O balanço financeiro do São Paulo no exercício do ano de 2025 foi reprovado pelo Conselho Deliberativo. Neste texto explicaremos de forma didática e sem sensacionalismo o impacto da decisão no clube, o momento vivido nos bastidores e o futuro do ex-presidente Julio Casares na instituição.
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Em primeiro lugar, por que o balanço financeiro foi reprovado, já que o clube obteve um superávit de R$ 54 milhões, como veremos mais abaixo? A reprovação aconteceu principalmente por conta de um valor de R$ 7 milhões sacados do clube para uma conta de Casares, não explicados de forma clara pelo ex-presidente.
Em sua defesa, Casares emitiu em nota informando que o valor não fora solicitado, não fora destinado e, consequentemente, não fora utilizado por ele. Há um consenso que diz que a explicação não foi suficientemente clara para inocentar o mandatário.
O caso dos R$ 7 milhões encontrados na conta de Casares poderá ser prosseguido de duas formas: a primeira forma é interna, com medidas administrativas contra o ex-presidente. A segunda forma é judicial, com processo e ressarcimento do valor, além de outras punições no âmbito penal.
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Vale dizer que há uma movimentação entre os conselheiros no sentido de expulsar do ex-presidente do quadro associativo, além das medidas judiciais e o ressarcimento dos valores.
Mara Casares e Douglas Schwartzmann, pivôs do escândalo da venda ilegal de camarote no MorumBIS, terão seus nomes levados ao Conselho Deliberativo para votação de expulsão do clube. O Conselho de Ética aprovou com unanimidade o pedido de exclusão dos dois. Outros nomes estão na mira dos conselheiros e da polícia. Um deles é o ex-diretor do Clube Social Dedé.
Apesar da reprovação do balanço financeiro, baseada nos valores indevidamente retirados por Julio Casares, os números apresentados no balanço em geral foram positivos e apresentaram melhoria em relação a anos anteriores.
O clube previa arrecadar R$ 858 milhões, mas arrecadou R$ 1,085 bilhão. A variação mais positiva foi no futebol, que gerou R$ 835 milhões contra R$ 694 milhões previstos. As vendas dos garotos da base no ano passado, fruto de grande revolta nos torcedores, impulsionaram esse número.
O gargalo do São Paulo ainda continua nas despesas, que superaram a previsão de R$ 729 milhões para R$ 902 milhões. Entre receitas e despesas, o clube conseguiu um superávit de R$ 56 milhões e redução da dívida em R$ 110 milhões.
A inevitável reprovação dos números da gestão de 2025 por conta de movimentações sem justificativa do ex-presidente não deverão causar grande impacto no mercado principalmente porque a diretoria responsável pelas contas do ano anterior já não está mais no poder.
Porém, é notório que o momento turbulento ainda vai gerar desconfiança de investidores e marcas em relação a instituição e seu futuro, ainda mais em ano de eleição. Por enquanto o extra-campo não impacta no gramado.
É necessário blindar a Barra Funda dos acontecimentos do Morumbi em 2026, para o bem do clube e de seus torcedores.
Fontes:
ge e apuração junto a Conselheiros do São Paulo
Análise completa:
SUL-AMERICANA
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Essa sexta-feira (16/01) é um verdadeiro dia “D” para a história do São Paulo. A partir das 18h30, o futuro do clube será traçado com a votação do impeachment do presidente Julio Casares, em reunião do Conselho Deliberativo no Morumbis, com conselheiros participando e votando de forma presencial e virtual.
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Atualmente, são 255 conselheiros no clube, com 254 aptos a votar. A votação é feita de forma secreta e caso não atinja 170 conselheiros, o processo é encerrado Julio Casares continua no cargo até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.
Este é o ponto de maior dúvida entre os conselheiros da oposição. Casares e aliados acreditam que o evento não contará com o mínimo de 191 votos totais e tentará esvaziar a reunião, portanto, a dúvida fica é se o quórum estará ou não completo.
Porém, a oposição trabalha com otimismo para chegar a este quórum. Muitos “ex-Casares” debandaram e até indicaram publicamente voto em favor do impeachment, lembrando que o voto é secreto e, em se tratando de “clube”, tudo pode acontecer. Mas há otimismo no prosseguimento da reunião.
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Em caso de aprovação do impeachment, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, é obrigado a convocar uma Assembleia Geral de sócios em até 30 dias.O vice-presidente Harry Massis assumiria a presidência até que os sócios chancelassem (ou não) a decisão. A maioria simples bastaria para que Julio Casares seja destituído definitivamente do cargo.
Caso os sócios não confirmem o desejo da maioria do Conselho Deliberativo, Julio Casares continuaria no cargo e se mantém na presidência até o fim de 2026. Porém, há um ponto favorável a saída do presidente: o torcedor sócio do clube se mobilizou nos últimos meses e é capaz de reunir votos para a definitiva saída de Casares.
Este para mim é o ponto principal de toda a história que originou esta data, desde o vazamento dos áudios até a liminar que impediu o voto apenas presencial e o quórum desejado por Ayres. O são-paulino de dentro do clube deu as caras. Conseguiu se mobilizar como poucas vezes na história e de fato tem feito a diferença nesta engrenagem complexa, de clube social, geralmente pautado em piscina, sauna, academia, campeonatos de society e quadras.
Quando há mais de vinte anos nós nos mobilizamos no Site Proibido e nas rodas de discussão perto do Mackenzie para apoiar Marcelo Portugal Gouvêa contra Paulo Amaral, o movimento foi semelhante. Sócios insatisfeitos, conselheiros de oposição e contato direto com o sócio e o próprio torcedor. Sem celular, sem instagram mas com muito gogó e raça.
Hoje a história é diferente, com a presença das redes sociais e um outro tipo de engajamento. Porém, fortes o suficiente para mais uma nova virada de chave nos rumos do São Paulo Futebol Clube. São movimentos como esses que realmente oxigenam a instituição.
Lembrando que uma só virada de chave não basta. Precisam várias chaves e vários movimentos mas, sem dúvida, essa primeira é a mais importante neste momento. É um aviso: o sócio e o torcedor do São Paulo não tolera mais mandos, desmandos, corrupção e esquemas.
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Segundo o Portal UOL, o Bradesco, o banco em que os saques de origem atípica em nome do presidente Julio Casares, informou ao COAF que o próprio teria identificado o São Paulo como fonte de pagamentos em dinheiro vivo, além de seu salário.
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A afirmação do Bradesco contradiz a versão da defesa sobre os depósitos em dinheiro na conta do dirigente, apertando ainda mais o cerco de Casares em torno do caso.
Os advogados de defesa mantém a afirmação dita no Fantástico de que os depósitos recebidos na conta de Julio Casares foram realizados a partir de reservas de dinheiro que ele próprio tinha guardadas. A defesa reiterou ao Portal UOL que nenhum dos depósitos realizados na investigação tem qualquer relação com o clube e ainda aguarda o acesso ao inquérito.
No total, a policia investiga R$ 1,5 milhão depositado em espécie nas contas de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Também são investigados saques de R$ 11 milhões nas contas do São Paulo durante a gestão, entre 2021 e 2025.
Apesar de até o momento não existirem provas de que haja correlação entre os saques e os depósitos, seria correto o presidente Julio Casares, diante de tantas acusações e incongruências, se afastar do cargo de presidente e se defender como é de direito.
A insistência em permanecer no cargo “a qualquer custo” prejudica o andamento da instituição, já que não há o mínimo de governabilidade neste momento.
A oposição do São Paulo, antes receosa com a votação do pedido de impeachment marcada para essa sexta-feira no Salão Nobre do Clube, obteve um triunfo sobre a decisão de Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo e reverteu as decisões do mandatário.
A votação, até segunda ordem, será híbrida (presencial e online) e volta a contagem inicial de 171 votos a favor para que o presidente seja deposto do cargo. Isso muda a perspectiva da votação.
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Chegou a mim por meio de terceiros, um texto do presidente Julio Casares supostamente enviado a cada um dos conselheiros do Conselho deliberativo do São Paulo Futebol Clube.
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No texto, Casares se defende e dá sua versão do cenário político que está situado. Entre outras coisas ele escreve que o prejulgamento, além de ser injusto no ponto de vista dele, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e a própria ideia de justiça.
Em meio a uma grave crise política, os conselheiros do São Paulo votarão no dia 16 de janeiro (sexta-feira) o pedido de impeachment de Julio Casares.
O processo todo está sendo conduzido em meio a muitas polêmicas, com o presidente do Conselho Deliberativo sendo acusado de favorecer Casares em meio a votação presencial e quórum para a definição sobre o futuro do mandatário.
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Veja na íntegra a mensagem do presidente:
CARO AMIGO,
Assumi a presidência do São Paulo Futebol Clube com plena consciência do peso institucional que esse cargo carrega. Ao longo da minha trajetória pública e privada, sempre atuei com respeito à lei, às instituições e aos princípios que sustentam a vida democrática.
Nos últimos dias, vieram a público informações relacionadas a um inquérito policial instaurado a partir de denúncia anônima – procedimento previsto no ordenamento jurídico brasileiro, mas que, por sua própria natureza, não equivale a prova, denúncia formal ou juízo de culpa. Ainda assim, trechos desse procedimento vêm sendo seletivamente vazados, fora do devido contexto legal, alimentando versões e interpretações que extrapolam os fatos e tensionam garantias elementares do Estado de Direito.
Quero ser objetivo: não temo investigações; confio nelas. Tenho tranquilidade quanto à licitude dos meus atos e, por meio de minha defesa, já apresentei os esclarecimentos cabíveis. Tudo será demonstrado no foro adequado, com documentos, fatos e responsabilidade.
O que causa indignação não é a apuração regular – que deve existir e deve ser respeitada – mas a tentativa de transformar vazamentos em instrumento de pressão política e de julgamento antecipado. Esse método distorce o debate público, viola o devido processo legal, compromete o ambiente institucional e cria um precedente perigoso que não atinge apenas indivíduos: atinge as próprias instituições.
Tenho consciência de que o clube atravessa um momento de forte tensão fora de campo – e justamente por isso faço questão de registrar: tenho convicção de que o futebol está blindado e protegido de toda essa confusão. O São Paulo precisa de serenidade, foco e responsabilidade para seguir trabalhando.
Também considero importante reafirmar que o São Paulo é maior do que disputas circunstanciais. É uma instituição centenária, construída com esforço, credibilidade e respeito. Jamais utilizei, nem utilizarei, o clube como ferramenta de defesa pessoal, assim como não aceitarei que o São Paulo seja instrumentalizado como arma em conflitos internos ou externos.
Ao mesmo tempo, é justo reconhecer entregas concretas desta gestão que pertencem ao clube e à sua história. Encerramos uma longa espera por títulos com o Paulistão de 2021, conquistamos a inédita Copa do Brasil, e levantamos a Supercopa em 2024 — marcos esportivos que recolocaram o São Paulo em finais, decisões e conquistas que a torcida tanto cobrava.
Fora das quatro linhas, há um legado estrutural que não pode ser ignorado: avançamos em obras relevantes de contenção de enchentes no entorno do Morumbi, uma reivindicação antiga dos nossos sócios e frequentadores, melhorando a segurança, a mobilidade e a convivência do estádio com a cidade. São intervenções que permanecem, independentemente de circunstâncias momentâneas, e que ajudam a preparar o clube para o futuro.
Seguirei colaborando integralmente com as autoridades e exercendo meu direito de defesa com serenidade e firmeza, confiante de que a verdade prevalecerá. A legalidade não é um discurso de ocasião; é um princípio que só faz sentido quando respeitado nos momentos de maior pressão. Por isso, faço um apelo à reflexão e à responsabilidade institucional, votar a favor de um impeachment sem provas concretas e sem elementos jurídicos consistentes não é um gesto de coragem, mas de prejulgamento. E o prejulgamento, além de injusto, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e à própria ideia de justiça que deve nos orientar.
Julio Casares
Presidente do São Paulo Futebol Clube
Continuo mantendo minha opinião: o presidente tem pleno direito de defesa como qualquer cidadão acusado mas, em prol do bem maior que é a instituição São Paulo Futebol Clube e devido as graves acusações, deveria exercer a defesa longe do cargo de presidente.
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A oposição do São Paulo elegeu um novo alvo dentro da movimentação que determinará o impeachment ou não do presidente Julio Casares. O novo alvo é Olten Ayres de Abreu Junior.
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O presidente do Conselho Deliberativo agendou o evento de votação do impeachment para dia 16 de janeiro às 18h30 da noite. Detalhe: uma sexta-feira, no pior horário de locomoção da cidade de São Paulo.
Além de não permitir voto híbrido (online e presencial) Olten definiu que serão necessários 75% de votos favoráveis ao impeachment para que Julio Casares se afaste da presidência, como prevê o Artigo 58 do Estatuto Social do São Paulo.
A mudança no critério foi um pedido da defesa de Julio Casares. Inicialmente, como prevê o Artigo 112 do Estatuto Social, seriam necessários dois terços do Conselho para que o presidente fosse afastado. A alegação é que há dupla interpretação no artigo e que juridicamente define-se que em caso de dubiedade a definição é pró-réu.
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Pesquisando no Google, “Pro réu” é um princípio jurídico latino que significa “na dúvida, a favor do réu”, essencial no direito penal, garantindo que um acusado seja absolvido se não houver provas robustas de sua culpa, refletindo a presunção de inocência e protegendo contra condenações injustas.
Segundo o que eu apurei, a justificativa de Olten Ayres para somente permitir o voto presencial é que no modo online não haveria garantia de voto secreto, uma das normas da votação no Conselho Deliberativo.
A oposição do clube alega parcialidade nas decisões.
As medidas do presidente do Conselho o colocaram no olho do furacão pela coletividade Tricolor. Eu creio que os votos dos conselheiros deveriam ser abertos e não secretos. Todos os torcedores teriam como ver quem votou a favor ou contra, assim como ocorreu na votação para a aprovação do orçamento para 2026.
Além disso, como segue o Estatuto, os votos deveriam ocorrer de forma híbrida para que todos os conselheiros pudessem participar, estando próximos ou não do Salão Nobre do Morumbis. Fala sério: existe tecnologia para isso.
Alvo da vez, Olten Ayres é hoje presidente do Conselho, mas naturalmente deve ser lembrado pelos aliados para a presidência do São Paulo na próxima eleição, no fim deste ano. Aconteceu com Leco, que depois de presidir o Conselho, foi eleito após a renúncia de Aidar.
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