São Paulo e Corinthians não saíram do zero em uma partida tensa, movimentada e com alternância de domínio e chances criadas. O resultado não agradou ninguém: o torcedor saiu furioso e o rival viu da TV uma rodada quase toda trágica na luta contra o rebaixamento.
O torcedor do São Paulo tem todos os motivos para sair da Vila Belmiro furioso. Primeiro: viu um time totalmente desconectado com o que o seu público pedia. Não se viu um estímulo de resposta para as arquibancadas, que incentivaram o jogo todo: pelo contrário. Vimos uma equipe desconectada, limitada e que perdeu uma penca de oportunidades de vencer o jogo.
Depois de um bom início, o São Paulo afrouxou e permitiu um melhor primeiro tempo do Corinthians, apesar de ter a melhor chance de gol, com Hugo Souza defendendo uma bela boa de Luciano. Vale lembrar um pênalti escandaloso não marcado em Rafael Tolói, daqueles que se fosse para o outro lado, a mídia corinthiana estaria reclamando até o ano 3000.
Dorival tirou o amarelado Djhordney e Artur e os seus substitutos melhoraram a equipe. Calleri era adequado para o que a partida pedia e Pablo Maia equilibrou o meio-campo perdido na primeira etapa, com o ameaço de Newton de ser volante e zagueiro ao mesmo tempo.
Apesar da melhora, a equipe cansou de perder gols. Luciano e o incansável Pedro Lima podiam ter colocado um sorriso no torcedor mas desperdiçaram chances cruciais, cada um a sua maneira. O camisa dez mais uma vez errou o balão em Hugo Souza e o lateral, atrapalhado pela lama, chutou fraco num gol sem goleiro e permitiu a recuperação do lateral alvinegro.
No ponto alto da partida, Yuri foi expulso com uma entrada criminosa. O jogo ficou a feição do Tricolor, pois o rival jogava com nove – Memphis atuava como o famoso “café com leite” de várzea.
Escaldado com a derrota diante do Vasco, Seedorf promoveu um ferrolho holandês, fechou a casinha e o Tricolor não teve competência e força para abrir o placar nos minutos finais.
Fim de jogo, frustração são-paulina e alívio alvinegro, que crê que sairá da zona em seus jogos em casa. Eu não estaria tão confiante assim sem o Yuri Alberto mas o fato é que essa partida foi a cara do São Paulo na temporada. Uma equipe que não cheira e nem fede.
Entendo e compartilho da frustração mas, torcedor, o ano poderia ser bem pior. Poderíamos estar na zona do rebaixamento com tantas cagadas realizadas fora de campo e tanta corrupção achada debaixo do tapete do Morumbis.
Não é para se conformar e sim para se aliviar.
Nota dos personagens da partida:
Rafael: uma boa intervenção. Nota: 6,5
Newton: mal na primeira etapa. Compensou depois. Nota: 5,5
Arboleda: sem sangue mas sem comprometer. Nota: 6,0
Tolói: opor incrível que pareça, partida muito correta. Nota: 7,0
Pedro Lima: ótimo fôlego, péssimas decisões. Nota: 5,5
Djhordney: precisa maneirar nos cartões. Nota: 5,5
Bobadilla: o melhor do São Paulo. Nota: 7,5
Iago: partida correta na defesa e com chances no ataque. Nota: 6,5
Artur: esforçado mas sem pernas para o segundo tempo. Nota: 6,0
Lucas: sumido no primeiro tempo. Tímido demais. Nota: 5,0
Luciano: tentou, criou mas não conseguiu o gol. Nota: 6,0
Pablo Maia, Calleri foram bem mas as demais alterações – Ferreirinha, Pedro Ferreira, Gustavo Santana – não tiveram efeito diante do ferrolho de Seedorf.
Dorival Júnior: bons e maus momentos no clássico. Tolói – sua escolha – foi bem mas em compensação o meio sucumbiu no primeiro tempo. Calleri e Pablo Maia entraram e melhoraram mas a saída de Bobadilla não me agradou. Time desconectado da torcida. Nota: 5,5
Assista aqui e de graça
“O jogo da minha vida”
Para acessar outras notícias
do Blog São Paulo Sempre clique aqui.

Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
Me siga no Instagram
Me siga no Whatsapp
Me siga no Threads
Me siga no Twitter X
Post aberto para comentários.






Nenhum comentário