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GRÁTIS: relembre o Mundial de 1992 no cinema com o doc “o jogo da minha vida”

GRÁTIS: relembre o Mundial de 1992 no cinema com o doc “o jogo da minha vida”

A revista PLACAR, guardiã da memória afetiva do futebol brasileiro, lançará o seu novo documentário “O jogo da minha vida” com Raí e o São Paulo de 1992 no cinema de forma gratuita para são-paulinos e amantes do futebol.

 

O evento acontecerá no dia 22/10, quinta-feira, às 14h na Sala Petrobrás, dentro do Solar Fábio Prado, em São Paulo. O endereço é Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705.

 

Venha reviver de forma lúdica aquele ano especial para todos os Tricolores. Convide também sua família e amigos: o cinema comporta 440 pessoas, mas é ideal chegar com uma hora de antecedência para garantir o ingresso sem complicações ou eventuais filas.

 

O documentário

O documentário revisita a primeira conquista do Mundial de Clubes pelo São Paulo de Telê Santana. Esse momento transformou a forma como os clubes brasileiros passaram a enxergar o torneio mundial, projetando o Tricolor no cenário internacional.

 

O jogo diante do Barcelona, disputado em 1992 na cidade de Tóquio, foi repaginado em animação com forte inspiração no clássico Super Campeões, de Yoichi Takahashi.

 

No clássico, o protagonista do anime, Oliver Tsubasa, foi inspirado na história do japonês Musashi Mizushima, que atuou pelo São Paulo em 1975.

 

 

Essas cenas animadas terão narração do locutor  Magno Nunes e música inédita d´O Grivo. Além do trecho animado, o documentário ainda contará com o arquivo fotográfico da Placar da época e imagens inéditas feitas pelo goleiro Marcos Bonequini, reserva de Zetti, durante aquele Mundial.

 

É sem dúvida uma oportunidade única de reviver aquele período especial de forma lúdica, com o São Paulo de Raí e Telê Santana misturado com imagens e ilustrações de mangá, sob a narração emocionante de um dos melhores narradores são-paulinos, o vibrante Magno Nunes.

 

Dorival Jr fica ou
sai do Tricolor em 2027?

 

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Caso Roger Machado: a torcida é vítima, não vilã!

Caso Roger Machado: a torcida é vítima, não vilã!

A forte reação da torcida em relação a Roger Machado na noite desta terça-feira, antes e depois da vitória do São Paulo sobre o Juventude, despertou debates e perguntas por parte de muitos jornalistas esportivos no Brasil.

 

Muitos desses jornalistas, ao questionarem a atitude do torcedor — alguns classificando-a como injusta ou covarde —, desconhecem ou conhecem apenas superficialmente o contexto atual do clube e o momento da chegada do técnico ao Tricolor, substituindo Hernán Crespo.

 

Em primeiro lugar, não sou adepto de ensinar ninguém sobre o que é certo ou errado. “Cagar regra” não é comigo. Mas, para emitir uma opinião, vale dizer que administro este blog há exatos vinte anos e, antes disso, fui moderador de páginas gigantes como a SPNet e o “Site Proibido”, cujo nome, cassado pelo ex-presidente Paulo Amaral, era São Paulo Mania.

 

São cinquenta e quatro anos de idade, metade deles falando de São Paulo.

 

Mesmo antes de iniciar esse trabalho de comunicação, presenciei críticas e o “ódio” do torcedor em relação ao trabalho de diversos técnicos do Tricolor. O caso mais célebre foi o início da segunda passagem de Telê Santana pelo clube, em 1990. O são-paulino chegou a querer expulsar Telê na porta do vestiário após o vice-campeonato para o Corinthians, no Morumbi. O São Paulo bancou o técnico, Telê ficou por ser bem competente e teimoso, e o resto é história.

 

Voltando ao assunto Roger Machado, a expressão da arquibancada é simplesmente o reflexo do turbulento contexto vivido pelo clube. O atual técnico é visto pelo torcedor como um “homem de confiança” de Rui Costa, o verdadeiro alvo da vez. Roger entrou no lugar de Crespo, um treinador que, mais do que um título importante no clube, conquistou algo ainda maior: identificação com o São Paulo e com o torcedor.

 

Pela identificação com o clube, Crespo agia como um verdadeiro “baluarte da verdade”. Criticava algumas posturas da diretoria e expunha abertamente as limitações da instituição em se reforçar como sua história exigia. Além disso, havia encaixado a equipe em uma temporada temerária, com pouca força nos bastidores, um presidente interino e eleições marcadas para novembro.

 

A saída de Crespo já era motivo de críticas por parte da torcida, mesmo com a falha na semifinal do Paulista, a sonora goleada sofrida para o Fluminense no Maracanã e a perda da vaga na Libertadores no ano passado. Tirar Crespo e trazer Roger — um técnico que quase rebaixou o Internacional em 2025, com poucos títulos de expressão e ainda mais próximo do diretor de futebol, justamente o principal alvo do torcedor — foi o estopim de tudo.

 

Roger não apresenta números ruins no Tricolor, mas, de cara, desmontou o time líder deixado pelo antecessor, acumulou maus resultados recentes e viu o São Paulo despencar na tabela do Brasileirão. Pior: o time ainda não se encontrou. Como diz uma música dos Titãs: é tudo ao mesmo tempo agora.

 

O torcedor do São Paulo não é o vilão dessa história. É ele quem carrega o time nas costas há muitos anos, mesmo constantemente castigado por quem comanda o clube. Há pelo menos vinte anos o São Paulo faz de tudo para atrapalhar seu torcedor. É um plano de Sócio Torcedor insuficiente, é o time jogando fora de casa, são contratações duvidosas, CT defasado, Conselho engessado e alienado nas questões do futebol profissional… Como diz um amigo: “cada enxadada, uma minhoca!”

 

Concordo que é exagerada a reação da torcida com Roger nas arquibancadas, mas o contexto é muito maior do que apenas o que vemos dentro de campo. Trata-se de uma reação acumulada por anos e anos de atrapalhadas, esquemas, abusos, falta de noção e muitos outros fatores que fizeram o São Paulo Futebol Clube deixar de ser vanguarda e referência no Brasil para se tornar apenas mais um clube comum.

 

 

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