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Livro 2005

Ederson, como tantos outros, é mais uma história do futebol brasileiro

2 minutos de leitura

Ederson Santana de Moraes, futuro titular da seleção brasileira no último jogo das eliminatórias para a Copa do Mundo, relembrou um período difícil de sua carreira no CT da Barra Funda, local onde a seleção treina para a partida diante do Chile.

 

O atual goleiro do Manchester City comentou com emoção a sua dispensa do São Paulo, em 2009. Na época com quinze anos, Ederson recebeu a notícia por telefone e chorou muito em sua casa. Pensou em desistir do futebol mas persistiu na escolinha até a oportunidade em Portugal, que mudou definitivamente sua vida. No Benfica, ele foi pivô de uma das transferências mais caras da história do futebol, e foi para a equipe treinada atualmente por Guardiola.

 

É mais uma história do futebol brasileiro, como tantas outras situações envolvendo atletas que não tiveram espaço nos clubes formadores e fizeram (ou fazem) história em outros países. Há mais oferta que procura no mercado, os empresários brasileiros muitas vezes ditam negociações e os clubes grandes geralmente não tem tempo para apostar em todas as promessas que surgem em suas categorias de base.

 

A história de Ederson é comum na maioria dos clubes daqui. Vale lembrar que, no mesmo período que ele atuava na base do São Paulo, um tal Rogério Ceni conquistara uma Libertadores, um Mundial e um tricampeonato brasileiro consecutivo sem receber sequer uma oportunidade decente de continuidade na seleção brasileira.

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Daniel Perrone

Daniel Perrone

O publicitário e jornalista Daniel Perrone passou por empresas como DPZ, Mc Cann Erickson, Foote Cone & Belding e lecionou no Instituto Europeu di Design (SP) até criar sua própria agência, a Diretta, em 1999. São-paulino desde que se conhece por gente, foi colunista da SPNet por três anos e blogueiro do Globoesporte.com por 9 anos. É autor do Livro “TRI Mundial” (licenciado pelo SPFC), presente em jogos no Morumbi e fora dele e palestrante da Social Media Week (SP) por dois anos (2014 e 2015).

3 comentários

  1. Por um momento bate uma tristeza de pensar que perdemos grandes jogadores porque temos uma cultura de apostar em “jogadores de renome”.

    Por outro momento bate a raiva por saber que isso é muito comum em nosso país e que milhares de jovens talentosos são dispensados aqui e países lá fora dão devido valor e estrutura para que eles consigam crescer e evoluir.

    Nós temos uma das melhores fábricas de jogadores do mundo, com habilidade e capacidade, talvez, com uma mentalidade mais adequada (estilo americana de desenvolver campeões), fossemos o país com maior potencial pra vencer tudo.

    Nosso clube revelou algumas promessas nos últimos 2 anos e elas foram vendidas sem nem mesmo ter despontado no futebol profissional. Isso porque foram 2-4 que temos… fora vários jogadores em categorias inferiores ainda!

    Como nós temos aproveitado esses jogadores? Será que a nossa diretoria e comissão tem dado todo apoio e estrutura que eles precisam?

    É triste pensar que acabaremos sempre perdendo os nossos diamantes (alguns lapidados e outros longe disso) para times europeus, muitas vezes, até os minúsculos de lá…

  2. Como aconteceu com o SPFC esse caso, então a mídia galinácea explora muito bem isso de forma negativa contra o clube, mas como vc bem disse Perrone, esses tipos de caso é corriqueiro e acontece com vários clubes, então é só mais uma manchete tendenciosa da nossa “imparcial” imprensa esportiva.

  3. Não importa se R. Ceni já era ídolo e tinha acabado de conquistar títulos. Zetti era multicampeão e soube ‘abrir caminhos’ para o seu sucessor, o jovem Rogerio Ceni.
    Isso que dá a “preguiça” em não ter na reserva do Ceni UMA SOMBRA QUE LHE TOMASSE A POSIÇÃO. O Waldir Peres tinha o Toinho, o Gilmar Rinaldi teve o Zetti, o Rojas. O Zetti tinha o falecido Alexandre, depois o Rogério Ceni. Mas o FOMINHA EGOCÊNTRICO superprotegido teve Roger, Bosco e já quase quarentão o SPFC deixava encostado um rapaz que HOJE É “SÓ” O GOLEIRO MAIS CARO DO MUNDO. Para ficar com Ceni quarentão e Dênis (senão o PIOR um dos piores goleiros da história do SPFC), depois contratar Sidão…E estão fazendo o mesmo com o Lucas Perri, vai vendo. E o Renan Ribeiro vai fazer sucesso no próximo clube, esperem e verão.

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