O São Paulo Futebol Clube apresentou o seu balanço financeiro de 2025 no início desta semana. No ano passado, o clube registrou um superávit de R$ 56 milhões e reduziu sua dívida total em R$ 110 milhões. Atualmente, o débito tricolor está avaliado em R$ 858 milhões.
O curioso é que, diferentemente de outros anos — quando balanços eram aprovados mesmo diante de déficits alarmantes —, as contas de 2025 foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo, em reunião realizada em março, por 210 votos a 24. Uma demonstração clara da influência política nas administrações do clube, além das movimentações bancárias pra lá de suspeitas realizadas pelo ex-presidente Julio Casares.
O meu ponto neste texto não são os números ou a política. O balanço positivo mostra que, se bem administrado, o São Paulo pode se reconstruir financeiramente em qualquer modelo, seja SAF ou associação.
A austeridade financeira, que hoje impede o Tricolor de disputar grandes contratações com outros clubes, foi justamente o caminho que reconstruiu o Clube de Regatas do Flamengo. O clube carioca apertou os cintos, reorganizou suas finanças e hoje colhe os frutos após anos de decisões administrativas equivocadas.
Não sou otimista a curto prazo. O são-paulino ainda sofrerá por mais alguns anos com vendas precoces de jogadores da base, shows no lugar de partidas de futebol e elencos mais limitados que em outros anos. Mas esse parece ser o caminho certo para uma marca que hoje vale menos do que já valeu no passado — e que, se bem administrada, pode voltar a atingir o patamar que lhe cabe no futebol brasileiro.
Para isso, a atual e as próximas gestões precisarão conter ainda mais as sangrias internas, superar egos inflamados e buscar novas fontes de receita. Em 2025, o clube bateu recorde de arrecadação, mas ainda há margem para crescer.
Sem devaneios: será que o torcedor terá consciência — e, mais do que isso, paciência — para entender a doença e o remédio? Existe hoje alguém, ou algum grupo, realmente confiável para executar o que precisa ser feito, com ou sem a presença de uma SAF?
São perguntas que ainda precisam de resposta para o torcedor. Há muito oportunismo e também desconexão da realidade. Porém, apesar dos pesares, uma coisa, para mim, parece clara: os números de 2025 apontam um caminho rumo ao fim do túnel.
Bastidores do acordo entre
São Paulo e Arboleda
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A notícia apareceu em primeira mão através do canal SportsMKT do Brasil. O São Paulo Futebol Clube registrou no ano de 2025 uma receita recorde de R$ 1,085 bilhão.
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É a primeira vez que o Tricolor supera a casa de R$ 1 bilhão em receitas vindas principalmente de vendas de jogadores, transmissão de jogos, bilheteria, shows no MorumBIS, patrocinadores, licenciamentos e programa de fidelidade.
Além disso, o valor arrecadado representa o maior faturamento da história do clube, desde a sua fundação. A SportsMKT também divulgou queda na dívida total do clube: de R$ 900 milhões para aproximadamente R$ 860 milhões no mesmo período.
Segundo o portal, a proposta de execução orçamentária para este ano projeta receitas totais de R$ 931,8 milhões. As despesas estimadas somam R$ 893,8 milhões. O clube projeta superavit de R$ 37,9 milhões ao final do exercício.
Isso não é “agenda positiva” e sim números positivos que indicam que o São Paulo acompanha a evolução do mercado do futebol e está trajetória de crescimento de receita nos últimos anos. Em 2024, ela foi de R$ 968,255 milhões, uma alta de 45% em relação aos R$ 666,772 milhões registrados em 2023.
O gargalo Tricolor são as altas despesas do clube oriundas de decisões custosas do departamento de futebol e, claro, de “supostos” casos corrupção entre seus líderes e homens fortes. Casos recentes como por exemplo o camarote clandestino em shows no MorumBIS ainda estão sob sigilosa investigação mas indicam claras atividades ilegais e danosas a instituição.
Há também a utilização do dinheiro do clube em situações populistas, visando a manutenção do sistema. O caso mais evidente é o das últimas festa juninas do Clube Social, com o valor médio de R$ 3 milhões de reais.
O São Paulo é TOP4 em receitas no futebol brasileiro por conta de sua expressiva torcida. Quando o clube minimamente equalizar as suas dívidas, diminuir os gastos, eliminar a corrupção e trabalhar com mais competência no futebol, voltará a ser uma potência no Brasil, como já foi há alguns anos.
Receita o clube tem. E terá cada vez mais no futebol moderno.
BYD e Mondelez na briga
pelos Naming Rights em 2027
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O fair play financeiro da CBF, estudo de incentivos à boa administração em clubes de futebol, está em estudos para ser colocado em prática no futebol brasileiro.
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O Portal Sport Insider avaliou os vinte clubes que compuseram a Série A em 2024, dentro do quesito aplicado pela Confederação Brasileira de Futebol, para avaliar a situaçnao de cada um num novo cenário do futebol nacional.
A revelação é alarmante. Segundo o portal, se o fair play financeiro estivesse vigente no Brasil em 2024, treze dos vinte clubes da primeira divisão teriam sido reprovados e estariam sujeitos a punições.
O jornalista Rodrigo Capelo simulou os resultados de acordo com as regras formuladas pelo grupo de trabalho da CBF, o chamado “Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF)”. Segundo o portal, Palmeiras, Flamengo, Athletico-PR, Atlético-GO, Criciúma, Cuiabá e Juventude passariam nas regras.
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Um fato curioso: dos sete clubes estudados no período de 2024, apenas três estão na Série A em 2025: Palmeiras, Flamengo e Juventude. E o terceiro clube citado atualmente luta contra o rebaixamento.
O jornalista explica que a simulação quer aponta aprovados e reprovados não é perfeita pois alguns clubes não expõem dados completos para avaliação. Porém, mesmo no cenário ideal, a maioria deles seriam de fato reprovados.
As regras de fair play financeiro da CBF se dividem em quatro pilares: dívidas em atraso; equilíbrio operacional; custo do elenco e endividamento de curto prazo. Atributos que o São Paulo e muitos outros clubes não apresentam atualmente.
O fair play financeiro da CBF prevê estado de monitoramento na primeira violação. Na segunda, o clube infrator receberá uma advertência pública. A partir da terceira, as punições passam a ser multa, retenção de receitas, transfer ban, perda de pontos, rebaixamento e cassação da licença para jogar.
O São Paulo iniciou sua recuperação financeira em 2025, com o FIDC criado em conjunto com a Galapagos e a Outfield. O grande objetivo é substituir a maior parte da dívida Tricolor com bancos, aliviando o caixa e equilibrando dívidas com receitas.
Para isso, o clube terá inevitavelmente que enquadrar o seu atual elenco com o que o plano pede. Isso é: enxugar a folha. veremos se no ano que vem o Tricolor continuará com uma das maiores folhas salariais do Brasil ou de fato se encaixará a sua realidade.
Austeridade financeira: é isso que o torcedor deveria cobrar de seus gestores.
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A notícia veio do Sport Insider nesta terça-feira (04): segundo o portal, a dívida do São Paulo no terceiro trimestre de 2025 recuou para a casa de R$ 913 milhões.
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Os números não foram divulgados abertamente pelo clube mas o jornalista Rodrigo Capelo conseguiu apurá-los junto ao Comitê de Governança do Conselho Deliberativo do São Paulo.
Após a venda de jogadores no meio do ano, entre eles Matheus Alves, Lucas Ferreira e Henrique Carmo, o São Paulo conseguiu pagar dívidas obtidas com bancos e acumulou caixa em 2025.
Apesar dos indícios de melhora, o sinal de alerta em relação a Instituição permanece ligado. Os números apurados também mostram que obrigações relacionadas a folha salarial do clube, em especial do futebol, ainda estão altas demais, impedindo uma diminuição mais substancial da dívida, que daria um norte mais preciso ao mercado em relação ao futuro financeiro do clube.
Em entrevista ao ge em outubro, Pedro Oliveira, sócio-fundador da Outfield, disse ser possível o clube iniciar 2026 devendo menos que R$ 900 milhões.
“Essa reversão do passivo oneroso está acontecendo de forma mais substancial. A trajetória está em andamento. É difícil dizer um número exato, mas tenho confiança de que, quando o resultado de 2025 for reportado, a dívida estará abaixo de R$ 900 milhões, acredito que na casa de R$ 800 milhões, com um movimento importante nessa direção.” – afirmou Pedro Oliveira ao ge.
A avaliação de Pedro é que o processo de recuperação está dentro do esperado no primeiro ano de implementação do FIDC, embora ele também admita que a situação poderia estar um pouco mais avançada.
“A gente poderia estar num estágio mais avançado? Acho que sim. Mas estamos satisfeitos com o que estamos vendo nos últimos 12 meses em termo de evolução interna do clube, de o clube entender que está num momento de reestruturação.”– concluiu Pedro ao ge.
A equalização da dívida é possível graças a receita gerada pela imensa torcida do Tricolor mas a primeira mudança do São Paulo Futebol Clube deve ser com relação a sua responsabilidade financeira.
O clube não pode continuar sendo a segunda maior folha salarial do país, segundo a mais recente edição do Relatório Convocados 2025, produzido pela Convocados Gestora de Ativos de Futebol em parceria com a OutField Inc. e patrocínio da Galapagos Capital, as duas parceiras do Tricolor na recuperação financeira do clube.
Para 2026, é impossível permanecer com esse status. Trabalhar a base com mais força e rejuvenescer o elenco são medidas que ajudarão o clube a reduzir a dívida com o impacto necessário. Além da folha salarial do futebol, os custos operacionais da instituição também precisam ser revisados.
Se você é interessado no assunto financeiro do São Paulo, vale ler o bate papo que tive com Wallim Wasconcellos, um dos maiores responsáveis pela reconstrução do Flamengo, na década passada. Ele deu o seu parecer sobre a situação do São Paulo neste post.
Tapia está aprovado?
veja o debate aqui:
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O universo esportivo, tradicionalmente movido por paixão e performance, vem se transformando em um campo de investimentos de alta rentabilidade. A mais recente demonstração disso vem do fundo de private equity Advent International, que, segundo informou o Financial News London, estuda expandir seus aportes para o setor de esportes, mídia e entretenimento.
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O movimento reflete uma tendência global de valorização de ativos esportivos, desde clubes até plataformas de streaming, e reforça o quanto o futebol e outros esportes se tornaram peças estratégicas dentro do mercado financeiro internacional.
Para quem acompanha os jogos de hoje e percebe como a experiência vai muito além das quatro linhas, a notícia ajuda a entender a mudança de bastidores que vem moldando o espetáculo. Investidores institucionais, antes focados em indústrias tradicionais, agora enxergam no esporte uma forma estável de diversificação de portfólio e um elo direto com o consumo digital, principalmente entre gerações mais jovens.
De acordo com dados do Financial Times, o interesse de grandes fundos por clubes e ligas tem crescido de forma exponencial nos últimos cinco anos. Entre as razões, estão a expansão dos direitos de transmissão, o aumento da base global de fãs e o avanço das tecnologias de engajamento, como plataformas de streaming, aplicativos de estatísticas e integração com apostas esportivas.
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No caso do Advent, a estratégia segue uma lógica parecida com a de outros grupos de investimento, como a CVC Capital Partners, que já detém participações em ligas como LaLiga (Espanha) e Ligue 1 (França). O objetivo, segundo fontes de mercado, seria construir um portfólio que una marcas esportivas, empresas de mídia e tecnologia, explorando o potencial de monetização cruzada entre elas.
O esporte, nesse contexto, deixa de ser apenas entretenimento e passa a representar um ecossistema de produtos, experiências e dados valiosos sobre comportamento do público.
De acordo com reportagem do Financial News London, a movimentação do Advent também aponta para uma nova etapa da profissionalização do esporte. Ao lado de conglomerados como Ares Management e Silver Lake, o fundo busca transformar a gestão esportiva em uma operação de negócios estruturada, com métricas de retorno, controle de custos e visão global de marca.
Essa consolidação tende a redefinir o papel dos clubes e ligas, que passam a operar mais como empresas de mídia do que como associações esportivas. Para os torcedores, o impacto será percebido na forma de consumo: transmissões mais segmentadas, pacotes digitais personalizados e uma integração maior entre apostas, estatísticas e conteúdo sob demanda.
Se antes o futebol era apenas sobre quem vencia os jogos de hoje, agora o verdadeiro jogo acontece nos bastidores, nas mesas de investimento, onde cada chute, cada audiência e cada dado de engajamento se traduzem em cifras e oportunidades de negócio.
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