A nova camisa branca 2026 do São Paulo Futebol Clube, lançada no dia da vitória sobre o Grêmio no MorumBIS pelo Campeonato Brasileiro, continua gerando discussão, principalmente em relação a aplicação do escudo sobre as faixas.
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Produzido pela New Balance, a camisa foi inspirada no pioneirismo do clube no futebol brasileiro e celebra a existência de um “DNA tricolor”. Porém, de acordo com alguns conselheiros, o novo modelo fere o estatuto do clube justamente por causa dessa “borda branca” em volta do distintivo. Amparados pelo artigo 157 do estatuto, eles ditam que as três faixas devem estar cobertas pelo símbolo tricolor.
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O designer Glaudo Diógenes, autor do canal ÉQUARTAFEIRA e com experiência de mais de vinte anos em design e sua aplicação no mercado do futebol, tem visão diferente. Ele não só celebrou a chegada do novo material como entendeu que a aplicação cumpre o que o estatuto estabelece” em sua carta magna.
“Além de cumprir o que o estatuto estabelece, ela vai de encontro ao que o leigo tem usado de informação de forma indevida. Eu vi um monte de jornalista, alguns que eu até respeito, falando muita besteira a respeito da camisa, sendo que eles poderiam pesquisar melhor, eles tem fonte de contato… mas parece que a galera quer a polêmica pela polêmica” – disse Glauco no seu vídeo de análise no canal ÉQUARTAFEIRA.
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O designer utiliza exemplos de marcas clássicas como a Coca-Cola, Johnnie Walker e fundamentos de Gestalt para justificar a ideia de que o escudo está sobre as faixas, porém aliado a uma forma geométrica igual ao distintivo, legalizando a sua aplicação.
“Todas as marcas globais tem variáveis de uso e aplicação para garantir flexibilidade e aplicabilidade em proporções gigantescas como o telão do estádio até o digital de hoje em dia. O que foi proposto foi uma variável de aplicação que consta no estatuto. A faixa não foi interrompida, eles usaram o espaço negativo da forma do escudo. A faixa está contínua.” – explicou Glauco.
Em seu vídeo, Glauco vai além. O designer critica ferozmente o estatuto do São Paulo, dizendo que ele abre diversas interpretações, inclusive na parte de seus símbolos e ícones visuais.
“O São Paulo carece definitivamente de um rebranding, de um processo profissional para cuidar da sua marca e de seus símbolos, sem pitacos de gente que não tem tecnicidade para abordar o tema. Design é ciência. Design é projeto. Sem design não existe marketing e sem design não existe publicidade” – sentenciou Glauco.
O designer lembrou que são profissionais do exterior que fazem o design das camisas do São Paulo, que recebem a identidade e história do clube para elaborar a camisa com criatividade porém sem perder a identidade histórica.
Veja a análise completa da Camisa 2026, feita pelo designer Glauco Diógenes, aqui.
Sormani: a camisa é linda e
os dirigentes são retrógrados!
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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1 comentário
André
16 de fevereiro de 2026Eu trabalho com designers todo dia e não concordo com esse daí. Reduziram o escudo e isso é grave. A redução foi feita para adicionar um vazio, que ele chama de espaço negativo, que não é permitido. Mas ele tem razão que o clube precisa de um rebranding feita por profissionais, inclusive com a revisão desse tema no estatuto. Embora o resultado seria divisivo em um momento nada propício.