Gosto não se discute. Estatuto, sim!

Gosto não se discute. Estatuto, sim!

A nova camisa #1 (branca) do São Paulo para a temporada 2026 ainda nem foi lançada pela New Balance mas já polêmica entre os conselheiros e torcedores do clube.
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De acordo com o que conselheiros e torcedores apontaram, a forma de aplicação do escudo e disposição das listras nas cores vermelha, branca e preta no novo modelo ferem a norma magna da instituição. Veja abaixo imagem da identidade das faixas:

 

 

Segundo o que apurou o ge, o São Paulo possui um parecer jurídico positivo sobre o novo uniforme, realizado em julho do ano passado, período em que a camisa foi apresentada e aprovada internamente pela gestão do então presidente Julio Casares.

 

O documento foi assinado pelo advogado do clube, dr. Guilherme H Bosquê Salutti. Ele cita o artigo 157 do estatuto mas entende que a “interpretação literal e extremamente restritiva não se mostra a mais correta”. Para Salutti, a imagem apresentada como modelo padrão do estatuto é “um mero exemplo” e defende que o escudo não precisa cobrir integralmente as faixas, havendo margem acima e abaixo.

 

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Opinião

Algumas pessoas previamente gostaram do novo layout mais ousado da camisa, outras não se identificaram com a quebra e preferem algo mais conservador, sobretudo na região nobre que são as faixas e o distintivo do clube.

 

Neste caso, o foco da discussão não é o gosto e sim se a camisa obedece as normas previstas pelo estatuto, que existem justamente para proteger elementos importantes da instituição, como a tradição de seus elementos estéticos, escudo, ícones e cores.

 

Já tive contato direto e muito próximo com a camisa e, ao meu ver, o design viola o estatuto e o parecer jurídico é absolutamente frágil, abrindo margem a inúmeras futuras interpretações, como alterações de cor e de dimensão de faixas. Afinal, não precisaria mais da “interpretação literal” do estatuto.

 

Há ainda um componente importante. Eu diria, vital: o comercial. A camisa já está disponível para as lojas e a ideia é (ou era) ser lançada na partida diante do Grêmio, pelo Brasileirão. Impedi-la de comercialização pode causar mais danos ao clube, à fornecedora, às lojas licenciadas e aos demais parceiros de venda.

 

Tenho absoluta convicção que a New Balance não confeccionou uma única camisa de sua linha de produção sem a aprovação do São Paulo. Questão ultra-delicada que poderia ter sido resolvida na raiz com a apresentação e uma até eventual votação no Conselho, no ano passado. Outra ação que premeditaria um problema grande seria um teste A/B com torcedores logo após a aprovação interna.

 

Afinal, quem compra é o torcedor.

 

Se liberado, o novo modelo vai vender? Creio que sim, pois há uma boa parcela da torcida que defende justamente modificações mais ousadas nos uniformes tricolores. Porém, o ato de achar interpretação jurídica para justificar a fuga de anos e anos de tradição sem sequer uma discussão mais ampla do tema foi mais uma facada dada no peito da instituição São Paulo.

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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