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OPINIÃO São Paulo 0x1 Athletico PR

Opinião da partida:

 

Mais uma derrota em casa em mais um tormento pontual para o já cabisbaixo torcedor do São Paulo Futebol Clube. Desta vez, as circunstâncias foram diferentes do jogo passado: o adversário, apesar de desfalcado, é um dos melhores do Brasil e jogava deixando jogar, o que tornou a partida bem mais movimentada que a da quinta passada. Apesar dos crônicos erros de finalização, o São Paulo teve algumas oportunidades no primeiro tempo, mas parou no goleiro Santos, futuramente eleito o craque da partida. Já na segunda etapa, o jogo caiu muito e com ele o obrigatório ímpeto de mandante que deveria ser do Tricolor. No apagar das luzes, uma infelicidade do nosso goleiro determinou a derrota do clube em “modo banana”, termo criado pelo jornalista Mauro Cezar Pereira, para classificar o Flamengo de anos atrás. Um time sem convicção, sem pulso firme e sem alternativas em campo. Entregamos mais uma vez a vaga ao Grêmio e corremos o risco de ver outros adversários (oscilantes, sim) nos ultrapassarem. Parabéns aos envolvidos!

 

Nota dos personagens em campo:

 

Tiago Volpi – Falha feia na única bola real do CAP ao gol. Ele não merecia a fatalidade e é um dos únicos jogadores do elenco que corresponderam no ano, tanto é que deve ser comprado em 2020. Nota: 3,0

Dani Alves – Quando estava no meio, diziam que era o maior lateral do mundo jogando medianamente como meia. Hoje, como lateral, vive uma das piores fases desde que surgiu no Bahia. Para mim, o pior é ele não se apresentar na linha de fundo para criar jogadas com Antony. Nota: 4,0

Bruno Alves – Apesar da derrota, não sai com a imagem arranhada no ano. É outro que correspondeu na temporada. Poucos altos e baixos. Nota: 5,5

Arboleda – Apresentou algumas falhas no início mas, no geral, o CAP não se mostrou perigoso nos contra-ataques. Está vivendo uma fase ruim. Nota: 5,5

Reinaldo – Se mostrou pouco no ataque mas foi bem defensivamente. O excesso de brio lhe custou mais um cartão amarelo por reclamação. Pelo menos se importa em cobrar e xingar dentro de campo. Nota: 5,5

Jucilei – Um dos melhores no primeiro tempo, com boa saída de bola e cobertura da zaga. Saiu por questão tática, para que a equipe pudesse jogar mais para frente. Nota: 5,0

Tchê Tchê – Péssimo momento no ano. Como segundo volante, pouco chegou a área adversária, algo essencial no futebol de hoje. Na segunda etapa jogou como primeiro volante. Nota: 4,5

Igor Gomes – Foi o melhor do São Paulo no primeiro tempo mas assustou a forma como caiu de produção na segunda etapa. Sumiu em campo no segundo tempo. Nota: 5,5

Vitor Bueno – Partida fraca, diferente das suas últimas apresentações, aceitáveis no ataque Tricolor. Não se mostrou como boa alternativa no lado esquerdo. Nota: 4,5

Pablo – Outro que vive um calvário próprio no Morumbi. Teve chance de ouro para abrir o placar no primeiro tempo mas parou no goleiro Santos. Isolado no ataque, pouco ajudou. Precisa de alguém para jogar ao seu lado pois não é exatamente um centroavante de área. Nota: 4,5

Antony – Novamente o menos pior da equipe e ainda acho que deveria jogar mais próximo de Pablo, que não é um centroavante de área e sim um atacante central que precisa de gente para tocar e tabelar. Mesmo sem muita ajuda, Antony foi o responsável pelas melhores jogadas do São Paulo no lado direito. Nota: 6,0

 

Hernanes, Gabriel Sara e Raniel – Mais do mesmo, sem mudar o cenário do jogo. Nota: 5,0

 

Fernando Diniz – Para mim, a falta de gols na temporada tem a ver diretamente com o esquema de jogo. Que tal um 4-4-2, com Antony e Pablo, com Dani Alves sendo o quarto homem do meio pela direita e Juanfran ou Igor Vinicius na lateral? É apenas uma sugestão. Vejo os jogadores distantes, sem criatividade e sem ajudar o ataque. A fórmula tá gasta e anda irritando quem assiste. Nota: 4,0

 

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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!

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Estou cansado de time amarelão!

Mais que o mau resultado, mais que a falta de pontaria, mais que os erros defensivos que determinaram a derrota: o que mais me doeu na vergonhosa apresentação do São Paulo diante do Fluminense foi o conformismo do grupo de jogadores diante do catastrófico cenário.

 

Conformismo este visto com regularidade nos últimos anos do clube. Alguns canais de TV e Internet exemplificaram bem a apatia geral em um determinado momento do jogo. O São Paulo ficou seis minutos sem tocar na bola, assistindo o Fluminense ditar o jogo em pleno Morumbi. Em pleno Morumbi, sem nenhuma reação dos donos da casa.

 

Nenhum jogador teve a atitude de encerrar esta lamentável cena que fez muito torcedor se revoltar nas arquibancadas e outros setores do estádio. Não esperava nenhuma agressão dos jogadores do Tricolor, mas sim vergonha na cara. Situação que Hernanes disse ser humilhante nos microfones.

 

Perder lutando, se entregando em campo, é o mínimo que os jogadores do São Paulo devem oferecer para o seu torcedor. Estamos cansados de saber que a gestão está horripilante e, até o final do mandato de Leco, a situação não deverá alterar, mas coragem e atitude são adjetivos que um grupo de jogadores que pretende ser vencedor deve ter em seu sangue, independentemente de política ou administração.

 

Quantos clubes são mal geridos ou podres politicamente e dentro de campo possuem elencos com atitude vencedora? Muitos. Por isso, elenco do São Paulo Futebol Clube: esperamos atitude e inconformismo de vocês nos noventa e poucos minutos que estiverem dentro de campo. Lembrem-se que vocês estão no clube mais vencedor do Brasil e são muito bem pagos para representar este manto sagrado.

 

Enquanto os verdadeiros culpados dessa situação permanecem nas suas cadeiras, o recado vai para vocês, atletas: não joguem fora mais uma vaga direta para a Libertadores, como aconteceu em 2018. Não estraguem ainda mais o já tão conturbado momento político e financeiro do Tricolor. Dentro de campo, a atitude deve ser de vocês. São vocês que receberão (ou não) o resultado dentro de campo.

 

Ouçam a voz das arquibancadas do Morumbi: estamos cansados de time amarelão!

 

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OPINIÃO São Paulo 0x2 Fluminense

Opinião da partida:

 

O que vimos na noite desta última quinta-feira no Morumbi foi mais uma traição a fé e devoção do torcedor são-paulino. É como se tivéssemos namorado uma menina ou um rapaz por anos, desde a adolescência, e fôssemos abandonados no dia do casamento, dentro da igreja, com a aliança na mão. Depois de um bom resultado, com três gols em Chapecó o que se viu mais uma vez no Cícero Pompeu de Toledo foi uma equipe estéril e desequilibrada, principalmente após os dois gols do ainda desesperado porém organizado e determinado adversário. Dizem que foi a melhor partida de Fernando Diniz… no comando do Fluminense! O São Paulo jogou muito mal coletivamente, com adendo de um sórdido detalhe: no segundo tempo, nos piores minutos da equipe em campo, tivemos a ‘escalação da torcida’, com Hernanes, Pato, Dani Alves e Pablo. Um desastre. A busca da vaga direta ainda é possível mas assistindo São Paulo e Grêmio, o adversário mais direto a vaga, vejo o mesmo filme do ano passado: recuperação dos gaúchos e pré-Liberta ao Tricolor. Parece continuação de Sexta-Feira 13, Halloween, Hora do Pesadelo… este último filme, o mais apropriado para os próximos jogos do Tricolor. Parabéns a todos os envolvidos!

 

Nota dos personagens em campo:

 

Tiago Volpi – Alguns torcedores viram falha dele no primeiro gol carioca. Eu vi falha de Arboleda mas obviamente Volpi poderia ter se antecipado no lance, já que era bola parada. Nota: 5,5

Dani Alves – Se em Chapecó foi diretamente responsável pelo resultado, com uma assistência de bola parada no início da partida, nesta noite no Morumbi o primeiro gol foi diretamente culpa sua. Dono da falta que originou o primeiro tento do Flu, teve atuação decepcionante para seu tamanho no futebol. Nota: 3,0

Bruno Alves – A defesa hoje foi um terror. Perdido no segundo gol do Flu. Nota: 4,5

Arboleda – Depois da redenção em Chapecó, outro desastre. Falha nos gols do Fluminense. Nota: 3,0

Reinaldo – Assim como todo o time, sucumbiu após os gols e não conseguiu transformar boas subidas na esquerda em lances de perigo para a área do Fluminense. Nota: 4,0

Jucilei – O desastre no placar ocasionou a sua saída para a entrada de Hernanes. Partida regular. Nota: 5,0

Tchê Tchê – Mais uma vez uma porcaria na transição do meio-campo. Na segunda etapa foi recuado para que o São Paulo tivesse mais ímpeto ofensivo. Nota: 4,0

Liziero – A surpresa no meio-campo, não jogou mal mas está longe de ser o criativo que dá dinâmica no meio-campo deste São Paulo. Substituído no intervalo. Nota: 5,0

Vitor Bueno – O time todo foi mal e isso derrubou todos os jogadores, inclusive ele que estava cada dia mais se firmando na posição. Nota: 4,5

Pablo – Joga muito sozinho no ataque e não tem exatamente o perfil de bla aérea, muitas vezes a tônica das jogadas dos extremos da equipe. Precisa de um companheiro mais próximo a ele. Nota: 4,5

Antony – O menos pior da equipe. Pelo menos tentou alguns chutes a gol e, num deles ainda com o 0x0 no primeiro tempo, obrigou o irmão do Alisson e fazer uma senhora defesa. Ainda acho que joga longe da área. Seu jogo é mais no chão e ele está toda hora cortando e cruzando. Perde quase toda a sua característica. Será que ninguém no clube vê isso? Nota: 5,5

 

Hernanes – Pouquíssimo. Nota: 4,5

Alexandre Pato – Pouquíssimo. Nota: 4,5

Juanfran – Sua entrada liberou Dani Alves para a criação, sem resultado. Nota: 5,0

 

Fernando Diniz – Mesmo com o problema ofensivo de sempre, o time até estava fazendo uma partida mais ou menos, tentando chutes de longa distância e não dando chances ao adversário mas, numa bola parada e num contra-ataque, o castelo assustadoramente ruiu. Partida vexatória, sim. Não dá para perder desse jeito, com jogadores sem inspiração, sem determinação e sem sujar o calção no úmido gramado do Morumbi. Nota: 4,0

 

 

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Glória! Pablo está de volta…

O atacante Pablo será uma das surpresas para a próxima quinta-feira. O Tricolor enfrentará o Fluminense às 19h30, no Morumbi e a tendência é o centroavante ser novamente relacionado após liberação completa do departamento médico do clube.

 

Glória a Deus! Pablo precisa terminar o ano de bem com a torcida e se preparar muito para que 2020 seja completamente diferente deste ano. Grande contratação para 2019, o jogador infelizmente conviveu com muitas lesões e interrompeu a ótima fase que vinha desde os tempos de Athlético Paranaense.

 

A entrada de Pablo como referência no ataque também beneficiaria outro jogador, em baixa com o torcedor. Ele colocaria Alexandre Pato em sua posição preferencial, na lateral do campo. Pato vem sendo criticado pelas fracas atuações como centroavante e poderá melhorar o rendimento onde se sente melhor, dentro de campo.

 

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Contrato com nova empresa de ST não prevê indenização por eventual fracasso

Um dos contratos postos em votação na última reunião do Conselho Deliberativo na última segunda-feira tratou do acordo com a nova empresa de gestão de Sócio Torcedor do clube. Barrado por 60 entre 110 conselheiros presentes, ele foi o estopim de mais uma tumultuada noite no Morumbi.

 

Segundo o Globoesporte.com, o principal ponto da discórdia foi a cláusula de rescisão de R$ 1,5 milhão estipulada pela FENG (Fan Engagement Marketing e Inteligência Ltda), empresa escolhida pelos diretores. Porém, tive acesso a uma outra cláusula discutida entre os presentes e, para mim, ela tem o conteúdo ainda mais temerário que a de rescisão. Segue ela:

 

Do objeto : 2.9 – “O presente contrato não estabelece qualquer garantia de êxito, lucro e/ou resultado ao SPFC, tampouco constitui qualquer direito de indenização pela FENG em virtude de não atingimento de meta e/ou expectativas de performance.” diz um dos termos do contrato.

 

Em outras palavras, o contrato diz que a empresa contratada será indenizada em caso de não cumprimento das responsabilidades do clube mas não se responsabilizará por eventual fracasso na execução do novo projeto. Um acordo ‘leonino’, na minha opinião. Se estamos pensando em profissionalizar o clube, não podemos aceitar este tipo de relação entre contratante e contratado. Se a meta não for atingida por negligência ou incompetência da FENG é claro que ela deveria ser responsabilizada pelo fracasso, assim como poderia ser contemplada com um lucro maior que o previsto, o chamado “bônus” por meta atingida. Se no mercado a coisa funciona assim, por que nos clubes ou no São Paulo seria diferente?

 

Os conselheiros estão certos em, no mínimo, questionar este tipo de acordo e os diretores tem a obrigação de responder por que o contrato foi criado nestes moldes. Porém, isso não aconteceu na reunião de segunda-feira e quem perde, mais uma vez, é a instituição. O atual programa de Sócio é falho e repleto de inadimplentes e, pelo cenário apresentado, não há expectativa de novidades.

 

Segundo notícia do conselheiro Newton Ferreira em seu Whatsapp, o contrato referente a consultoria do Sócio Torcedor não foi aprovado e retornou ao departamento de Marketing do clube, para renegociação de termos.

 

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