar em campo Léo Vieira; Gilberto, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Nicolás Acevedo, Jean Lucas e Everton Ribeiro; Kike Olivera, Erick Pulga e Willian José.
Jogo equilibrado, tanto pela força das equipes quanto pelo retrospecto. O Bahia vem pressionado pela derrota na Copa do Brasil e pelo empate em casa com o Santos. Já o São Paulo quer se aproximar do líder Palmeiras e, mesmo atuando em Bragança, joga como mandante — e não pode se dar ao luxo de perder nessas condições.
Alan Franco e Sabino dão consistência à zaga, enquanto a esperança de gols fica na dupla Calleri e Luciano, responsáveis por carregar ofensivamente o time. A expectativa é de um jogo com poucos gols, dada a solidez defensiva das duas equipes na temporada.
Placar: São Paulo 1×0 Bahia
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O meia Cauly deve ser anunciado pelo São Paulo ainda neste final de semana. O jogador chega do Bahia por empréstimo até o fim do ano, com obrigação de compra em caso de metas a serem cumpridas com o Tricolor Paulista.
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Apesar de pouco usado em 2025, o meia vem “referendado”. A inteligência e criatividade de Cauly chamaram a atenção de Ceni em 2023, ano em que ele se destacou com a camisa do Tricolor de Aço. Naquele ano, o técnico do Bahia chegou a comparar o estilo de jogo de Cauly com as características de Arrascaeta, Raphael Veiga e Paulo Henque Ganso.
“Ele é um jogador diferente. Tecnicamente, ele pensa coisas em que nem todos os jogadores têm capacidade. Quando eu era goleiro, eu jogava bem com os pés. E eu pensava sempre, no mínimo, em duas jogadas (com antecedência). Já o Cauly pensa em quatro. O Arrascaeta pensa em quatro. O Veiga pensa em quatro.” – disse Ceni à época.
Em sua essência, Cauly é um meia armador. De estilo mais cerebral, ele acelera e desacelera a bola dependendo da situação da partida. Viveu seu grande ano (2023) no Bahia e depois caiu de produção, culminando com a predominância no banco de reservas em 2025. Vem para disputar vaga no meio-campo e, por que não, recuperar o prestígio e confiança.
A negociação foi conduzida por Rui Costa e o Tricolor Paulista abaterá os 500 mil euros do empréstimo de uma dívida que o Bahia tem com o São Paulo pela negociação de Rodrigo Nestor e Michel Araújo. Outro ponto diferente deste negócio é a permissão de Cauly em jogar contra o Bahia neste ano sem multas.
Cauly precisa de 25 jogos para ser comprado pelo Tricolor. Se cumprir essa contingência no Brasileirão, Copa do Brasil e Sula, é porque contribuiu para que o clube alcançasse algumas fases de mata-mata. Caso o São Paulo não entenda que o jogador vingue no clube, Cauly aparecerá bem menos no final do ano.
Torço para o seu sucesso. Bem-vindo, Cauly.
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Rogério Ceni lamentou profundamente a saída do meia Cauly para o São Paulo Futebol Clube. O técnico do Bahia sempre defendeu a permanência do seu camisa oito, desde o início das especulações sobre a transferência.
Ceni foi questionado sobre Cauly após o empate com o Jacuipense pelo Campeonato Baiano. Na resposta, o treinador deixou claro a insatisfação em não ter o jogador mais em seu elenco.
“Ela (a camisa oito) sai de um cara que não devia ter ido embora, que é o Cauly, que deveria estar aqui. Que tem a característica do tradicional oito do Bahia. Hoje o Caio assume. Ele e Everton são jogadores capacitados para usar essa camisa. Sei o significado, desde Bobô, com essa camisa oito.” – falou Rogério Ceni em entrevista coletiva.
O curioso é que a ida para o banco de reservas em 2025 com Ceni foi um dos motivos que levaram Cauly a buscar um novo clube para jogar nesta temporada. O ge apurou que a pressão da torcida baiana pesou na decisão do meia em deixar o clube.
Cauly chega no São Paulo por empréstimo com obrigação de compra caso algumas metas sejam atingidas, como a de estar em campo em pelo menos 25 jogos na temporada. No final da operação, caso Cauly tenha sucesso em seu novo clube, o Bahia poderá somar até R$ 22,2 milhões com a transferência.
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O meia Cauly jogará no São Paulo a temporada 2026. O jogador desembarcou nesta quinta-feira na capital paulista e será do Tricolor por empréstimo até o final do ano, com possibilidade de compra definitiva.
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Segundo o ge, o empréstimo até o fim deste ano custaria 500 mil euros (R$ 3,1 milhões) com obrigação de compra de 50% dos direitos econômicos por dois milhões de euros (R$ 12,3 milhões) caso Cauly atue por no mínimo 25 partidas.
Há também uma obrigação de compra de percentual do meia junto ao Bahia por 600 mil euros (R$ 3,7 milhões) caso Cauly jogar 40 partidas com o contrato de compra em vigor. Por fim, há pagamento de 500 mil euros (R$ 3,1 milhões) por metas relacionadas a conquistas de títulos e conquistas pessoais, como artilharia.
O meia, em baixa no Bahia desde 2024, chega para uma posição carente no elenco do São Paulo: o meio campo criativo que hoje conta com Marcos Antônio, Lucas Moura e Pedro Ferreira. A outra posição pretendida por Crespo é a de primeiro volante.
A vinda de Cauly nas condições acima, isso é, empréstimo até o fim da temporada com obrigações e metas, é boa para as três partes: o São Paulo, o Cauly e o próprio Bahia.
Para o São Paulo é boa porque o clube atende seu treinador sem precisar comprar Cauly como era a pretenção inicial do Bahia, algo absolutamente inviável por um jogador de 30 anos que perdeu espaço nos últimos dois anos. Emprestado e com metas a cumprir para ser comprado no final do ano, é um negócio viável. Chega de arriscar dinheiro.
Para Cauly será uma ótima oportunidade de recuperar o futebol que o fez ser contratado pelo Bahia em 2023, após bons números em clubes de menos expressão da Europa. Motivação maior não há: é o único tricampeão mundial brasileiro, terceira maior torcida do Brasil e ótima estrutura de trabalho.
E por fim, o Bahia. Se Cauly der certo no São Paulo, o clube baiano também se dará bem pois poderá arrecadar um total de 3,6 milhões de euros (R$ 22,2 milhões) e ainda ser detentor de 25% dos direitos econômicos de Cauly.
Lucas Ramon x Cédric Soares
Raio X da lateral direita
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