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Fantasma de 2025 volta a assombrar o CT da Barra Funda. De quem é a culpa?

Fantasma de 2025 volta a assombrar o CT da Barra Funda. De quem é a culpa?

As bruxas estão novamente à solta no CT da Barra Funda. O São Paulo Futebol Clube voltou a conviver com um fantasma aterrorizante que o assombrou no ano passado: as lesões no elenco.

 

Sem ainda poder contar com Marcos Antônio, lesionado durante o jogo diante do O’Higgins pela Sul-Americana, e Pablo Maia, que sofreu fraturas no rosto, o São Paulo ganhou mais três jogadores no Reffis.

 

O primeiro deles é um caso muito triste. Após ser liberado para jogo depois de se recuperar de uma fratura em duas costelas, Lucas Moura voltará ao CT por conta de uma lesão no tendão de Aquiles, que o afastará dos gramados por 8 a 12 meses. O meia está fora da temporada.

 

As outras duas situações são de atletas do sistema defensivo. Lucas Ramon saiu de campo, em Bragança Paulista, com uma lesão muscular na panturrilha esquerda, enquanto o zagueiro Alan Franco — que permaneceu em campo até o fim do jogo por não haver mais substituições — apresentou um estiramento no músculo adutor da perna direita.

 

Apesar de as lesões de Lucas Ramon e Alan Franco não serem consideradas graves, ambos devem ser desfalques no Majestoso do próximo domingo, em Itaquera.

 

Antes do clássico, o compromisso é fora de casa, novamente diante do O’Higgins. Rafael Tolói, com dores na panturrilha, ainda é dúvida para o fim de semana e não deve viajar ao Chile, visando uma recuperação completa.

 

Opinião

A volta das lesões abre um debate pertinente entre os torcedores. Será que a responsabilidade é do novo preparador físico, Paulo Paixão? Ou a sequência mais apertada de jogos antes da Copa “minou” fisicamente os jogadores em abril? Até que ponto a palavra “fatalidade” se aplica aos casos?

 

A resposta parece passar por um pouco de cada fator. A chegada de Paulo Paixão ao lado de Roger Machado representa, no mínimo, uma nova metodologia de treinamento para o elenco. A alta concentração de jogos também contribui para o aumento das lesões, e é evidente que o elenco não suporta tantas competições simultaneamente. E, por fim, há a fatalidade — afinal, será que apenas o São Paulo sofre com esse problema no futebol brasileiro?

 

A verdade é que o São Paulo, mesmo diante de adversidades culposas ou não, ainda ostenta bons números no Brasileirão e na Sul-Americana, além de ter saído na frente no confronto de ida da Copa do Brasil. Mais do que isso: atravessar a temporada sem sustos no Campeonato Brasileiro, em ano de eleição, já pode ser considerado uma conquista.

 

Semana Tricolor: 04 de maio

 

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Coordenador de saúde do São Paulo diz que é injusto falar que o DM machuca jogador

Coordenador de saúde do São Paulo diz que é injusto falar que o DM machuca jogador

O São Paulo vive um grande dilema de saúde e performance, em especial nesta temporada. Já não bastassem as constantes lesões vividas pelo elenco neste ano, o clube “ganhou” mais cinco jogadores com problemas clínicos durante os treinos da parada da Data Fifa.
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São eles Oscar (lesão na panturrilha esquerda), Cédric (fratura no dedão do pé direito), Enzo Diaz (dores no quadril), o goleiro reserva Leandro e o centroavante Dinneno (dores no joelho). Wendel, o lateral reserva de Enzo, sofreu uma lesão de fascite plantar no jogo diante do Grêmio e só retorna em 2026.

 

Felipe Marques, coordenador de saúde do São Paulo e futuro líder do DM e outros departamentos, disse que é injusto cobrar de um departamento médico a culpa pelas lesões. Em entrevista ao ge, o profissional afirmou que o que deve ser exigido é um bom tempo de recuperação e a não repetição do caso no mesmo atleta.

 

“É injusto cobrar: “o departamento médico machuca jogador”. O departamento médico tem de ter cobrado pela sua métrica, que é tempo de afastamento. Tempo de afastamento por mil horas, quando isso começa a aumentar, eu tenho de chegar: “Doutor, o que está acontecendo que eles estão demorando? Ou pela taxa de recidiva, que é o atleta está batendo e voltando.”
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“Aí ele tem de ser cobrado, não cobrado negativamente de forma ofensiva ou ameaçadora, mas para entender o que está acontecendo. Da mesma forma o departamento de preparação e fisiologia, deve ser cobrado pela incidência. Por que está machucando mais? “Olha, nós tivemos 30% mais lesões em treino, o que está acontecendo? (exemplo) Aí cabe num caso assim o coordenador fazer essa ingerência para saber o que está acontecendo e como os setores estão funcionando.”
– explicou Felipe ao ge durante o “Sport Integrity & Innovation Summit” no último fim de semana, no Morumbi.

 

O fisioterapeuta apresentou dados que apontam que o número de lesões do São Paulo durante as partidas é superior à média estabelecida pela Uefa como padrão mas que, nos treinos do Tricolor, o número das lesões é bem inferior a média.

 

“Dá para melhorar? Podemos. A gente deve diminuir as lesões em jogos. Por isso, estamos analisando e observando” – explicou Felipe ao ge.

 

Ainda segundo ele, o número absoluto de jogadores lesionados não deve ser usado como métrica comparativa entre clubes, já que cada elenco é submetido a um número de jogos ou treinos na temporada.

 

Veja a matéria completa aqui.

 

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