Julio Casares concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira a tarde no CT da Barra Funda. Entre outros assuntos, o presidente do São Paulo falou sobre mudanças na estrutura do futebol, diz contar com Crespo no processo e comentou as duras falas de Luiz Gustavo após o vexame no Maracanã.
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Visivelmente abatido, o presidente justificou sua ausência no Maracanã (compromissos com o próprio São Paulo para obter recursos para o elenco no ano que vem) e assumiu erros que considera coletivos. “Estou aqui hoje muito triste, momento desastroso no jogo de ontem. As mudanças foram necessárias. Nos estávamos prevendo mudanças após o final do Brasileirão e tivemos que antecipar o processo da vinda do CEO, ele esta aqui exatamente pra apoiar a profissionalização.” – disse Casares no início da entrevista.
O presidente comentou a saída do diretor de futebol, Carlos Belmonte, e dos adjuntos Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi, o “Chapecó”. O mandatário negou qualquer atrito pessoal ou profissional com todos os que entregaram o cargo e disse ter falado com Belmonte nesta manhã. O ex-diretor foi ao CT para se despedir dos profissionais e do elenco. “Em cinco anos não tivemos problemas. Em nenhum momento foi colocada em dúvida. Hoje é necessário.” – disse Casares
Casares confirmou Rui Costa e Muricy Ramalho no comando do futebol para 2026 e maior participação de Marcio Carlomagno no processo profissional. “Não teremos nenhum conselheiro (no departamento de futebol). O futebol será tocado por profissionais. Rui Costa e Muricy. Ele (Marcio Carlomagno) não assume como diretor de futebol. Em qualquer empresa, o CEO é o chefe de todos” – comentou Julio Casares
Crespo é peça-chave no planejamento do São Paulo para 2026. Casares disse que espera contar com o treinador na próxima temporada. “Acredito que temos um caminho (para a permanência do Crespo), até porque o Crespo está participando de todo o planejamento de 2026. A expectativa é que ele fique” – falou Casares
Casares vê com naturalidade a frustração de Luiz Gustavo, num momento de maior emoção que foi o final da partida. O presidente revelou que a conversa de Rui Costa com o volante jea ocorreu. “Hoje o Rui atendeu ele, conversou com ele. É uma conversa interna. Quando fala que nada acontece por acaso, você olha e vê 15 lesionados, vê muitas dificuldades. Eu entendo que essa falta de condição competitiva também se deu por excesso de lesões. Não é normal.” – citou Casares
Coletivas como essa deveriam acontecer periodicamente. Com elas, há uma pressão natural para que os processos necessários do clube sejam acelerados. Pressão da torcida, da imprensa, dos correligionários, da oposição do clube, dos influenciadores…. Esse conjunto de fatores é necessário para que o clube evolua.
Bem ou mal, hoje o futebol do São Paulo está tocado por gente que não é ligada a um grupo político no clube. Foi uma mudança acelerada pela pressão conjunta de toda a coletividade Tricolor e também pela tragédia que foi essa última quinta-feira.
Por mais coletivas como essa.
Essa é a pressão que, contínua, funciona.
“Crespo não é fraco mas…”
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Não é apenas o técnico Hernán Crespo que está “preparado” para um ano de 2026 difícil no São Paulo. Muricy Ramalho, coordenador de futebol do clube, também acredita que o ano que vem seja um ano ainda mais complicado no aspecto financeiro e que deve impactar nos resultados esportivos do clube.
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Em entrevista à TMC Sports, o ex-técnico vencedor de três brasileiros na década de 2000 explicou que o clube terá que fazer “coisas diferentes” para tentar reforçar o time, com ciência de Julio Casares.
“Já fizemos reuniões. No futebol não dá pra esperar acontecer, temos que sair antes. O que mais pega é a parte financeira. O ano que vem vai ser muito mais duro, muito mais difícil que esse ano, vamos ter que fazer coisas diferentes pra tentar reforçar o time, nosso presidente sabe disso. Vamos fazer o possível” – disse Muricy para a TMC Sports.
Segundo o coordenador, o São Paulo já definiu o perfil de atletas que quer para o elenco. Segundo ele, a força física será o principal atributo das buscas do clube.
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“Hoje em dia o futebol requer muita força física, jogadores que se entregam o tempo todo… o futebol mudou completamente e o físico é fundamental. Ano que vem a gente tem que se fortalecer, o Brasileirão começa muito cedo e a gente tem que estar atento ao mercado.” – explicou Muricy.
Além do perfil físico, o São Paulo procurará reforços mais jovens que os contratados em 2025, além de promover seis atletas da base após a Copinha.
Muricy também deu a entender que sairá do São Paulo após o fim da gestão Julio Casares, isso é, no fim de 2026. E prevê um tempo fora do círculo do futebol.
“Tenho contrato até o fim do mandato do Julio, sempre cumpro minhas obrigações. É meu último ano, claro que depois já estou querendo dar um tempo.” – completou o coordenador.
As palavras de Muricy na entrevistas são duras, porém extremamente realistas. Com o São Paulo se submetendo ao rigoroso FDIC, não haverá espaço para grandes investimentos no futebol em 2026 e também nos próximos anos.
Muricy Ramalho é Coordenador de Futebol do São Paulo desde janeiro de 2020 e é um dos maiores ídolos do Tricolor, com passagens como jogador, auxiliar e treinador. Ele retornou ao clube após um período como comentarista esportivo e, com sua experiência de campo, exerce um papel de “meio-campo” entre a diretoria e a comissão técnica.
Movimentos de Diego Fernandes
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