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Maradona e Careca: quem viu, viu!

Diego Armando Maradona e Antônio de Oliveira Filho (Careca) formaram uma das maiores duplas de ataque da história do futebol. A prova disso é que o gênio da camisa dez e responsável direto pelo Bicampeonato Mundial de 1986 com a Argentina não precisou de muito tempo nem muitas palavras para reconhecer o amigo de dentro e fora dos campos.

 

Em recente entrevista ao programa “The Best of Diego Maradona”, feito exclusivamente para a maior entidade de futebol mundial, a FIFA perguntou ao argentino quem foi o seu melhor parceiro no futebol. Maradona pensou um, dois segundos, e não titubeou: “Careca” – respondeu sem mais delongas.

 

Veja a resposta de Maradona aqui: https://glo.bo/2uT2UyN

 

Foi uma dupla indescritível e eu acordava cedo para assistir o Campeonato Italiano da época só para vê-los em campo. Os dois foram responsáveis pelos anos de ouro do Napoli, entre 1988 e 1990, levando a equipe italiana aos títulos da Copa da UEFA, o Campeonato Italiano e a Copa da Italia de 1989/1990. Recentemente Careca revelou ao Sportv que a decisão de se mudar do Morumbi para Nápoles foi muito por conta da genialidade do meia argentino. São amigos e se falam até hoje.

 

Careca ainda defendeu o Napoli até 1993, quando foi jogar pelo Kashiwa Reysol.

 

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São Paulo homenageará ídolos com nomes de setores no Morumbi

O São Paulo deu um passo importante para modificar a identificação de alguns setores do seu estádio, o Morumbi. Os diretores aprovaram um estudo para a mudança definitiva de identificação visual do Cícero Pompeu de Toledo. A informação foi passada em primeira mão no Twitter pelo jornalista Luis Guidi e foi confirmada pelo UOL.

 

O estudo tem como uma de suas metas substituir os nomes das arquibancadas azul, vermelha, amarela e laranja pelos nomes ou apelidos de ídolos do clube. O processo passará por escolhas técnicas e emotivas da Coletividade Tricolor e também por negociações de autorização de uso de imagem com os ídolos escolhidos.

 

Não é uma alteração estrutural significativa porém é um passo importante para homenagear quem de fato fez história dentro de campo. Nomes como Rogério Ceni, Zetti, Raí, Leônidas estão na pauta, entre outros ídolos. Não faz sentido mais os setores populares terem os nomes das cores antigas das arquibancadas. Além disso, é um pedido de muitos torcedores.

 

Porém, existe um processo. Telê Santana, por exemplo, virou nome da avenida que cerca o estádio após muito estudo, negociação e requerimentos junto a entidades públicas. O pedido ainda deve passar por aprovação do Conselho Deliberativo do clube. Fique de olho no blog que teremos mais surpresas em relação a melhorias no estádio do Morumbi.

 

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Presidentes do São Paulo e Boca Juniors se reuniram no Morumbi

O presidente do São Paulo Carlos Augusto de Barros e Silva e Daniel Angelici, presidente do Boca Juniors, se reuniram na nesta sexta-feira dia 18, no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.

 

Segundo o site oficial do Boca, o encontro foi para dividir experiências de gestão entre o clube brasileiro e o clube argentino. Além dos presidentes, participaram do encontro o diretor de futebol Vinicius Pinotti, o advogado do clube Alexandre Passaro e o secretário geral do Boca Juniors, Christian Gribaldo.

 

Penso que o Boca tem um dos melhores marketings e clube do mundo, além de serem excelentes em licenciamento de marca: até um hotel “Boca Juniors” eles tem na Argentina. Já o São Paulo possui nos jovens dos CTs de base e nas áreas de fisioterapia e recuperação de atletas um de seus grandes diferenciais, atraindo interesse de clubes do mundo todo. São dois dos clubes mais tradicionais do mundo.

 

Recentemente São Paulo e Boca negociaram empréstimo entre seus jogadores. O São Paulo emprestou Centurión ao clube xeneíse; já o Boca cedeu por empréstimo o atacante Chavez, atualmente no futebol grego. A relação entre os dois clubes é ótima e o Boca está em começo de temporada, ainda a procura de reforços. O clube argentino se mostrou interessado no lateral Buffarini; será que vem novas negociações por aí?

 

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Fora, “Soberano”: o São Paulo sempre foi e sempre será o Clube da Fé!

Marcos Guilherme chegou faz pouco tempo no São Paulo, porém uma declaração dada em uma simples coletiva evidencia ainda mais a nova fase que vive o torcedor são-paulino. O atacante disse que cada atleta dá um pouco mais de si para retribuir o apoio incondicional da torcida, mesmo na zona do rebaixamento.

 

“No último jogo, quando chegamos e vimos a festa, arrepiou todo mundo. Você acaba dando um pouco a mais. Estamos jogando por eles. Não estamos no lugar que a torcida merece.” – disse ele na coletiva (via Globoesporte.com)

 

Com a declaração, Marcos Guilherme mostra que já percebeu o que é o São Paulo e entre muitas coisas que precisam ser ajustadas no clube, uma delas é sem dúvida o resgate e definição de seu conceito original. Cada vez mais, o torcedor são-paulino dá demonstrações que não é mais elitizado ou soberbo e usa a devoção e fé para empurrar a equipe no Morumbi.

 

Deste modo, o rótulo “Soberano”, inicialmente usado para nomear os dois filmes que narram as recentes conquistas do clube, é pouco a pouco sepultado pela terceira maior torcida do país. Soberanas foram as épicas glórias do tricampeonato brasileiro consecutivo e o mundial de clubes de 2005, assim como todas as outras conquistas do Tricolor. Porém, nosso DNA não é de soberania e sim é de paixão, devoção e fé.

 

É essa mística quase religiosa que embala o clube e seus devotos desde nossa fundação. Foi assim em 1943 quando a moeda caiu de pé e o São Paulo foi campeão estadual, contrariando todas as previsões da época; foi assim durante as vacas magras da construção do Morumbi, quando muitos classificavam os diretores do São Paulo de ‘loucos’ por recusarem o Pacaembu pelo sonho do Cícero Pompeu de Toledo; foi assim na final do Brasileirão de 1986 quando Careca calou os auto-falantes do Brinco de Ouro da Princesa nos acréscimos da prorrogação; foi assim nos três mundiais de clubes, quando éramos taxados de ‘primos pobres’ da América do Sul e foi assim em 2008 quando todos já entregavam a faixa ao Grêmio, “campeão do primeiro turno” do Brasileirão da época.

 

É verdade que o Marketing/Comunicação do São Paulo há algum tempo não utiliza o “Soberano” no clube mas é preciso que os profissionais que lá estão definam de uma vez por todas o belo, histórico e genuíno “Clube da Fé” como mantra definitivo do Tricolor. Há muita coisa para se explorar nesse universo traçado pela nossa própria história

 

“Fora, Soberano”: não precisamos dizer que somos maiores ou menores que nenhum outro clube muito menos contabilizar nossas glórias. Somos diferentes de todos e temos uma história única para passar de pai para filhos. Digite “Clube da Fé”no Google e verás: a verdadeira identidade do São Paulo sempre esteve a um palmo de distância de todos nós.

 

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Brilhante, torcida do São Paulo deu mais um salto em grandeza em 2017!

A torcida do São Paulo bateu mais uma vez o seu próprio recorde de público no Campeonato Brasileiro. Na manhã deste último domingo, os torcedores cravaram 56.052 mil presentes diante do Cruzeiro, no Morumbi, número ainda maior que do jogo contra o Coritiba, até então recorde da competição.

 

Com a contabilização do público recorde, o Tricolor chegou a média de 31.353 torcedores por jogo no torneio, a maior do clube desde 2003, início da era dos pontos corridos, superando sua maior marca de dez anos atrás. Em 2007, no auge da equipe tricampeão brasileira consecutiva (que despertava ira dos adversários e até instigava a volta do mata-mata no Brasileirão), o São Paulo possuía média de 28.789 pessoas por jogo no Morumbi.

 

Os novos números são prova de mais um salto de patamar da torcida do clube mais vencedor do país. O primeiro foi visto no início dos anos 90, com a máquina Tricolor da era Telê Santana. Na final de 1992 a torcida protagonizou a maior invasão de campo de um clube até hoje no Brasil. Já o segundo salto de patamar coincidiu com a conquista do terceiro Mundial: no retorno do Japão, a delegação teve a maior recepção popular da história na cidade, com torcedores alucinados perseguindo o ônibus Tricolor desde o Aeroporto de Cumbica até o Cícero Pompeu de Toledo. Tudo registrado em filme e vídeo.

 

Mesmo passando por mais um ciclo de vacas magras, desta vez consequência de más gestões após a avalanche de títulos da década passada, a torcida do São Paulo amadureceu. No lugar de revolta e abandono pela situação da tabela, nota-se presença e muito apoio dentro do estádio. Um fator que contribui para esta mudança de status é o perfil de torcedor visto no Morumbi: enquanto assistimos uma audiência “Nutella” nas novas arenas paulistas, o Cícero Pompeu de Toledo apresenta condições adequadas para a frequência das classes C e até D, a alma do futebol brasileiro. O Morumbi é atualmente o estádio mais democrático do país.

 

Apesar dos ótimos números vindos de sua torcida, os atuais diretores do São Paulo não tem o que se vangloriar. O clube explora pouquíssimo essa notável transformação, com um marketing aquém de sua grandeza e uma comunicação deficitária, talvez não por culpa de seus funcionários, mas pela indefinição de conceitos e posições de comunicação ao longo dos últimos anos. Falta ao São Paulo uma direção definitivamente profissional no seu marketing/comunicação e a definição de um DNA muito mais forte que o inócuo rótulo de  “soberano”, criado para os filmes das últimas conquistas.

 

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