Saiu o resultado da votação pela expulsão do ex-presidente do São Paulo, Júlio Casares.
Com 224 votos a favor da expulsão, 02 contra e 05 abstenções de um total de 231 conselheiros, Júlio Casares não poderá mais frequentar o social do clube que dirigiu antes de pedir renúncia no início de 2026.
Além da expulsão, Júlio Casares ainda é investigado por suspeitas de desvio de recursos financeiros, saques em dinheiro vivo das contas do São Paulo e uso irregular de camarotes no estádio.
Em entrevista ao UOL, Casares negou todas as acusações. Ele afirmou que não é ladrão e que o controle financeiro do clube não era feito diretamente por ele. Sua defesa declarou que as movimentações financeiras possuem origem lícita e compatível com seus ganhos anteriores na iniciativa privada.
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A notícia vem do apresentador Benjamim Back: Afastado do cargo de presidente desde o fim da noite da última sexta-feira (16) Julio Casares deverá renunciar ao cargo de presidente do São Paulo Futebol Clube nas próximas horas.
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Segundo Back, Casares já tem uma carta de renúncia pronta e não deve enfrentar a assembléia de sócios, que consolidaria definitivamente o impeachment.
O apresentador citou até pressão familiar para que o ex-mandatário entregue o seu cargo de forma definitiva. Os filhos e a própria namorada, Mara Carvalho, tem sofrido ameaças na Internet.
O processo de impeachment se iniciou na noite dessa sexta-feira, dia 16. Derrotado na votação de conselheiros, Julio Casares está fora da presidência até que o impeachment seja votado em Assembleia Geral com os sócios do clube. A votação vai ocorrer em no máximo 30 dias e, caso derrotado novamente, ele é afastado de vez do cargo.
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Caso a maioria dos sócios votem por sua permanência no cargo, todo o caso é arquivado. É improvável, tendo em vista que o presidente e a situação do clube já foi derrotada duas vezes em votações recentes.
O ex-vice e hoje presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, realizou um breve pronunciamento aos jornalistas presentes no Morumbi momentos após Julio Casares ser afastado do cargo. O novo mandatário disse estar triste por ter assumido o cargo desta maneira.
“O que posso dizer com clareza é que o clube vai continuar competindo e honrando sua camisa e sua história. A presidência que começa hoje tem um compromisso simples e firme: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência. Não é hora de julgamento precipitados nem de discurso vazio.” – disse Massis Junior aos torcedores que estiveram no protesto, em frente ao Salão Nobre.
A renúncia de Casares deve acontecer não somente por pressão da família mas para não perder seus direitos de conselheiro dentro do clube e entender que o processo de volta é praticamente irreversível. Estive na noite de protestos nesta última sexta-feira e presenciei um momento histórico entre torcedores organizados e comuns.
Para mim, a principal peça de todo esse quebra-cabeça do processo de impeachment de Casares foi o são-paulino sócio do clube. Nunca antes vimos manifestações dentro do clube social do tamanho que vimos nesses últimos dias.
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É oficial: Julio Casares está afastado da presidência do São Paulo após reunião do Conselho Deliberativo realizada de forma presencial e virtual, nesta sexta-feira, no Morumbis. O número? 188 conselheiros votaram a favor do pedido de impeachment do presidente.
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O processo começou nessa sexta. Derrotado, Julio casares está fora da presidência até que o impeachment seja votado em Assembleia Geral com os sócios do clube. A votação vai ocorrer em no máximo 30 dias e, caso derrotado novamente, Julio casares é afastado de vez do cargo. Caso a maioria dos sócios votem por sua permanência no cargo, todo o caso é arquivado.
Movimento absolutamente necessário. Agora Casares pode se dedicar a sua defesa sem que sua presença na presidência afete ainda mais a instituição e também o CT da Barra Funda. O vice-presidente Harry Massis Júnior assume o cargo imediatamente e, caso o afastamento de Casares seja definitivo, comandará um governo de transição até as próximas eleições.

Para mim, a principal peça de todo esse quebra-cabeça que foi o processo de impeachment de Casares foi o são-paulino sócio do clube. Nunca antes vimos manifestações dentro do clube social do tamanho que vimos nesses últimos dias.
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O São Paulo é um feudo e se não fosse a ação desses sócios (e também a advogada Amanda, que contribuiu decisivamente com a liminar) nada disso estaria acontecendo.
A noite foi marcada por muita chuva e protestos de torcedores organizados e comuns. Planejado pelas principais torcidas organizadas do São Paulo, o movimento apoiou o impeachment de Casares com gritos de ordem, canções agressivas e fogos de artifício.
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Essa sexta-feira (16/01) é um verdadeiro dia “D” para a história do São Paulo. A partir das 18h30, o futuro do clube será traçado com a votação do impeachment do presidente Julio Casares, em reunião do Conselho Deliberativo no Morumbis, com conselheiros participando e votando de forma presencial e virtual.
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Atualmente, são 255 conselheiros no clube, com 254 aptos a votar. A votação é feita de forma secreta e caso não atinja 170 conselheiros, o processo é encerrado Julio Casares continua no cargo até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.
Este é o ponto de maior dúvida entre os conselheiros da oposição. Casares e aliados acreditam que o evento não contará com o mínimo de 191 votos totais e tentará esvaziar a reunião, portanto, a dúvida fica é se o quórum estará ou não completo.
Porém, a oposição trabalha com otimismo para chegar a este quórum. Muitos “ex-Casares” debandaram e até indicaram publicamente voto em favor do impeachment, lembrando que o voto é secreto e, em se tratando de “clube”, tudo pode acontecer. Mas há otimismo no prosseguimento da reunião.
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Em caso de aprovação do impeachment, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, é obrigado a convocar uma Assembleia Geral de sócios em até 30 dias.O vice-presidente Harry Massis assumiria a presidência até que os sócios chancelassem (ou não) a decisão. A maioria simples bastaria para que Julio Casares seja destituído definitivamente do cargo.
Caso os sócios não confirmem o desejo da maioria do Conselho Deliberativo, Julio Casares continuaria no cargo e se mantém na presidência até o fim de 2026. Porém, há um ponto favorável a saída do presidente: o torcedor sócio do clube se mobilizou nos últimos meses e é capaz de reunir votos para a definitiva saída de Casares.
Este para mim é o ponto principal de toda a história que originou esta data, desde o vazamento dos áudios até a liminar que impediu o voto apenas presencial e o quórum desejado por Ayres. O são-paulino de dentro do clube deu as caras. Conseguiu se mobilizar como poucas vezes na história e de fato tem feito a diferença nesta engrenagem complexa, de clube social, geralmente pautado em piscina, sauna, academia, campeonatos de society e quadras.
Quando há mais de vinte anos nós nos mobilizamos no Site Proibido e nas rodas de discussão perto do Mackenzie para apoiar Marcelo Portugal Gouvêa contra Paulo Amaral, o movimento foi semelhante. Sócios insatisfeitos, conselheiros de oposição e contato direto com o sócio e o próprio torcedor. Sem celular, sem instagram mas com muito gogó e raça.
Hoje a história é diferente, com a presença das redes sociais e um outro tipo de engajamento. Porém, fortes o suficiente para mais uma nova virada de chave nos rumos do São Paulo Futebol Clube. São movimentos como esses que realmente oxigenam a instituição.
Lembrando que uma só virada de chave não basta. Precisam várias chaves e vários movimentos mas, sem dúvida, essa primeira é a mais importante neste momento. É um aviso: o sócio e o torcedor do São Paulo não tolera mais mandos, desmandos, corrupção e esquemas.
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Segundo o Portal UOL, o Bradesco, o banco em que os saques de origem atípica em nome do presidente Julio Casares, informou ao COAF que o próprio teria identificado o São Paulo como fonte de pagamentos em dinheiro vivo, além de seu salário.
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A afirmação do Bradesco contradiz a versão da defesa sobre os depósitos em dinheiro na conta do dirigente, apertando ainda mais o cerco de Casares em torno do caso.
Os advogados de defesa mantém a afirmação dita no Fantástico de que os depósitos recebidos na conta de Julio Casares foram realizados a partir de reservas de dinheiro que ele próprio tinha guardadas. A defesa reiterou ao Portal UOL que nenhum dos depósitos realizados na investigação tem qualquer relação com o clube e ainda aguarda o acesso ao inquérito.
No total, a policia investiga R$ 1,5 milhão depositado em espécie nas contas de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Também são investigados saques de R$ 11 milhões nas contas do São Paulo durante a gestão, entre 2021 e 2025.
Apesar de até o momento não existirem provas de que haja correlação entre os saques e os depósitos, seria correto o presidente Julio Casares, diante de tantas acusações e incongruências, se afastar do cargo de presidente e se defender como é de direito.
A insistência em permanecer no cargo “a qualquer custo” prejudica o andamento da instituição, já que não há o mínimo de governabilidade neste momento.
A oposição do São Paulo, antes receosa com a votação do pedido de impeachment marcada para essa sexta-feira no Salão Nobre do Clube, obteve um triunfo sobre a decisão de Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo e reverteu as decisões do mandatário.
A votação, até segunda ordem, será híbrida (presencial e online) e volta a contagem inicial de 171 votos a favor para que o presidente seja deposto do cargo. Isso muda a perspectiva da votação.
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