O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube votará nesta próxima segunda-feira (17) no Salão Nobre do Morumbis a reforma de seu estatuto.
A reforma visa modernizar a governança do clube, incluindo a entrada de membros independentes na administração e o aumento da transparência institucional.
Entre as principais mudanças estão a reformulação do Conselho de Administração para nove integrantes, sendo três conselheiros, um membro do Conselho Consultivo e cinco membros independentes, remunerados e vindos do mercado; a perda de poderes do presidente do clube, entre elas a presidência “automática” do Conselho de Administração; o setor de compliance, que passa a se reportar de maneira direta ao Conselho de Administração e enfim e não menos importante, o foco na profissionalização de processos internos e ampliação do controle das contas do clube.
Segundo o jornalista Paulo Pontes, boa parte do que será votado faz parte de um projeto do conselheiro Daurio Speranzini Júnior, incorporada pelo Novo São Paulo e que fará parte do projeto de governo do próximo candidato da oposição a concorrer em novembro.
Segundo o que eu apurei, o projeto também consta com decisivas participações de Eduardo Alfano, relator da comissão de alteração estatutária e principalmente de Jonathan Rodrigues e Daniel Diniz, os advogados que fizeram o parecer de aprovação pela comissão legislativa.
O projeto separa o futebol do social, cria um novo Conselho de Administração absolutamente profissional, dá poder a esse conselho que – ponto muito importante – ficará acima do presidente, e não será mais um braço político do presidente. Em outras palavras, o presidente perde a “caneta” para um colegiado profissional.
Especialista em política do clube, Paulo Pontes fala que as alterações no estatuto futuramente abrirão espaço para investidores ao separar o futebol do Social. Além disso, elas aumentam o número de punições a dirigentes que usarem cartões corporativos para fins pessoais e participarem de esquemas irregulares, além de fortificar o Conselho Fiscal, com chances reais de punição aos infratores.
O jornalista e ativista político do clube prevê que o projeto passará pelo Conselho Deliberativo. Após aprovado, o projeto irá a Assembleia Geral para ser votado pelos sócios. Virará “lei” em 2027 após maioria simples.
Tenho muito, mas muito pé atrás com qualquer movimento visionário, novo ou moderno que venha de dentro do clube por ter já visto de tudo na política do clube desde 2001, mas torço de verdade para que essa mudança no estatuto seja um real avanço para o Tricolor.
Me chama a atenção o projeto não prever SAF e sim separação, com um colegiado de profissionais tomando decisões. Também não sei como será essa abertura para investimento. Quem terá interesse imediato em um modelo associativo, mesmo com essas melhorias?
Tudo isso é maravilhoso mas, a dívida que temos e a perspectiva dela dobrar em anos somente com os juros bancários não me permitem ainda sonhar com m São Paulo saudável sem um robusto aporte financeiro para trocar tais dívidas bancárias para longo prazo e investir em um elenco competitivo capaz de mudar a chave esportiva e econômica do Tricolor.
Que venham boas notícias segunda-feira. Estamos brincando há anos de cair de divisão.
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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