Essa sexta-feira (16/01) é um verdadeiro dia “D” para a história do São Paulo. A partir das 18h30, o futuro do clube será traçado com a votação do impeachment do presidente Julio Casares, em reunião do Conselho Deliberativo no Morumbis, com conselheiros participando e votando de forma presencial e virtual.
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Atualmente, são 255 conselheiros no clube, com 254 aptos a votar. A votação é feita de forma secreta e caso não atinja 170 conselheiros, o processo é encerrado Julio Casares continua no cargo até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.
Este é o ponto de maior dúvida entre os conselheiros da oposição. Casares e aliados acreditam que o evento não contará com o mínimo de 191 votos totais e tentará esvaziar a reunião, portanto, a dúvida fica é se o quórum estará ou não completo.
Porém, a oposição trabalha com otimismo para chegar a este quórum. Muitos “ex-Casares” debandaram e até indicaram publicamente voto em favor do impeachment, lembrando que o voto é secreto e, em se tratando de “clube”, tudo pode acontecer. Mas há otimismo no prosseguimento da reunião.
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Em caso de aprovação do impeachment, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, é obrigado a convocar uma Assembleia Geral de sócios em até 30 dias.O vice-presidente Harry Massis assumiria a presidência até que os sócios chancelassem (ou não) a decisão. A maioria simples bastaria para que Julio Casares seja destituído definitivamente do cargo.
Caso os sócios não confirmem o desejo da maioria do Conselho Deliberativo, Julio Casares continuaria no cargo e se mantém na presidência até o fim de 2026. Porém, há um ponto favorável a saída do presidente: o torcedor sócio do clube se mobilizou nos últimos meses e é capaz de reunir votos para a definitiva saída de Casares.
Este para mim é o ponto principal de toda a história que originou esta data, desde o vazamento dos áudios até a liminar que impediu o voto apenas presencial e o quórum desejado por Ayres. O são-paulino de dentro do clube deu as caras. Conseguiu se mobilizar como poucas vezes na história e de fato tem feito a diferença nesta engrenagem complexa, de clube social, geralmente pautado em piscina, sauna, academia, campeonatos de society e quadras.
Quando há mais de vinte anos nós nos mobilizamos no Site Proibido e nas rodas de discussão perto do Mackenzie para apoiar Marcelo Portugal Gouvêa contra Paulo Amaral, o movimento foi semelhante. Sócios insatisfeitos, conselheiros de oposição e contato direto com o sócio e o próprio torcedor. Sem celular, sem instagram mas com muito gogó e raça.
Hoje a história é diferente, com a presença das redes sociais e um outro tipo de engajamento. Porém, fortes o suficiente para mais uma nova virada de chave nos rumos do São Paulo Futebol Clube. São movimentos como esses que realmente oxigenam a instituição.
Lembrando que uma só virada de chave não basta. Precisam várias chaves e vários movimentos mas, sem dúvida, essa primeira é a mais importante neste momento. É um aviso: o sócio e o torcedor do São Paulo não tolera mais mandos, desmandos, corrupção e esquemas.
Saudações Tricolores!
O torcedor acordou
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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