A coletiva de Dorival Júnior após a vitória extenuante do São Paulo sobre o Vitória na noite deste último sábado revelou dificuldades além das imaginadas pelo torcedor e também pela imprensa que cobre o clube no dia a dia.
Entre um ou outro desabafo, o treinador do São Paulo disse que as péssimas condições de todos os campos do CT da Barra Funda estão contribuindo para as lesões dos jogadores, algo jamais imaginado pelos torcedores.
“Hoje temos três campos e nenhum deles em condições de estarmos em cima desse campo. Estamos improvisando de toda maneira para dar sequência aos treinamentos. Na minha opinião, vêm acontecendo algumas lesões até em relação a isso, o que vem sobrecarregando o trabalho, provocando lesões.” – expôs Dorival.
Depoimento duro e inédito. O São Paulo hoje não possui nenhum campo com condições ideais para treinos no CT. Já convivi bastante no CT em outras épocas, onde se era permitido cobrir diariamente o São Paulo, e me lembro de ver um ou outro campo ruim, muito mais por troca de gramado… mas nunca ouvi falar de todos os campos sem condições. É o mínimo que se exige de um clube grande.
Apesar das péssimas condições, Dorival isentou Rafinha dessa responsabilidade. Segundo Dorival, os esforços do atual executivo de futebol do clube são fundamentais para evitar que os problemas internos se agravem ainda mais.
“Às vezes vocês não têm ideia de como esse rapaz tem trabalhado para não deixar que as coisas fiquem mais problemáticas e conturbadas.” – comentou Dorival sobre Rafinha.
Não é questão de opinião. Dorival Júnior faz um péssimo trabalho em seu retorno ao São Paulo. Porém, apesar do terrível desempenho do time em suas mãos, a entrevista foi muito boa para que nós, torcedores – e jornalistas da imprensa – entendamos o real problema. Isso está acima do técnico e acho que afetaria qualquer treinador que porventura viesse treinar.
É como exigir desempenho de um sapateiro sem prego, um motoboy sem gasolina ou um programador sem notebook. Ficar sem três campos é algo inédito no Tricolor.
Bem ou mal, Dorival teve bastante coragem em enfrentar o desafio. Treinar sem as mínimas condições por absoluta falta de dinheiro, sabendo disso, é um ato quase heróico.
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Atuação de altos e baixos, mais uma vez postura covarde pós-gol e resultado importantíssimo na busca do “número Crespo”. No sufoco, o São Paulo faz o seu dever e vence o Vitória no Morumbis.
O time começou bem a partida. Se impôs, teve a bola e criou chances até sair o gol de Calleri, num ótimo cruzamento de Iago. Mas recuou em demasia e deu a bola ao adversário, o deixando a vontade no seu campo de ataque. Moral da história? Empate com bola desviada mas com um Vitória jea criando chances agudas.
Veio a segunda etapa, Dorival mexeu (bem) tirando o amarelado Djhordney e o tímido Lucas Ramon para dar lugar a Lucas Moura e Marcos Antônio. Artur, que jogou muito bem no meio, virou um bom ala e o meio ofensivo ganhou qualidade. Tanto é que o segundo gol saiu numa boa trama ofensiva e Calleri mais uma vez colocou a bola na rede.
Porém, contudo, apesar e todavia, mais uma vez a equipe permitiu o avanço do adversário, Jair Ventura meteu um loko e colocou todo o time no ataque. perdeu de dois, perdeu de mil. O Vitória veio para cima e só não empatou devido a um milagre espetacular de Rafael. Nessa bola ele mostrou a importância de um goleiro à frente de um clube grande. Salvou a lavoura de Dorival e dos 22.600 presentes.
Repito: nessas alturas, com tanto time igual do meio para baixo da tabela, os três pontos valem mais que qualquer análise. Para divertir um pouco, com a vitória o São Paulo desconta a vitória do Vitória no Barradão.
E seguimos.
Rafael: sem palavras. DEZ!
Newton: melhor escolha para a direita. Nota: 6,0
Arboleda: pixotadas e jogo sério. Nota: 6,5
Sabino: quase entregou a paçoca mas foi bem. Nota: 6,5
Lucas Ramon: excessivamente tímido. Nota: 5,5
Djhordney: o amarelo o mandou para o banco mais cedo. Nota: 6,0
Bobadilla: ainda abaixo do que pode jogar. Nota: 5,5
Artur: um dos melhores. Muito bem no meio-campo.Nota: 9,0
Iago: assistência fundamental. Nota: 7,5
Gustavo Santana: partida mediana e um ótimo chute para o gol de Calleri: Nota: 6,0
Calleri: dois gols. DEZ!
Lucas Moura: entrou bem. esperança. Nota: 7,0
Marcos Antônio: também entrou bem. Nota: 6,5
Pedro Lima: melhorou o setor. Nota: 6,0
Rafael Tolói: temerário, mas ajudou. Nota: 6,0
Dorival Júnior: o time faz o gol e recua. O time volta a ficar na frente e toma sufoco… que Xou da Xuxa é esse, Dorival? O time precisa ser mais equilibrado nas partidas. Muito ponto jogado fora com essa postura. Apesar de tudo, hoje mexeu bem no time e conquistou o resultado. Nota: 6,5
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É noite de Brasileirão. São Paulo e Vitória duelarão na noite deste sábado (10), em duelo da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto será disputado no Morumbi, às 21h (de Brasília) e terá transmissão ao vivo do SporTV (TV fechada) e do Premiere (Pay-per-view).
Com exatos 36 pontos na tabela, o Tricolor está à frente do Vitória apenas pelo saldo de gols. Os paulistas possuem um gol a mais que os baianos. Portanto é um “jogo de seis pontos” no meio da tabela, com riscos naturais em um campeonato achatado.
Os ingressos oficiais para São Paulo x Vitória no Morumbis estão à venda no site SPFC Ticket. Você também pode ir de Camarote, com a Arena Henko. Faça a sua escolha!
O São Paulo informa de maneira oficial: o jogo marcará o retorno de Lucas Moura, que volta a ficar à disposição após se recuperar de cirurgia para correção de lesão no tendão calcâneo da perna direita.
O camisa 7 participou de todas as etapas da atividade da tarde desta sexta-feira no CT, confirmando a evolução apresentada durante todo o processo de recuperação, que durou pouco mais de cinco meses. Deve jogar por volta de 45 minutos.
Em compensação Luciano ainda está vetado e prazo de retorno do camisa dez não foi divulgado pelo clube. Lesionado, Ferreirinha fica de fora, bem como Danielzinho.
Iago treinou e deve ser titular no sábado, bem como o goleiro Rafael. Cauly também está à disposição. Djhordney agrada Dorival e também tem chance de iniciar a partida como titular.
Um provável São Paulo: Rafael; Rafael Tolói, Arboleda e Sabino; Pedro Lima, Djhordney, Bobadilla, Marcos Antônio e Iago; Artur e Calleri.
O Vitória, que goleou a Chapecoense no retorno da data Fifa, terá o desfalque certo do atacante Diego Tarzia para a partida deste sábado. O argentino recebeu o terceiro cartão amarelo e não jogará. O técnico do Vitória tem opções e faz mistério para não entregar a escalação para Dorival Júnior.
Um possível Vitória: Lucas Arcanjo; Mateus Silva, Cacá, Luan Cândido e Jamerson; Caíque Gonçalves, Emmanuel Martínez e Zé Vitor; Erick, Matheuzinho e Renê.
Não tem outra alternativa: é botar a cavalaria para vencer o Vitória, no Morumbis. O São Paulo dependerá de seus jogos em casa (Vitória, Vasco, Fluminense, Corinthians – na Vila – e Remo) para não se complicar com a zona da degola. O que vier além disso é lucro e não dá para contar com o último jogo, por exemplo, diante do Athletico na Arena da Baixada.
Palpite: São Paulo 1×0 Vitória
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O técnico Roger Machado analisou a derrota do São Paulo para o Vitória neste último sábado, no Barradão, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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O técnico afirmou que a derrota foi por conta de erros pontuais que custaram o resultado além de, claro, a expulsão de Lucas Ramon, que levou a equipe a atuar com dez em boa parte do segundo tempo.
“O que falar de um jogo que a gente controlou o adversário, aí toma um gol de bola parada, depois em um contra-ataque, em um momento que eu abri o time, mesmo com um homem a menos, e a gente dominou o Vitória, não finalizamos tanto à meta porque eles concentraram até nove jogadores atrás da linha da bola, e naturalmente você sofre contra-ataque. Em um desses ocasionou um desequilíbrio que gerou o segundo gol.” – disse Roger ao ge.
Concordo com o verbo “controlar o jogo”, dito pelo treinador. O São Paulo de fato teve mais posse e controle mas erros técnicos o impediram de chegar ao gol, em especial no primeiro tempo. Porém discordo totalmente do verbo “dominar o Vitória”. O São Paulo teve momentos, jogou de igual para igual coletivamente mas não aproveitou as chances que teve.
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Aliás, o São Paulo teve poucas chances: o meio-campo não deu tantas possibilidades de bola aos atacantes, o jogo muitas vezes foi “torto” para o lado esquerdo e Cauly, personagem estratégico para o giro da bola, esteve adormecido em campo e, por tabela, adormeceu André Silva.
“Mas novamente, a derrota não passou por uma má atuação, passou por questões pontuais, tanto defensivas quanto nossa incapacidade da criação das oportunidades e transformar em gols” – reafirmou Roger Machado, após o jogo.
Concordo, mas esses erros pontuais também vem de decisões do técnico. Quando o São Paulo preferiu jogar quase que exclusivamente pela esquerda, é função de Roger re-equilibrar o time. Não foi feito e a equipe continuou batendo água em pedra.
Sou crítico ao Roger mas entendo que houve muito mais erros técnicos que táticos nesta derrota. Porém, a entrevista não pode esconder a responsabilidade do treinador sobre escolhas na escalação e, principalmente, no andamento da partida.
Arboleda ameaçado de morte?
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