Mais uma derrota no tortuoso Campeonato Brasileiro do Tricolor. O São Paulo foi a Porto Alegre, saiu na frente do placar mas sucumbiu diante do Grêmio em sua Arena e flertará de vez com a zona do rebaixamento.
Depois de um primeiro tempo equilibrado, com uma grande chance para cada lado, milagre de Rafael e um gol às vésperas do intervalo, parecia que o São Paulo iria voltar a fazer as pazes com a vitória, já que o clube não vence no Brasileiro desde antes da Copa do Mundo.
Ledo engano. Após o empate relâmpago do Grêmio, fruto de uma zaga mal capitaneada por Arboleda, o time voltou a estaca zero e viu o adversário se lançar mais ao ataque com mexidas promovidas pelo seu técnico.
Dorival Júnior mexeu mal, tirando Calleri, Danielzinho e Ferreirinha no lugar de Bobadilla e os infutiferos Cauly e André Silva. A equipe desmontou-se em campo, preparando a cama para o gol bizarro de falta no fim da segunda etapa. A bola passou no meio da barreira, surpreendendo Rafael.
Aí, com o resultado adverso, a equipe “resolveu jogar no ataque”, amassando o Grêmio e empilhando chances perdidas. Weverton também foi destaque debaixo das traves.
Um resultado ruim no Sul, com o agravante de vermos mais uma vez um São Paulo de meia-etapa com doze dias só de treinos e preparação física. É inaceitável e hoje Dorival é muito responsável.
A ausência ainda nebulosa de Artur foi bastante sentida mas Dorival Júnior tem melhores alternativas a Ferreirinha. Por que Victor Sá, que já está há um bom tempo no CT da Barra Funda, não foi testado desde o início? O Ferreirinha a gente já conhece…
Agora a equipe se prepara para subir a Cordilheira para enfrentar o Bolívar pelo primeiro jogo das oitavas da Copa Sul-Americana com o perigo rondando a zona da degola do Brasileirão.
Time sem alma e mar armado.
Parabéns aos envolvidos.
Rafael: sem culpa nos gols. Milagroso em um lance. Nota: 7,0
Lucas Ramon: Bom único cruzamento. Autor da falta da virada. Nota: 4,0
Arboleda: muito mal na zaga. Uma grande chance no final. Nota: 4,0
Osório: jogo abaixo do Maracanã. Nota: 5,0
Wendell: boa jogada no gol. Sofreu na marcação. Nota: 5,5
Pablo Maia: gol surgiu de uma roubada dele. No mais, partida ok. Nota: 5,5
Danielzinho: mesmo sem tanta dinâmica, não deveria ter saído. Nota: 5,5
Marcos Antônio: um jogo consistente mas precisa ser decisivo. Nota: 6,0
Luciano: uma grande chance e uma partida mais apagada. Nota: 4,5
Ferreirinha: participou do gol e só. Partida muito fraca. Nota: 4,0
Calleri: Participou do jogo mas não teve chances de gol criadas. Nota: 4,5
Bobadilla, André Silva, Cauly, Victor Sá e Gustavo Santana. As mexidas pioraram o time que só voltou a atacar de fato o Grêmio após o segundo gol tomado.
Dorival Júnior: para mim o principal responsável pela derrota. Além do time lento e com o fraco Ferreirinha como titular, mexeu mal e tomou a virada, só fazendo o time funcionar no abafa dos últimos minutos. Time sem repertório criativo e alternativas. Precisaremos vencer urgentemente o Coritiba no Morumbi. Nota: 3,0
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A nova camisa III São Paulo | New Balance para o período 2026/2027 foi lançada nesta quinta-feira (30) através de ações nas redes sociais dos dois canais, além da loja oficial, a SAO Store.
Um evento para convidados foi programado para a loja física da New Balance, situada na Avenida Paulista para essa sexta-feira (31) às 18 horas. O evento, patrocinado pelo São Paulo, NB e Netshoes, contará com as presenças dos ídolos Lugano e Júnior.
Vamos a resenha da camisa III. Diferente do que foi propagado, ela não é branca. O tom é “off white” com detalhes em vinho. A gola é careca e no peito vem os logos da Superbet e Ademicon, dois dos patrocinadores do clube.
As mangas acompanham o padrão da gola e o logo NB equilibra-se com o escudo Tricolor. Ela tem uma textura leve com linhas verticais que vão do seu topo até a base. Há dois logos na base: 96 anos do Tricolor e um outro da New Balance, preto com detalhes em dourado.
O produto é muito mais bonito que nas imagens já vistas e o tom das cores me agradou bastante, mas o investimento é alto. Há versão jogador e torcedor, feminina e infantil. Os Valores partem de R$ 399,99 (infantil – Torcedor), R$ 449,99 (feminina – torcedor) e R$ 599,99 (masculina – jogador).
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Semi-automático: bom
ou ruim para o futebol?
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Um bom jogo do São Paulo e um ponto importante conquistado fora de casa diante de um dos postulantes ao título e também um “freguêzinho” do Tricolor. O time ainda não retomou às vitórias mas deixou uma boa impressão no Maracanã.
Foram duas estratégias bem distintas em campo. O Flamengo teve a posse de bola e jogou no campo Tricolor mas não teve tantas chances agudas. Sim, foram duas bolas no travessão mas, fora esses lances, não houve o amasso previsto.
Sem a bola, o São Paulo tentou jogar em velocidade no contra-golpe mas parou nos erros de passe. Teve um gol bem anulado, é bem verdade. Aliás, o gol anulado do Flamengo foi com o impedimento semi-automático. A gente pode gostar ou não mas há um critério padrão. Choraremos e sorriremos com a tecnologia.
Dorival abriu mão dos dois pontas e o meio formado diante do Athletico e Flamengo, se não é uma maravilha, ficou mais seguro e povoado. Ainda cabe ajustes e teremos treze dias para isso antes da partida diante do Grêmio, no Sul.
Hoje achei a postura do time muito forte e bem melhor que em Bragança Paulista: tomou o gol – mais uma vez no início do segundo tempo – e buscou o resultado. Não desistiu e resistiu bem no final. Mereceu o ponto.
Rafael: sem culpa no gol. Seguro hoje. Nota: 6,5
Lucas Ramon: muito melhor que em Bragança. Nota: 6,5
Arboleda: no geral, boa partida do equatoriano. Nota: 6,0
Osório: partida segura e assistência para Calleri. Nota: 7,0
Wendell: bem defensivamente, quando mais importava. Nota: 6,5
Pablo Maia: boa partida, ainda longe do que foi. Nota: 6,5
Danielzinho: substituto de Bobadilla foi bem no meio. Nota: 6,0
Marcos Antônio: não gosto dele muito na esquerda. Nota: 6,0
Luciano: taticamente foi bem mas não criou chances ofensivas. Nota: 6,0
Artur: participativo mas pouco eficiente. Uma boa chance. Nota: 6,0
Calleri: voltou a balançar as redes de forma importante. Nota: 8,0
Victor Sá, Ferreirinha, Sabino e André Silva: entraram para tentar manter o nível de atuação.
Dorival Júnior: o time ainda não voltou a vencer mas hoje não há o que reclamar. Terá tempo para mexer mais no meio-campo e treinar a equipe. Nota: 6,5
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Jogo em casa mas fora de casa, apagão no início do segundo tempo, lesão e sofrência técnica: o São Paulo volta às atividades após a Copa do Mundo de 2026 exatamente como saiu. E a torcida que pagará o pato da insuficiência e incompetência de cima para baixo.
O primeiro tempo até que foi bom por parte do Tricolor. O clube trocou força com um bom Athletico, fez um raro gol de falta e teve chances de ampliar o placar. O meia Marcos Antônio teve liberdade na esquerda e foi bem, armando o jogo e distribuindo boas bolas.
Porém, um apagão inaceitável determinou a virada no placar. No primeiro tento, Pablo Maia recuou uma bola displicente para Arboleda, que perdeu a dividida no meio-campo com o ótimo Viveros. O lance terminou no gol de empate. A virada veio em um escanteio com a bola sobrando livre, leve e solta para Leozinho sozinho na entrada da área.
Atrás no placar, Dorival colocou Ferreirinha, Victor Sá e André Silva, mas a tentativa de pressão se transformou em um time que ofereceu poucas chances reais a Santos.
De positivo, a primeira etapa com um São Paulo melhor estruturado no meio. De resto, só pontos negativos: Bragança virou um estádio sem pressão, mais uma lesão de Tolói e uma equipe que não conseguiu sustentar ou ampliar a vantagem. O bom Athletico, que não tem nada a ver com a crise Tricolor, se deu bem e sobe na tabela.
O próximo compromisso é ainda mais difícil. O São Paulo enfrentará o Flamengo no domingo, no Maracanã no início do returno do Brasileirão. Para esta partida, Sabino poderá entrar no lugar de Tolói. De resto, a equipe da primeira etapa deve ser mantida.
Que Deus ilumine bem esse São Paulo.
Rafael: sem culpa nos gols. Partida “ok”. Nota: 6,0
Lucas Ramon: faltou profundidade ofensiva. Nota: 5,0
Arboleda: segundo tempo abaixo da crítica. Nota: 4,0
Osorio (Tolói): na roubada, fez o simples bem feito. Nota: 6,0
Wendell: também pouco efetivo no ataque. Nota: 5,0
Pablo Maia: responsável indireto pelo primeiro gol. Nota: 3,5
Bobadilla: parece não ter voltado da Copa. Nota: 4,0
Marcos Antônio: ótimo primeiro tempo. Sumido na segunda etapa. Nota: 6,5
Artur: gol de falta e correria. Podia ter sido mais acionado. Nota: 6,5
Calleri: uma grande chance, muita luta e só. Nota: 4,5
Luciano: centralizado atrás de Calleri, não rende. Nota: 4,0
André Silva, Victor Sá, Ferreirinha e Danielzinho: não conseguiram contribuir na segunda etapa. Pior: desconfiguraram o que estava bom.
Dorival Júnior: gostei da ideia do meio-campo mas a virada em cinco minutos deixou uma péssima impressão após muito tempo de treinamento no período da Copa. Com Ferreirinha, Arthur, Victor Sá, Luciano e André Silva o time se desconfigurou e perdeu o bom padrão do primeiro tempo.
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Há um grande impasse em relação a renovação de contrato do atacante Calleri. Uma reunião realizada nesta última segunda-feira, no CT da Barra Funda deixou as partes ainda mais distantes em relaçnao a um acordo.
Com contrato a ser encerrado no final do ano, Calleri quer ficar e o São Paulo quer a sua permanência, mas os valores pedidos pelo seu staff estão muito acima do que pretende pagar a diretoria Tricolor e o clube sabe que o argentino terá propostas em caso de saída.
Tive acesso aos números pedidos pelo staff de Calleri e, sem abrir valores, penso ser impossível o São Paulo chegar perto mesmo com todo o pacote benéfico que o argentino, capitão do elenco, ainda traz. Apesar de toda a identificação, Calleri completará 33 em setembro anos e um novo vínculo de três anos representaria um risco em relação a uma normal queda de rendimento do jogador.
Na situação que está, o clube não pode mais contar com medalhões no seu elenco e não me refiro somente a Calleri. Sei que isso é quase incompreensível para o torcedor mas o clube deve mais de um bilhão e não há neste momento perspectiva de solução de dívida.
Não tem XP, não tem Diego Fernandes e não tem investidor que esteja próximo do Tricolor neste momento e não dá para um futuro presidente herdar uma folha salarial maior que a atual. Lembrando que o São Paulo já renovou com Luciano e tem Lucas Moura na fila. Outro que deverá receber uma nova condição de vínculo.
Eu não renovaria com Calleri, mas o manteria até o final do ano dada a necessidade atual e, se tudo ocorrer bem no final do ano, prepararia uma despedida digna de sua passagem pelo Tricolor.
O mesmo torcedor que pediu a saída de Rui Costa por gestão temerária no futebol vai reconhecer que o clube precisa impor um limite aos seus grandes medalhões. O que é de Calleri a Calleri: que o clube assuma com os seus atrasados e se reinvente nos próximos duros anos.
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