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Dani Alves dá sua opinião sobre os estilos de jogo de Diniz e Crespo

O meia Daniel Alves respondeu uma bateria de perguntas de seguidores em seu Instagram, no final de semana passado. Entre as perguntas, ele deu a sua opinião sobre diferenças e semelhanças de Hernán Crespo com seu antecessor, Fernando Diniz.

 

Para o capitão do São Paulo, não há tanta diferença entre os dois. “Os dois gostam de tratar bem a bola, os dois gostam de muita intensidade e os dois precisam de tempo para fazer uma equipe vencedora”. – respondeu ele a um seguidor são-paulino.

 

 

Já eu vejo algumas diferenças significativas no sistema de jogo e na saída de bola. Crespo modificou a formação dos jogadores algumas vezes nas quatro partidas oficiais que realizou. Já a saída de bola está menos ‘bitolada’ em relação a usada por Diniz.

 

Dani Alves, ao ser consultado, foi um dos maiores entusiastas da chegada de Diniz ao clube. O camisa dez Tricolor, juntamente com os líderes do elenco, deram aval a Raí para a contratação do ex-técnico, o que ocasionou atrito com o então coordenador de futebol Vágner Mancini.

 

Mancini, hoje dirigindo o Corinthians, estava praticamente certo no posto de treinador do São Paulo após o pedido de demissão de Cuca. A intervenção positiva do elenco a favor de Diniz foi determinante para a escolha.

 

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Veja como Crespo trabalha o elenco durante a paralisação do Estadual

A rotina da Barra Funda se alterou com a paralisação do Campeonato Paulista. Com folgas prolongadas e mais tempo para treinamento, Crespo e sua comissão técnica procuram fixar o sistema de jogo com três defensores junto ao elenco.

 

Além disso, o técnico argentino trabalha as alternâncias táticas que ajudaram o Defensa Y Justicia vencer a Sul Americana do ano passado. Variações de adversário para adversário e de situações de jogo, que fizeram com que o São Paulo se interessasse pelo trabalho e escolhesse Crespo para dirigir o Tricolor nesta temporada.

 

O retorno de Miranda facilita o entendimento tático defensivo. O veterano joga em todas as posições defensivas caso necessário e inicia nova jornada no clube que o consagrou como titular, ao lado de Bruno Alves e Arboleda. Crespo ainda possui Diego Costa, Léo, Rodrigo e Walce (este último voltando a trabalhar no gramado) mas ainda espera um novo zagueiro para fechar seu setor defensivo.

 

Orejuela e Reinaldo, com Igor Vinícios e Wellington como sombras, terão papel vital para o trabalho ofensivo. Os dois terão campo para mostrar suas melhores características. Todos trabalham a sincronia ataque com defesa, importante no sistema de três zagueiros. Serão atacantes que também precisam defender o patrimônio Tricolor.

 

A chegada de William, recém contratado e já treinando com o grupo, acirra a disputa de posições no meio-campo. O jogador iniciou a carreira como meia atacante pelos lados do campo mas foi recuando com o tempo e hoje ocupa a zona de campo que hoje é trabalhada por Dani Alves, Rodrigo Nestor e Tchê Tchê. Porém, suas características são diferentes dos demais. William é menos técnico e mais raçudo, lembrando um pouco Edenílson do Internacional de Porto Alegre. Em breve Liziero entra nessa disputa. O jogador está em fase final de transição e já treina no gramado.

 

Benítez, outro que chega para brigar por posição, treina com o grupo desde quinta-feira passada e tem sido testado na posição “1”, na frente dos volantes, com a função de municiar os atacantes e chegar na área. Em uma das formações utilizadas por Crespo nos coletivos, o argentino ex-Vasco atuou com Dani Alves e Rodrigo Nestor, formando uma linha muito técnica e ofensiva. Igor Gomes seria seu concorrente direto pela vaga e tem grande chance de voltar a boa fase do início no profissional com a nova comissão técnica.

 

De contrato renovado, Luan é peça importante de alternância tática, já utilizada duas vezes pelo técnico em situações de jogo. Recuado para a zaga, ele permite variação de jogo. Na última partida, em Novo Horizonte, Crespo o recuou para a entrada de Rojas quando a equipe precisava de mais volume e amplitude de campo.

 

Para nós, torcedores, a paralisação do campeonato é péssima mas ao menos para Crespo, recém chegado ao clube, ela é importante para os ajustes finos táticos e a integração dos novos contratados. Diferente de Fernando Diniz, o argentino joga de acordo com as características dos adversários que enfrenta e muda mais as formações táticas durante as partidas. Isso requer tempo e elenco.

 

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Lugano: “elenco de 2020 foi disparado o melhor do São Paulo na década”

Diego Lugano concedeu uma valiosa entrevista para o GE.com dias antes do empate do Tricolor diante do Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro de 2020. O hoje comentarista dos canais Disney falou da dificuldade da transição jogador/diretor, as gritantes diferenças entre o Morumbi e o CT da Barra Funda e assuntos do futebol Tricolor.

 

Sobre sua experiência como diretor, Lugano admitiu ser um mundo completamente diferente do que vivia no fechado convívio do futebol na Barra Funda. “As vezes na Barra Funda não se enxerga. Eu como jogador não enxergava.” – disse ele, se referindo a amplitude de situações que o clube enfrenta além do futebol. Lugano falou que como jogador, em 2017, queria “matar” o diretor financeiro por não cumprir com o pagamento dos bichos nas datas acordadas mas quando virou de lado entendeu que estava errado, enxergando somente o lado dos jogadores na época.

 

“É como se o São Paulo tivesse mundos diferentes: CT da Barra Funda, Morumbi e Cotia. Não há uma interação real. É difícil equilibrar esse relacionamento. Não é fácil. Como jogador achava que deveria ser mais fácil, mas não é na realidade.” – disse ele.

 

Foi interessante ouvir do ex-dirigente que, como jogador, ele tinha acesso a decisões e que no clube existia uma hierarquia a ser cumprida. Lugano tinha liberdade total para opinar mas não decidir. E que decisões no Morumbi são tomadas com influência direta política. “Por isso falo que o São Paulo tem muita política e a pressão se multiplica.” – concluiu.

 

Em um dos pontos mais interessantes, Lugano rechaçou qualquer desavença de Diego Aguirre, técnico e Nenê, capitão do time em 2018. Na época o torcedor apontava essa briga como ponto principal da derrocada do título no ano. “A verdade é que se adoram. Tanto que trabalharam juntos no Catar, e Nenê depois manteve relação com ele. Há gestos públicos que não significam o que seja internamente. Então ficou um pouco marcado por isso.” – disse Lugano.

 

O uruguaio afirmou saber da contratação de Fernando Diniz num evento de camarote no estádio e no início apoiou por saber que foi pedido por alguns atletas. “O fato de muitos jogadores terem pedido ou opinado, eu não achei ruim, não. Até achei bom, porque isso envolve mais, dá mais sentido de pertencimento, responsabilidade, mostra que a turma está dentro do que está acontecendo.”– disse.

 

Lugano acabou não acreditando no sucesso do treinador e chegou a falar com Diniz para mudar o estilo de jogo do time, em um encontro sem brigas ou discussões, diferente do propagado entre torcedores. “O São Paulo está na fila de coisas importantes. Nós, diretores, estamos com curto prazo para buscar um título. Nosso tempo estava vencendo.” disse o dirigente, afirmando que o elenco de 2020 foi disparado o melhor que viu desde 2015, quando voltou ao clube.

 

Lugano mais uma vez afirmou a complexidade que é governar um clube tão complexo. “Muito maior e mais complexo do que imaginava. Muita gente capaz no Morumbi, marketing, finanças, institucional, clube, social, contratual, e tudo depende da bola entrar ou não entrar. O Leco mudou estatuto, fez coisas muito boas, mas se a bola não entra tudo está mal. É complexo pra c…. Muita gente participando e fazendo coisas boas para o clube em várias áreas, e quando a bola não entrava, parecia que tudo estava mal.” – disse ele ao GE.com

 

“O elenco de 2020 foi muito bom. Claro, não teve a sorte de ser campeão. Futebol no fim das contas é isso. A bola entrar ou não.” – disse Lugano, se referindo a temporada passada.

 

Achei a entrevista muito bacana. Sincero como sempre, Lugano abordou pontos importantes que talvez façam com que o torcedor entenda a amplitude do clube, as decisões diferentes do futebol e da política, além de assuntos pontuais como Aguirre e Carneiro. Trabalhar no clube é muito complexo. Você tem opinião mas a hierarquia e a guerra de influências comanda as decisões. Vale ler a entrevista completa!

 

Veja a entrevista completa aqui.

 

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Sem drama: todo clube tem razão em pedir imagens das decisões do VAR!

O São Paulo pediu à CBF a apresentação das imagens utilizadas pelo VAR no Castelão para validar o primeiro gol do Fortaleza. Na partida, o impedimento foi marcado mas, depois da intervenção do árbitro vídeo, o gol acabou validado.

 

A atitude da diretoria Tricolor incomodou muitos torcedores rivais e provoca discussão nas redes sociais. Para mim, o questionamento do São Paulo é correto pois não existe interpretação em lances como impedimento. Ou o jogador está impedido ou não está. Por isso defendo que as imagens desta natureza sejam congeladas, analisadas e expostas pelo VAR para as emissoras, de preferência instantes depois do acontecido. Os clubes, a imprensa e os torcedores tem direito de entender a decisão por meio da tecnologia. Preto no branco.

 

O mesmo vale para lances como a bola ultrapassar ou não a linha do gol. Não existe “meio gol”. Ou é ou não é. No caso do gol do São Paulo diante do Goiás,  as imagens do VAR no lance não foram conclusivas em relação a bola ter ultrapassado ou não a linha, por isso a decisão de dentro de campo prevaleceu e o gol foi validado. Já no caso do Jogo no Castelão, a decisão do auxiliar foi alterada sem que a imagem congelada no momento do lançamento fosse exposta. Esse é o ponto da discussão. Se a decisão foi alterada pelo VAR, é preciso ser revelado o porquê técnico para todos os clubes envolvidos no Brasileirão. Afinal, isso poderá acontecer com qualquer clube.

 

E outra: o Tricolor fez bem em questionar a decisão mesmo ganhando a partida pois tem o direito de ver porque a decisão mudou. Vale lembrar que o mesmo São Paulo foi prejudicado em um lance técnico na sua última derrota no Campeonato Brasileiro. Em Belo Horizonte um tento seu foi anulado erroneamente pelo VAR. O erro foi admitido dias depois por Leonardo Gaciba, diretor de arbitragem da CBF e a validação do gol poderia ter alterado o jogo e aquele resultado.

 

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Sem queimar etapas, Galeano brilha na base e se prepara para o profissional!

O atacante paraguaio Antonio Galeano vem mostrando talento e faro de gols nesta temporada. Com dez gols em quatorze jogos, média de 0,7 gols por jogo, o jovem lidera com folga a artilharia do clube.

 

Diferente de anos passados, o São Paulo incorporou o jovem em alguns treinos mas não o antecipou para o elenco profissional. Brenner e Helinho, promovidos aos 17 anos, sentiram o peso do diferente dia a dia de treinos e jogos e não renderam. Brenner está agora mostrando futebol e Helinho ainda precisa provar o talento que o diferenciou na base. Dois exemplos que podem servir para a prudência no caso de Galeano.

 

Porém, mesmo sem queimar etapas o atacante vem pedindo passagem com ótimo aproveitamento e calibre pesado. Se continuar neste ritmo, certamente será comprado no final do ano e ingressará de vez o elenco profissional, talvez após mais uma participação na Copinha 2021.

 

De olho no paraguaio!

 

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