O São Paulo está em fase final de troca de tiqueteira. A nova fornecedora – que ainda deve passar por apreciação do Conselho Administrativo e Deliberativo – é a Ticketmaster, do grupo Live Nation, o mesmo que administra shows no Morumbis.
No último dia 17 de abril, o São Paulo abriu um edital público e obteve seis propostas para administração dos ingressos, entre elas, gigantes como a Ingresse. Em agosto, o clube escolheu a Ticketmaster diante da NewC e iniciou o processo de preparação do contrato.
Haviam informações circulando que davam conta que a NewC teria uma proposta de cerca de R$ 500 milhões contra algo em torno de R$ 140 milhões da Ticketmaster. É bom esclarecer que, de acordo com o que eu apurei, a proposta de tiqueteira da NewC era menor que da Ticketmaster, porém ela vinha com um fundo que disponibilizaria dinheiro emprestado com juros ao clube. Algo como a imaginada proposta da XP, que nunca se materializou.
De acordo com o ge, a proposta de R$ 500 milhões nunca foi entregue oficialmente ao Tricolor, com a assinatura da empresa. Além disso, o clube não poderia disponibilizar valores já antecipados como garantia de pagamento pelo investimento. O São Paulo considerou a proposta sem o fundo enviada pela NewC e decidiu que a oferta da Ticketmaster era a melhor.
Além da administração dos ingressos no Morumbis, a Ticketmaster – uma empresa global e com ações no mercado americano – será responsável pelo ST Tricolor, melhorias no Museu do clube, além de administrar um camarote, hoje usado pelo clube para relacionamento em dias de jogos e shows.
Outro ponto que apurei: o clube não pagará nenhuma comissão a terceiros por terem levado a Ticketmaster ao clube. Eu conheço o terceiro responsável pela proposta e ele me confirmou essa informação.
A taxa de administração da Ticketmaster será de até 10% por ingresso (8% se for entrada física, não digital), dentro do que é praticado no mercado. A taxa aquisição de sócio-torcedor será de 8% por associado na nova administração. O clube considera que o custo total dessas duas operações juntas (ingressos e sócio-torcedor) será menor.
A parte econômica e política tem que ser sempre apurada com cuidado pelo clube mas, como usuário da plataforma Ticketmaster – sem ter nenhum benefício da empresa – afirmo que ela é a melhor solução de operação para o torcedor.
Pago e uso o serviço pelo menos umas 10 vezes ao ano em mega shows no Brasil e fora do país e em todo esse período nunca tive problemas com compra e acesso. A parte das taxas também foi esclarecida.
Para resumir, como experiência de compra para o torcedor, não vejo melhor ferramenta que a Ticketmaster. Em eventos grandes a ferramenta disponibiliza uma “sala de espera” com status real até o comprador poder adquirir o seu ingresso. E funciona.
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O Blog São Paulo Sempre havia comentado neste post de março, o ge apurou e sim, o São Paulo conversa com algumas empresas para substituir a Mondelez (BIS) no novo naming rights do estádio do Morumbi.
Uma delas, também antecipado pelo Blog, é a BYD, com recente penetração no mercado brasileiro de carros elétricos e conversas mais avançadas que os demais interessados. No caso da montadora chinesa, a ideia do “trocadilho” seria mantida como foi no caso da Mondelez, indo de Morumbis para MorumBYD.
O interesse se justifica. Atualmente a BYD ocupa a sétima posição no mercado brasileiro e o plano da montadora é crescer ainda mais no Brasil. Segundo projeções apresentadas no evento de inauguração do Vision Center, em São Paulo, a BYD trabalha com a meta de alcançar 250 mil carros vendidos por ano no Brasil, um salto considerável em relação ao volume atual.
Os números recentes são expressivos. Nos primeiros meses de 2026, a BYD registrou alta de cerca de 56% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado, ritmo que já colocou a empresa entre as cinco marcas mais vendidas do país no acumulado do ano.
Estar em um grande player como o Morumbi e o São Paulo faria parte dos planos de maior visibilidade nacional da BYD. Um caso antigo mas muito bem sucedido foi a coreana LG, que entrou de vez no mercado brasileiro através de exposição no manto sagrado Tricolor, entre outras propriedades.
O ge confirmou que pelo menos mais duas empresas também mantém conversas com o Tricolor. As negociações com a Mondelez não estão encerradas, mas mas não há otimismo por parte do clube pela renovação.
O diretor de marketing do clube, André Marques, está à frente das negociações. O contrato do Tricolor com a Mondelez termina no final do ano.
Veja o post de março da BYD com o Tricolor.
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O São Paulo está em processo de renovação de contrato com a americana New Balance, atual fornecedora de material esportivo do clube e também do Grêmio. O acordo prevê extensão do vínculo até 2032, com melhorias em alguns aspectos da atual parceria.
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Segundo a gestão atual do clube, o principal motivo para a busca da extensão do vínculo com a empresa americana é o crescimento comprovado de 113% em relação aos valores arrecadados com a Adidas, antiga fornecedora de material esportivo.
Outro forte motivo que move Harry Massis, atual presidente do Tricolor, a estender o vínculo com a NB é a real possibilidade do clube receber até R$ 60 milhões anuais com o novo acordo, incluindo gatilhos de performance. Segundo o que eu apurei, a garantia é que o São Paulo não receberia menos de R$ 40 milhões/ano com um novo vínculo. Atualmente o clube recebe até R$ 25 milhões por ano.
Em 2025, por exemplo, os números foram expressivos. O São Paulo alcançou o recorde histórico de vendas, impulsionado pelos uniformes comemorativos lançados em relação aos 20 anos do Tricampeonato da Libertadores e Mundial, em especial a camisa 3, alusiva ao uniforme de Rogério Ceni na final diante do Liverpool, em Yokohama.
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Já em 2026, que completará três anos de parceria entre o Tricolor e a New Balance, o faturamento já ultrapassou os cinco anos em que a instituição teve com a Adidas, antiga fornecedora.
A diretoria Tricolor insiste que um acordo de longo prazo com a New Balance gera estabilidade e credibilidade junto ao mercado. Além disso, um contrato longevo daria tempo de sobra para a criação de ações voltadas para o centenário do Tricolor, em 2030.
Além disso, a multa para eventual rescisão entre as partes vai decrescendo ano a ano e que pode chegar a até 75 menos no final do contrato. Se o São Paulo quiser mudar de fornecedor no meio do contrato não pagará a multa integral prevista no início do vínculo.
Outro fator de segurança é o crescimento global da New Balance. A empresa americana ultrapassou marcas tradicionais nos Estados Unidos e subido significativamente de nível no cenário nacional. O Grupo Dass, que cuida da New Balance no Brasil, também tem em seu portfólio marcas como a Umbro e a Osklen.
Além disso, com a atual parceria, o Tricolor realiza toda a operação do e-commerce e da loja do MorumBis, gerando, em média, R$ 2,5 milhões por ano aos cofres da agremiação. Com a renovação do contrato, o clube terá um crescimento de no mínimo 20% com a arrecadação oriunda da atual fornecedora.
O contrato atual da New Balance termina no final de 2026. A atual gestão do São Paulo entende que o novo acordo é bom para o clube, mas ele depende da aprovação do Conselho Deliberativo. Será que a reprovação do balanço financeiro do ano passado ou o fato da NB ter sido fechada na gestão Casares poderia motivar os conselheiros a impedirem essa renovação?
Hoje eu renovaria com a New Balance por conta do grande ano de 2025 que eles fizeram, com as camisas e ações dos 20 anos das conquistas dos TRI da Libertadores e Mundial. Só por aquelas campanhas e peças eu acho que a marca americana terá condições de realizar um grande centenário.
Porém, se houver alguma marca global disposta a aumentar esses valores eu convidaria para um “papo sem compromisso”. É claro também que o contrato, assim como todos os outros no clube, não pode ter nenhuma comissão para terceiros. É só ler e obedecer os termos. Auditoria serve para isso.
Entre naturais acertos e erros, a NB tem correspondido as expectativas mas é preciso um cuidado maior com os lojistas, em especial as lojas SAO licenciadas.
Roger destruirá o
meio-campo de Crespo!
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A notícia apareceu em primeira mão através do canal SportsMKT do Brasil. O São Paulo Futebol Clube registrou no ano de 2025 uma receita recorde de R$ 1,085 bilhão.
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É a primeira vez que o Tricolor supera a casa de R$ 1 bilhão em receitas vindas principalmente de vendas de jogadores, transmissão de jogos, bilheteria, shows no MorumBIS, patrocinadores, licenciamentos e programa de fidelidade.
Além disso, o valor arrecadado representa o maior faturamento da história do clube, desde a sua fundação. A SportsMKT também divulgou queda na dívida total do clube: de R$ 900 milhões para aproximadamente R$ 860 milhões no mesmo período.
Segundo o portal, a proposta de execução orçamentária para este ano projeta receitas totais de R$ 931,8 milhões. As despesas estimadas somam R$ 893,8 milhões. O clube projeta superavit de R$ 37,9 milhões ao final do exercício.
Isso não é “agenda positiva” e sim números positivos que indicam que o São Paulo acompanha a evolução do mercado do futebol e está trajetória de crescimento de receita nos últimos anos. Em 2024, ela foi de R$ 968,255 milhões, uma alta de 45% em relação aos R$ 666,772 milhões registrados em 2023.
O gargalo Tricolor são as altas despesas do clube oriundas de decisões custosas do departamento de futebol e, claro, de “supostos” casos corrupção entre seus líderes e homens fortes. Casos recentes como por exemplo o camarote clandestino em shows no MorumBIS ainda estão sob sigilosa investigação mas indicam claras atividades ilegais e danosas a instituição.
Há também a utilização do dinheiro do clube em situações populistas, visando a manutenção do sistema. O caso mais evidente é o das últimas festa juninas do Clube Social, com o valor médio de R$ 3 milhões de reais.
O São Paulo é TOP4 em receitas no futebol brasileiro por conta de sua expressiva torcida. Quando o clube minimamente equalizar as suas dívidas, diminuir os gastos, eliminar a corrupção e trabalhar com mais competência no futebol, voltará a ser uma potência no Brasil, como já foi há alguns anos.
Receita o clube tem. E terá cada vez mais no futebol moderno.
BYD e Mondelez na briga
pelos Naming Rights em 2027
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A nova camisa #1 (branca) do São Paulo para a temporada 2026 ainda nem foi lançada pela New Balance mas já gera polêmica entre os conselheiros e torcedores do clube.
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A polêmica gira em torno da forma de aplicação do escudo e disposição das listras nas cores vermelha, branca e preta no novo modelo. Segundo conselheiros e torcedores, elas ferem a norma magna da instituição. Veja abaixo imagem da identidade das faixas presente no Manual de Identidade do São Paulo:

Segundo o que apurou o ge, o São Paulo apresentou um parecer jurídico positivo sobre este novo uniforme, realizado em julho do ano passado, período em que a camisa foi apresentada e aprovada internamente pela gestão do então presidente Julio Casares.
O documento foi assinado pelo advogado do clube, dr. Guilherme H Bosquê Salutti. Ele cita o artigo 157 do estatuto mas entende que a “interpretação literal e extremamente restritiva não se mostra a mais correta”. Para Salutti, a imagem apresentada como modelo padrão do estatuto é “um mero exemplo” e defende que o escudo não precisa cobrir integralmente as faixas, havendo margem acima e abaixo.
Algumas pessoas previamente gostaram do novo layout mais ousado da camisa, outras não se identificaram com a quebra e preferem algo mais conservador, sobretudo na região nobre que são as faixas e o distintivo do clube, imaculados pelo estatuto.
Neste caso, o foco da discussão não é o gosto e sim se a camisa obedece as normas previstas pelo estatuto, que existem justamente para proteger elementos importantes da instituição, como a tradição de seus elementos estéticos, escudo, ícones e cores.
Já tive contato direto e muito próximo com a camisa e, ao meu ver, o design viola o estatuto e o parecer jurídico é absolutamente frágil, abrindo margem a inúmeras futuras interpretações, como alterações de cor e de dimensão de faixas. Afinal, não precisaria mais da “interpretação literal” do estatuto.
Há ainda um componente importante. Eu diria, vital: o comercial. A camisa já está disponível para as lojas e a ideia é (ou era) ser lançada na partida diante do Grêmio, pelo Brasileirão. Impedi-la de comercialização pode causar mais danos ao clube, à fornecedora, às lojas licenciadas e aos demais parceiros de venda.
Tenho absoluta convicção que a New Balance não confeccionou uma única camisa de sua linha de produção sem a aprovação do São Paulo. Questão ultra-delicada que poderia ter sido resolvida na raiz com a apresentação e uma até eventual votação no Conselho, no ano passado. Outra ação que premeditaria um problema grande seria um teste A/B com torcedores logo após a aprovação interna.
Afinal, quem compra é o torcedor.
Se liberado, o novo modelo vai vender? Creio que sim, pois há uma boa parcela da torcida que defende justamente modificações mais ousadas nos uniformes tricolores. Porém, o ato de achar interpretação jurídica para justificar a fuga de anos e anos de tradição sem sequer uma discussão mais ampla do tema foi mais uma facada dada no peito da instituição São Paulo.
Reservas na Sula?
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