O São Paulo vive um dos anos mais turbulentos com relação ao seu departamento médico. Com desfalques que vão desde estiramentos e contraturas até a embolia pulmonar e alteração cardíaca, o departamento e o Reffis recebem semanalmente diversos atletas para tratamento.
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De acordo com o levantamento do ge, do atual elenco, que hoje conta com 33 jogadores, 24 deles já tiveram ao menos uma passagem pelo departamento médico em 2025. O número de pacientes equivale a 72,7% do atual elenco.
Os três últimos nomes na lista são Lucas Moura, velho paciente, desta vez acusando novas dores no joelho, o zagueiro Arboleda, com uma lesão muscular e o lateral Enzo Díaz, que foi a Argentina realizar uma cirurgia de hérnia inguinal.
Os únicos atletas do elenco Tricolor que não visitaram o DM neste ano são o goleiro Rafael, o zagueiro Sabino, os laterais Patryck Lanza e Maílton, os volantes Bobadilla e Negrucci e os atacantes Luciano, Rigoni e Tapia.
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Recentemente, o coordenador de futebol Muricy Ramalho contou que quando ele assumiu o cargo no início da gestão Casares, o CT estava em condições quase precárias: com instalações antigas, aparelhos ultrapassados e até sem a piscina para a recuperação dos atletas. Muricy contou que hoje os equipamentos existentes são de ponta e o CT está totalmente reformado.
Se não são os equipamentos, se não são as instalações, então o que faz o São Paulo ter contabilizados sessenta e cinco lesões no ano? Os números assustam qualquer um. Apenas o Grêmio teve mais cirurgias realizadas que o São Paulo na temporada.
Sim, ao meu ver o planejamento do elenco para este ano falhou miseravelmente com a diminuição do elenco e a venda desenfreada dos jovens da base mas, sem a menor sombra de dúvidas, os maiores vilões do clube em 2025 foram as lesões.
O clube promete avaliar o setor após finalizar a temporada. Estaremos de olho.
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O São Paulo vive um grande dilema de saúde e performance, em especial nesta temporada. Já não bastassem as constantes lesões vividas pelo elenco neste ano, o clube “ganhou” mais cinco jogadores com problemas clínicos durante os treinos da parada da Data Fifa.
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São eles Oscar (lesão na panturrilha esquerda), Cédric (fratura no dedão do pé direito), Enzo Diaz (dores no quadril), o goleiro reserva Leandro e o centroavante Dinneno (dores no joelho). Wendel, o lateral reserva de Enzo, sofreu uma lesão de fascite plantar no jogo diante do Grêmio e só retorna em 2026.
Felipe Marques, coordenador de saúde do São Paulo e futuro líder do DM e outros departamentos, disse que é injusto cobrar de um departamento médico a culpa pelas lesões. Em entrevista ao ge, o profissional afirmou que o que deve ser exigido é um bom tempo de recuperação e a não repetição do caso no mesmo atleta.
“É injusto cobrar: “o departamento médico machuca jogador”. O departamento médico tem de ter cobrado pela sua métrica, que é tempo de afastamento. Tempo de afastamento por mil horas, quando isso começa a aumentar, eu tenho de chegar: “Doutor, o que está acontecendo que eles estão demorando? Ou pela taxa de recidiva, que é o atleta está batendo e voltando.”
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“Aí ele tem de ser cobrado, não cobrado negativamente de forma ofensiva ou ameaçadora, mas para entender o que está acontecendo. Da mesma forma o departamento de preparação e fisiologia, deve ser cobrado pela incidência. Por que está machucando mais? “Olha, nós tivemos 30% mais lesões em treino, o que está acontecendo? (exemplo) Aí cabe num caso assim o coordenador fazer essa ingerência para saber o que está acontecendo e como os setores estão funcionando.” – explicou Felipe ao ge durante o “Sport Integrity & Innovation Summit” no último fim de semana, no Morumbi.
O fisioterapeuta apresentou dados que apontam que o número de lesões do São Paulo durante as partidas é superior à média estabelecida pela Uefa como padrão mas que, nos treinos do Tricolor, o número das lesões é bem inferior a média.
“Dá para melhorar? Podemos. A gente deve diminuir as lesões em jogos. Por isso, estamos analisando e observando” – explicou Felipe ao ge.
Ainda segundo ele, o número absoluto de jogadores lesionados não deve ser usado como métrica comparativa entre clubes, já que cada elenco é submetido a um número de jogos ou treinos na temporada.
Morumbi Zero é solução?
Veja o que pensa o Semana Tricolor:
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O ex-atacante e ídolo são-paulino Müller repetiu o que tem feito ultimamente nas participações na TV Gazeta e em suas redes sociais mais uma vez disparou contra um jogador do São Paulo. O alvo desta vez é Oscar.
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Na participação no programa “Gazeta Esportiva”, da TV Gazeta, do último dia 29, o hoje comentarista esportivo comentou as frequentes lesões que o camisa oito do Tricolor vem sofrendo ao longo de 2025 e comparou seu desempenho ao do colombiano James Rodríguez, outra grande decepção no clube.
“Ele (o Oscar) nem deveria ter vindo. Ganha R$ 2 milhões por mês para ficar no departamento médico. Não joga. Qual é a diferença dele para o James Rodríguez? O James estava disponível. Era o treinador que não utilizava… (Oscar) Parece jogador de vidro. Qualquer coisa machuca” – disparou Muller durante o programa.
A ausência incomoda grande parte da torcida, se não for a totalidade. Oscar não entra em campo desde julho, pois se recupera de fratura em três vértebras lombares. Segundo Crespo, o meia está recuperado, mas ainda não tem condições de enfrentar os embates físicos dos jogos do Brasileirão.
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Crespo abriu o jogo em relação ao aproveitamento do jogador na coletiva da derrota do clube diante do Ceará, no último dia 29 de setembro. Segundo o departamento médico do Tricolor, a expectativa é de retorno após a Data Fifa de outubro.
“A verdade é que ele está fora há dois meses e meio, com uma lesão muito grave e ele está voltando aos treinamentos. Uma lesão grave que o atrapalha para caminhar, respirar e agora está voltando aos poucos, com menos contato. E eu quero ter calma com ele, porque quero tê-lo por muito tempo, e aqui não tem super-heróis” – afirmou Crespo durante a coletiva.
Até lá, muita especulação ainda rolará. E muita crítica também.
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