O São Paulo Futebol Clube atravessa mais um período de grande turbulência dentro e fora de campo. Se, nas quatro linhas, a equipe de Roger Machado ainda deixa sérias dúvidas no torcedor — apesar de se manter em boas posições no Brasileirão, na Sul-Americana e na Copa do Brasil —, fora delas os bastidores políticos seguem em ebulição.
Na noite da última quinta-feira, uma reunião do Conselho Deliberativo no Salão Nobre voltou a expor divisões internas. A pauta central envolvia processos disciplinares, com a possível suspensão dos conselheiros Vinicius Pinotti e Fábio Mariz. O motivo: a forma como ambos atuaram no caso do camarote irregular e no esquema de venda de ingressos para shows no Morumbis.
Nos bastidores, o relato é de um debate acalorado, com questionamentos amplos sobre a gestão atual e decisões recentes do presidente Harry Massis. Enquanto parte dos conselheiros demonstrava preocupação com a imagem e a condução administrativa do clube, outros optavam por intensificar ainda mais o conflito.
É natural: trata-se de um ano eleitoral. A reunião acabou sendo mais política do que administrativa. Em outras palavras, não girou apenas em torno de disciplina, mas, sobretudo, de disputa por poder.
Diferentemente de outros ciclos eleitorais, o clube hoje se encontra mais fragmentado, com disputas pulverizadas entre diversos grupos. A ideia de unidade política saiu ainda mais enfraquecida após essa reunião — e é ilusório acreditar que esse cenário não afetará o futebol no curto prazo.
Fica aqui um alerta ao são-paulino: não se engane. Tudo o que for dito fora das quatro linhas carregará, inevitavelmente, um viés político — e não técnico. Conselheiros atuarão de acordo com seus grupos e interesses, sejam eles políticos ou de outra natureza.
O período eleitoral no São Paulo sempre foi marcado por disputas intensas, mas este ano promete ir além, impulsionado pela divisão interna, pela vaidade em ebulição, pela saída de figuras relevantes e pela ausência de sucessores à altura da história do clube.
Por isso — e por outros motivos — eu, Daniel Perrone, nunca me tornei e não pretendo me tornar sócio. Se o futebol do São Paulo conseguir atravessar esse cenário de disputa de poder sem grandes sequelas, já será, por si só, uma vitória.
Estará “pago”.
Protestos na porta do CT!
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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