Um dos personagens mais marcantes do São Paulo Futebol Clube nos anos 2000 foi Grafite. Torcedor do clube desde criança, o centroavante — campeão Paulista, da Libertadores e do Mundial em 2005 — recentemente relembrou sua vitoriosa passagem vestindo a camisa tricolor.
Em entrevista ao podcast Basticast, o hoje comentarista de futebol do Grupo Globo revisitou sua trajetória profissional e revelou bastidores importantes de sua passagem pelo São Paulo, incluindo episódios marcantes no Japão e a partida em que “salvou” o Corinthians do rebaixamento, em 2004.
Em um dos trechos da entrevista, o ex-atacante contou que a jogada que resultou no gol de Mineiro diante do Liverpool foi exaustivamente treinada pelo técnico Paulo Autuori, embora nunca tivesse funcionado nos jogos. Foi dar certo justamente na final do Mundial, contra o até então invicto clube inglês.
“E o lance do gol, o Autuori treinava muito. Aquela diagonal do Fabão para o Aloísio, a gente tentou aquelas jogadas nos treinamentos, nos jogos, mas não dava certo. Aquele dia o controle do Aloísio, ele proteger, e o passe de três dedos, o Mineiro… era para ser.” – disse Grafite ao Basticast.
Grafite também revelou um bastidor curioso logo após o apito final, quando foi sorteado para o exame antidoping ao lado do capitão e principal jogador do Liverpool, Steven Gerrard.
“A única coisa que eu acho meio bizarra, é que acabou o jogo e eu fui sorteado para o antidoping. Ficou eu e o Gerrard lá com a maior cara feia, o Gerrard com maior cara feia. Ele chegou não deu nem boa tarde, boa noite para ninguém, ele tava puto!” – contou, com bom-humor.
O ex-centroavante ainda revelou que não conseguiu dormir após a conquista do título mundial e passou a noite inteira comemorando com companheiros e torcedores.
“Acho que eu fiquei acordado umas 36 horas. Acabou o jogo, a gente foi para o hotel e ficamos acordados a noite toda, fazendo a maior zoeira. Aí fomos para o aeroporto, viajamos, e no avião ninguém dormia, aquela taça para lá e para cá.” – relembrou.
Verdade verdadeira! Eu, Daniel Perrone, fui um dos privilegiados torcedores presentes no hotel Four Seasons, em Yokohama naquela noite, celebrando junto com os jogadores a incrível terceira conquista Mundial. Estava tão feliz que também nem vi o tempo passar e a noite acabar. Só voltei de Yokohama para Tóquio às seis da manhã. A conta do táxi ficou absurda, mas o título estava garantido e nada mais me importava.
Grafite também relembrou uma partida histórica do clube, realizada em 12 de maio de 2004, no Morumbi. O ex-atacante falou sobre o jogo em que marcou dois gols contra o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores, e a emocionante disputa de pênaltis que consagrou Rogério Ceni naquela ocasião. Veja o corte deste jogo abaixo:
Estive presente no Morumbi nesse dia glorioso. Era meu aniversário e pude presenciar a transformação de Rogério Ceni, de grande goleiro em mito para a torcida tricolor. Uma pena a eliminação para o Once Caldas naquele ano — mas 2005 compensou toda a frustração.
Quem viveu aquele período valoriza a passagem de Grafite. Mesmo sem estar sempre em sua melhor forma, ele foi importante na construção dos títulos de 2005, eternizados também no livro 2005: dias de glória, de minha autoria, à venda na SAO Store, loja oficial do São Paulo FC.
Obrigado por tudo, Grafite!

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Fui convidado do programa Deu Zebra Cast na tarde desta última quinta-feira, ao lado dos jornalistas e amigos Alfinete e Fábio Sormani. Junto conosco também estava Leandro Castán, ex-jogador que passou pelo Corinthians, Vasco da Gama, Roma e Udinese, entre outros clubes.
O bate-papo foi muito bacana (ainda mais para nós, são-paulinos após a classificação) e você pode assistir o programa na íntegra no Youtube. Entre outros assuntos Castán, personagem importante do Corinthians na Libertadores 2012, deu uma declaração surpreendente sobre como São Paulo é visto pela diretoria alvinegra e também falou sobre a atmosfera criada pelos são-paulinos no Morumbi.
O ex-zagueiro comentou que no momento da assinatura de seu contrato com o clube de Itaquera, foi verbalmente “notificado” por Mário Gobbi, na época diretor de futebol, sobre como o Corinthians via seus rivais da cidade.
“Foi dito a mim no momento em que assinei o meu contrato que o Palmeiras era o adversário do Corinthians mas o São Paulo era o inimigo” – Disse Castán no Deu Zebra Cast.
Claro que o ex-zagueiro alvinegro ponderou que o termo “inimigo” havia sido dito dentro do linguajar do futebol mas para mim é uma declaração surpreendente, principalmente dita por quem viveu aquele momento. Ela expõe o São Paulo, verdadeiro rival na cidade do Corinthians, pelo menos no pensamento dos cartolas alvinegros. Ouso dizer também que o mesmo mantra é dito pelos diretores palmeirenses aos jogadores contratados pelo clube alviverde, ja que a rivalidade entre Palmeiras e São Paulo extrapola os limites do campo ao longo da história dos clubes.
Veja o trecho:
— Gabriel (@Gabriel03746887) August 18, 2023
Em resumo, de acordo com o que vivenciou Leandro Castán em sua passagem pelo Corinthians, o grande rival da cidade para os diretores alvinegros não é o Palmeiras e sim o São Paulo.
O ex-zagueiro também mostrou sua vivencia ao responder uma indagação do jornalista Fábio Sormani em relação a atmosfera do Morumbi. Veja a questão de Sormani (minuto 51 do programa):
“Eu tenho uma dúvida ao Castán, você que jogou… eu acho que o Morumbi faz diferença para o São Paulo mas não interfere muito para o adversário. A torcida fica muito longe, os jogadores do São Paulo vêem o estádio cheio e crescem… o adversário já não sente tanto.” – indagou Sormani.
Castán contou que a atmosfera do Morumbi é grande sim, mesmo com os torcedores mais distantes do campo em relação as arenas, e interfere no mandante e também no adversário. Veja a resposta:
“Ah, não… mas tem a atmosfera muito grande ali também. Mesmo não sendo uma Arena que é mais próximo, o Morumbi é muito grande, então você entra ali e vê aquela coisa imensa assim, é mais ou menos igual ao Maracanã, é claro que o Maracanã mudou também… mas tem diferença sim.” – disse Castán.
A declaração de um jogador que atuou muito contra o São Paulo no Morumbi mostra que, apesar de não ter uma concepção moderna como uma Arena, o estádio Tricolor compensa a pressão do torcedor próximo do campo com o gigantismo de suas dimensões e também provoca uma atmosfera hostil, sentida pelos adversários em dias de clássicos e jogos decisivos.
O assunto atualmente não é muito explorado pela mídia mas sei que existem pensamentos e até esboços de projetos para aproximar o público do campo no Cícero Pompeu de Toledo. Acho que a gestão Casares tocará neste assunto nos próximos anos de trabalho. Seria maravilhoso que o Morumbi tivesse a atmosfera que hoje tem o Monumental de Nuñez, estádio do River Plate. Quem sabe no futuro caminharemos para isso…
Assista o programa Deu Zebra Cast comigo e o Leandro Castán. Além das nossas análises sobre o clássico válido pela Copa do Brasil, o ex-zagueiro contou o modo insólito que chegou ao Vasco da Gama e as histórias que viveu no clube carioca, além de falar da paixão dos italianos pelo futebol, a superação após uma doença grave no cérebro e os jogadores mais difíceis que enfrentou na Europa.
Muito gente boa o Castán e os jornalistas Alfinete e Sormani tocam de modo exemplar o podcast, que reúne grandes personalidades do futebol e da crônica esportiva. Vale assistir!
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