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Livro 2005

Calleri: gratidão, respeito e palavra!

2 minutos de leitura

Nação do Maior do Mundo;

 

Deu no portal Lance!: Jonathan Calleri, atualmente no West Ham, revelou que seus empresários foram procurados pelo Palmeiras, que teriam interesse em sua contratação para suprir a saída de Gabriel Jesus. No entanto, o argentino tratou de esfriar qualquer início de negociação com uma explicação no mínimo curiosa para qualquer torcedor brasileiro:

 

“Eles (os empresários de Calleri) sabem que sempre digo que no Brasil o único lugar que eu jogaria é no São Paulo. E sempre vou manter isso”

 

A resposta de Calleri é motivo de orgulho para o torcedor do São Paulo, mas é algo muito comum dos jogadores sul-americanos, sobretudo dos argentinos. Verón no Estudiantes, Tevez no Boca, Ortega no River… os craques hermanos tem identificação muito forte em seu DNA. Calleri foi completamente seduzido pela atmosfera e carinho da torcida do São Paulo e retribui com respeito e gratidão ao clube.

 

Não sei se isso é certo ou errado. Talvez no mundo do ‘futebol moderno’ (palavra nojenta criada pelos ditadores do futebol gourmet) seja um erro fechar as portas de outras agremiações, mas valorizo muito esse tipo de atitude. Até mesmo Rogério Ceni, em sua entrevista como novo treinador do Tricolor, foi sincero ao falar que não treinaria um clube rival. E foi bem na resposta: “Nem eles gostariam de me contar como técnico”.

 

Falta atitude, honra e palavra a muitos atletas aqui no Brasil que prometem e não cumprem, ora por má formação educacional, ora por má influência de maus empresários. Não é nem questão de ser mercenário… é mau direcionamento mesmo. Não citarei nomes mas tem um craque que está atualmente no Atlético Mineiro que fez juras eternas para um clube daqui do estado de São Paulo. Só para citar um exemplo. Temos vários…

 

Meu respeito a Calleri e toda a gratidão que ele tem ao São Paulo.

 

Nos veremos em breve.

 

Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Daniel Perrone

Daniel Perrone

O publicitário e jornalista Daniel Perrone passou por empresas como DPZ, Mc Cann Erickson, Foote Cone & Belding e lecionou no Instituto Europeu di Design (SP) até criar sua própria agência, a Diretta, em 1999. São-paulino desde que se conhece por gente, foi colunista da SPNet por três anos e blogueiro do Globoesporte.com por 9 anos. É autor do Livro “TRI Mundial” (licenciado pelo SPFC), presente em jogos no Morumbi e fora dele e palestrante da Social Media Week (SP) por dois anos (2014 e 2015).

11 comentários

  1. Meu aplauso e meu respeito. Mais uma diferença do jogador “hermano” (uruguaio, argentino) para o jogador MERCENÁRIO MAU CARÁTER que é o “padrão” do jogador brasileiro de futebol.
    Batem palmas e elogiam a atitude do Calleri mas ficam sonhando com aquele safado canela de vidro, MERCENÁRIO do Nilmar. Né?
    Vai entender.

  2. Calleri merece muito sucesso…honrou o manto e tem uma cabeça muito boa. Agora tem o outro lado da moeda…o Denilson até hj diz q a maior magoa da carreira foi ter sido recusado pelo tricolor. O Marcos ganhou um busto qdo se aposentou…e o Mito? O SPFC tem q aprender a valorizar mais seus craques. Careca…o melhor centro avante q vi jogar no tricolor e os jovens torcedores nem sabem quem é.

  3. Essa é uma das coisas que mais deveria se valorizar, a gratidão e respeito ao clube e torcida que te tratou tão bem algum dia. Vários jogadores do time que o Daniel se refere, não tiveram a gratidão e respeito ao clube que os formaram, inclusive. Um jogador que eu admirava bastante por atitudes de respeito, foi o Adriano, que ao marcar gol por algum clube que ele passou, preferia não comemorar. Falta jogadores assim, não só aqui no Brasil, como lá fora também, como o caso do Hummels que foi chutado para a chegada na época do badalado zagueiro Breno, acabou indo para os auri-negros, que tão bem o recebeu que acabou sendo uma referência para sua torcida, criticou Lewandowski e Gotze quando foi para os Bávaros, que anos depois não conseguiu honrar suas palavras. Sinceramente sinto falta dessa identidade de jogador x clube, é tão bonito de se ver uma gratidão e principalmente respeito, que hoje os valores no futebol está se perdendo.

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