Mensagem de Julio Casares aos conselheiros do São Paulo é vazada!

Mensagem de Julio Casares aos conselheiros do São Paulo é vazada!

Chegou a mim por meio de terceiros, um texto do presidente Julio Casares supostamente enviado a cada um dos conselheiros do Conselho deliberativo do São Paulo Futebol Clube.
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No texto, Casares se defende e dá sua versão do cenário político que está situado. Entre outras coisas ele escreve que o prejulgamento, além de ser injusto no ponto de vista dele, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e a própria ideia de justiça.

 

Em meio a uma grave crise política, os conselheiros do São Paulo votarão no dia 16 de janeiro (sexta-feira) o pedido de impeachment de Julio Casares.

 

O processo todo está sendo conduzido em meio a muitas polêmicas, com o presidente do Conselho Deliberativo sendo acusado de favorecer Casares em meio a votação presencial e quórum para a definição sobre o futuro do mandatário.

 

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Veja na íntegra a mensagem do presidente:

 

CARO AMIGO,

Assumi a presidência do São Paulo Futebol Clube com plena consciência do peso institucional que esse cargo carrega. Ao longo da minha trajetória pública e privada, sempre atuei com respeito à lei, às instituições e aos princípios que sustentam a vida democrática.

Nos últimos dias, vieram a público informações relacionadas a um inquérito policial instaurado a partir de denúncia anônima – procedimento previsto no ordenamento jurídico brasileiro, mas que, por sua própria natureza, não equivale a prova, denúncia formal ou juízo de culpa. Ainda assim, trechos desse procedimento vêm sendo seletivamente vazados, fora do devido contexto legal, alimentando versões e interpretações que extrapolam os fatos e tensionam garantias elementares do Estado de Direito.

Quero ser objetivo: não temo investigações; confio nelas. Tenho tranquilidade quanto à licitude dos meus atos e, por meio de minha defesa, já apresentei os esclarecimentos cabíveis. Tudo será demonstrado no foro adequado, com documentos, fatos e responsabilidade.

O que causa indignação não é a apuração regular – que deve existir e deve ser respeitada – mas a tentativa de transformar vazamentos em instrumento de pressão política e de julgamento antecipado. Esse método distorce o debate público, viola o devido processo legal, compromete o ambiente institucional e cria um precedente perigoso que não atinge apenas indivíduos: atinge as próprias instituições.

Tenho consciência de que o clube atravessa um momento de forte tensão fora de campo – e justamente por isso faço questão de registrar: tenho convicção de que o futebol está blindado e protegido de toda essa confusão. O São Paulo precisa de serenidade, foco e responsabilidade para seguir trabalhando.

Também considero importante reafirmar que o São Paulo é maior do que disputas circunstanciais. É uma instituição centenária, construída com esforço, credibilidade e respeito. Jamais utilizei, nem utilizarei, o clube como ferramenta de defesa pessoal, assim como não aceitarei que o São Paulo seja instrumentalizado como arma em conflitos internos ou externos.

Ao mesmo tempo, é justo reconhecer entregas concretas desta gestão que pertencem ao clube e à sua história. Encerramos uma longa espera por títulos com o Paulistão de 2021, conquistamos a inédita Copa do Brasil, e levantamos a Supercopa em 2024 — marcos esportivos que recolocaram o São Paulo em finais, decisões e conquistas que a torcida tanto cobrava.

Fora das quatro linhas, há um legado estrutural que não pode ser ignorado: avançamos em obras relevantes de contenção de enchentes no entorno do Morumbi, uma reivindicação antiga dos nossos sócios e frequentadores, melhorando a segurança, a mobilidade e a convivência do estádio com a cidade. São intervenções que permanecem, independentemente de circunstâncias momentâneas, e que ajudam a preparar o clube para o futuro.

Seguirei colaborando integralmente com as autoridades e exercendo meu direito de defesa com serenidade e firmeza, confiante de que a verdade prevalecerá. A legalidade não é um discurso de ocasião; é um princípio que só faz sentido quando respeitado nos momentos de maior pressão. Por isso, faço um apelo à reflexão e à responsabilidade institucional, votar a favor de um impeachment sem provas concretas e sem elementos jurídicos consistentes não é um gesto de coragem, mas de prejulgamento. E o prejulgamento, além de injusto, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e à própria ideia de justiça que deve nos orientar.

Julio Casares
Presidente do São Paulo Futebol Clube

 

Opinião

Continuo mantendo minha opinião: o presidente tem pleno direito de defesa como qualquer cidadão acusado mas, em prol do bem maior que é a instituição São Paulo Futebol Clube e devido as graves acusações, deveria exercer a defesa longe do cargo de presidente.

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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