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Livro 2005

DNA é ofensivo, mas São Paulo ainda precisa encontrar o caminho do gol

2 minutos de leitura

Quatro minutos do segundo tempo. Sidclei avança como quer no lado esquerdo e cruza para Gedoz. O meia cabeceia no gol, Sidão não segura e Douglas Coutinho empurra para as redes. O São Paulo venceu a partida mas qual torcedor das arquibancadas do Pacaembú ou sofás do Brasil não pensou no pior durante os intermináveis dez minutos que separaram o gol do Atlético Paranaense do empate?

 

O Tricolor trabalhou em cima do Atlético Paranaense o primeiro tempo inteiro mas, assim como em outros jogos, não conseguiu o avanço vertical para os chutes a gol. O time venceu com méritos neste sábado, mas só encontrou o gol de Weverson nas poucas falhas da defesa paranaense, sobretudo nas saídas de bola.  O contra-ataque, a bela jornada de Cueva e a preciosa contribuição dos raros espaços deixados pelo adversário definiram o placar.

 

O trabalho de Dorival Junior tem por natureza a ofensividade. O técnico costuma exigir dos seus comandados um número de passes e finalizações que sempre creditam ao time o status de ‘proponente’, isso é, que propõe o jogo. Foi assim com o Santos, por exemplo. A construção do DNA santista em sua passagem pela Vila Belmiro aconteceu através das exigências diárias de performance. Jogo a jogo, Dorival exigia ‘X’ números de troca de passes e finalizações de seus comandados. Não é um trabalho da noite para o dia e no caso do Santos aconteceu com Neymar, Renato, Elano, Ganso e muito treino. Hoje até dá para enxergar o estilo de Dorival aplicado no atual Tricolor mas o time ainda não conseguiu o principal fundamento daquilo que pede o seu treinador: as finalizações.

 

Não adianta ter todos os atributos de uma equipe que propõe o jogo sem chutes a gol. Neste momento o principal desafio de Dorival Junior é implementar no São Paulo o que conseguiu fazer no Santos e fracassou em outros clubes: um time ofensivo e eficiente. Para isso é preciso ter tempo, boas peças e tranquilidade para trabalhar.

 

Torço muito para que ele chegue lá. São Paulo acima de tudo.

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Daniel Perrone

Daniel Perrone

O publicitário e jornalista Daniel Perrone passou por empresas como DPZ, Mc Cann Erickson, Foote Cone & Belding e lecionou no Instituto Europeu di Design (SP) até criar sua própria agência, a Diretta, em 1999. São-paulino desde que se conhece por gente, foi colunista da SPNet por três anos e blogueiro do Globoesporte.com por 9 anos. É autor do Livro “TRI Mundial” (licenciado pelo SPFC), presente em jogos no Morumbi e fora dele e palestrante da Social Media Week (SP) por dois anos (2014 e 2015).

3 comentários

  1. Fica muito difícil para um time ter efetividade no ataque se não temos laterais à altura do Tricolor. Claro que tivemos melhorias no time, mas falta muita coisa. Rezando pra esse campeonato acabar logo, pra eu me tranquilizar com uma caixa de gelada.

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